— Eu não acredito nisso. — Resmunguei indo em direção à entrada da delegacia.
Respiro fundo para não surtar de vez e assim que entro na delegacia eu fui pedir informação.
— Oi, um garoto com um cabelo colorido está aqui? — Perguntei mordendo meu lábio inferior enquanto encarava um policial que estava parado perto de uma porta.
— Sim, mas você é o que dele?
— Amiga. — Respondi rapidamente.
O policial concordou com a cabeça e me levou até uma sala, que provavelmente seria do delegado, assim que entrei na sala vi uma mulher sentada na cadeira enquanto mexia em alguns papéis.
A mulher olhou para mim com a feição séria e apontou para a cadeira que estava na minha frente.
— Eu vim pagar a fiança do Gazzy. — Falei me sentando na cadeira. — E saber o que realmente aconteceu, porque ele me disse que foi preso injustiçado.
— Injustiçado? — A mulher soltou uma risada irônica. — Ele roubou vários pães de uma padaria e saiu tranquilamente como se nada tivesse acontecido.
Arregalo meus olhos e fico meio sem graça.
Estou quase pensando em levantar dessa cadeira e deixar ele ficar aqui, não iria fazer diferença nenhuma.
— Eu sinto muito por isso e prometo para senhora que isso não vai acontecer. — Falei para a mulher e coloco meus braços em cima da mesa. — Ele vai ser liberado?
— Ele só pode sair com o responsável.
— Olha, assim que ele nasceu a mãe dele ficou cinco meses sem sair de casa porque ele era o bebê mais feio que a mãe dele viu. — Respirei fundo. — Depois de um tempo, quando ele fez 13 anos, a mãe dele deu dinheiro para ele e disse que não queria ver ele mais na frente dela.
— Nem eu queria ver ele na minha frente, já viu a cara dele? — A mulher soltou um riso baixo e me encarou.
— Já vi sim, a cara dele é assim porque teve um tempo atrás que ele ficou sentado na privada mais de meia hora e o reto dele caiu. — Respondi olhando para minhas mãos e em seguida encarei a mulher.
— O que isso tem a ver?
— Eu não sei, mas ele falou pra mim que é feio por conta disso.
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oi meus anjos
