AGRADECIMENTOS

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Originalmente, os agradecimentos estão no final do livro (no impresso e no e-book da Amazon é assim). Coloco aqui no início porque têm algumas palavras importantes para quem nunca leu uma obra minha. 



Quando comecei este livro eu não tinha a menor ideia de onde chegaria. O ponto de partida foi um conto publicado em plataforma digital, que fez o maior sucesso entre os leitores.

Tento ser o mais fiel possível a tudo que acredito. Mas é preciso compreender que praticamente todas as histórias de amor do mundo já foram contadas, o que faz a diferença é a abordagem, a impressão pessoal, a forma como escrevo.

Em momento algum tive a intenção de afrontar a igreja, enquanto instituição, ou denegrir a religião cristã. Eu sou católica de berço, fui batizada e batizei o meu filho. Acredito fortemente no poder da Comunhão. Mas a grande verdade é que já vi coisas demais por aí... Participei de grupos de jovens religiosos e ministrei catequese por anos a fio. Vi padres pecando mais que muita gente que é considerada "pecadora". Os pastores não ficam para trás. Lembrando que toda regra tem a sua exceção.

Mas esta obra não é sobre o pecado. Eu falo mesmo é do amor. Mesmo um amor que possa profanar coisas sagradas.

O que é exatamente profano e sagrado? Não dá para saber com exatidão, porque esses conceitos e o julgamento sobre eles pertencem somente a Deus.

Vale salientar ainda que tem sexo nessas páginas, sim. Afinal de contas, é o que as pessoas fazem quando se amam. Mas é apenas um temperinho, nada demais.

Se você é do tipo que não curte diálogos com fundo psicológico e falas reflexivas e filosóficas, talvez não curta muito a história. Mas vale lembrar que o personagem principal é um padre, alguém culto, com um perfil preparado para falar, pensar, debater e acrescer à vida das pessoas; portanto, não poderia deixar diálogos vazios e sem sentido. É importante lembrar também, que é um texto que trata de religião, então, tem muitas questões sobre o assunto, e, quem sabe, você tenha encontrado pontos interessantes para levar um debate saudável adiante. Lembre-se que é uma ficção, qualquer semelhança com pessoas reais, vivas ou mortas, é mera coincidência.

Já que as palavras têm o poder de transformar, tentei retratar a vida, expondo fatos que incomodam em forma de expressão. Porque o meu intuito é que você reflita sobre os dois lados de todas as coisas, interprete os sinais do mundo e questione o que é apresentado como verdade única e absoluta.

"Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado direito."

Você não imagina o bem danado que faz, de vez em quando, não estar nem aí para a "moral e os bons costumes". Experimente! É libertador.

Espero que tenha se divertido com a baiana arretada que Eva é. Brinquei exageradamente com muitos dialetos soteropolitanos e nordestinos no geral, além de mencionar respeitosamente o sincretismo religioso. Tudo isso para apresentar, com orgulho, um pouco da cultura deliciosa e rica, que temos o privilégio de receber como herança do nosso povo.

O meu agradecimento especial ao autor Danilo Barbosa, como amigo e como agente literário da DB Agência e Assessoria Literária, que me agencia com empenho. À Gracielle Rattes, produtora do evento Tardes Sensuais, amiga querida, que acredita no meu trabalho. Aos escritores da literatura nacional contemporânea, guerreiros em busca do mesmo objetivo. E por fim, mas não menos importante, ao baianinho arretado, Alexandre Ribeiro, amigo, leitor, blogueiro literário (Blog Outro Garoto Lendo) e consultor para dialetos locais. Seria impossível ter lido nas páginas anteriores o afável sotaque baiano de Eva, se ele não me ensinasse sobre como usar o oxe e o oxente. Oxe! Um cheiro, meu rei!

O meu carinho à editora, que acreditou que essa história merece ser compartilhada com o todo o país.

Mil beijos, com afeto. <3 

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