~ Carol e Day prestavam atenção no show, mas ambas estavam extremamente desconfortáveis após o ocorrido. Carol ficava quieta e vez ou outra soltava algum verso da música que a Ana cantava no momento. Day fazia o mesmo, mas estava muito preocupada com o que havia acontecido e tinha medo de tentar uma aproximação com sua namorada e não ser correspondida, então ficava apenas posicionada atrás da Carol, segurando-a pela cintura, e agradecendo mentalmente por não estar vendo a Daniela por perto. ~
A última música foi anunciada pela Ana em meio aos agradecimentos pelas presenças no show daquela noite, e meu coração gelou por saber que eu teria que enfrentar as consequências do encontro com a Daniela a partir daquele momento.
- Gostou do show, amor? - Falei com a Carol após o som ser desligado.
- Quero sair daqui, Dayane. - Respondeu friamente, saindo da posição em que estávamos e andando para a saída sem me esperar.
- Me espera, baby! Vou te perder no meio das pessoas. - Disse segurando sua mão.
Carol não respondeu mais nada e parecia brava, e o que mais me causava angústia era o silêncio que ela insistia em manter ao máximo. Finalmente saimos do local e eu já estava pedindo o uber, enquanto Carol ficava ao meu lado de braços cruzados e sem fazer contato visual comigo. Pouco tempo depois o uber chegou e fomos para a casa da minha namorada. Carol não disse nada no uber e eu esperava que ela dissesse algo pelo menos ao chegarmos no apartamento dela, e foi isso que ela fez.
- Agora que já estou em casa, você pode ir pra sua e resolver o que parece estar pendente em sua vida. - Falou após abrir a porta do apartamento e entrar sem olhar pra trás, jogando as chaves na poltrona e indo em direção à geladeira.
- Carol, você sabe que não tem nada pendente. Você está me mandando ir embora? - Falei ao fechar a porta atrás de mim e ficar parada olhando pra minha namorada.
- Não tem, Dayane? - Falou fechando a geladeira com um copo na mão, virando-se pra mim.
- Baby, eu já te disse o que aconteceu e você não deveria ficar brava assim comigo agora. Eu te amo tanto e quero você pro resto da minha vida, poxa! - Falei ao colocar as mãos nos bolsos, sem sair de onde eu estava, e Carol sentou-se na poltrona.
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Eu estava passando por um momento difícil no meu relacionamento, pois eu já não me sentia feliz e não me sentia capaz de colaborar para com a felicidade da Daniela. Todos os dias tínhamos uma briga por algum motivo bobo, e eu sabia que já havia ultrapassado os meus limites. Amanhã será o primeiro dia de aula do terceiro ano, e eu não quero continuar com isso, porque eu sei que meu desempenho escolar ficará ainda mais prejudicado, assim como o da Dani, além de tudo que estava ficando ruim a partir da nossa situação. Decidi ir visitá-la para que pudéssemos resolver tudo.
- Entra!- Dani disse ao abrir a porta do seu apartamento, sem me olhar.
- Dani, eu não vou mais brigar com você, porque eu sei como isso está nos desgastando. - Falei ao fechar a porta e caminhar em direção à Daniela, que ficou de costas pra mim arrumando as fotos que ficavam sobre a mesa central da sala.
- Eu queria muito acreditar nisso, porque eu te amo demais e você sabe como eu já lutei por nós duas. - Falou ao virar-se pra mim, segurando em sua mão direita uma foto nossa, com os olhos carregados com lágrimas das quais eu queria não ser o motivo.
- Dani, sente-se aqui. - Falei me aproximando dela, segurando em sua mão esquerda e sentando no sofá ao lado da mesa. - Preciso que você preste atenção no que vou dizer, porque não vai ser nada fácil falar...- Disse secando o suor frio que estava em minha testa com a mão direita, sem soltar a mão da Daniela, que me olhava com uma expressão de quem estava completamente confusa e com medo do que eu diria. - Nós duas já não somos mais crianças, e você sabe disso... Nós não podemos continuar fingindo que está tudo bem, pois sabemos que não está, e seria ridículo negligenciar o nosso sofrimento... Nós não podemos continuar com o relacionamento, e foi sobre isso que eu vim falar com você... - Eu estava falando sem pausas e Daniela ficava calada olhando em meus olhos, após soltar sua mão da minha. - Eu sou muito grata por ter você em minha vida e por tudo que nós vivemos há dois anos, e eu sei que você tem o direito de duvidar disso. Eu não posso e não vou continuar com algo que eu sei que pode piorar, Dani, porque nós já chegamos num nível extremo, e eu sei que você tem noção disso. Parece que nós duas percebemos que só desejo não é suficiente para um relacionamento saudável, e ficamos passando por cima disso porque nosso ego tem que ficar no topo e seria inadmissível um fracasso... Mas, Dani, nós demos certo sim! Foi tudo lindo, mas acabou... Você não está feliz e nem eu, e a partir de hoje, saiba que eu estarei torcendo por você e te aplaudindo de pé, mas não será como namorada. - Parei e levantei o rosto da Dani para me olhar de volta, pois ela passou a olhar pra baixo chorando em silêncio depois que realmente compreendeu minhas palavras. - Me desculpe.
- Dayane, eu preciso ficar só... Vá embora, por favor! Eu não quero desabar em sua frente. - Falou ao se levantar e ficar de costas, secando as lágrimas em seu rosto.
- Mas, Dani, o que você pensa e sente também é importante. Por que você também não me diz alguma coisa? - Falei me levantando, colocando as mãos nos bolsos e observando a Daniela.
- Dayane, por favor! - Falou com voz de choro e rasgou a foto em sua mão, soltando os pedaços no chão.
Naquele momento eu já estava tão perdida, que não sabia mais o que fazer. Eu havia machucado uma pessoa e me machucado. Me virei, e ao colocar a mão na maçaneta para abrir a porta, respirei fundo de olhos fechados e saí.
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- Day, eu não quero conversar agora, e eu estou falando sério. - Carol falou ao colocar o copo no chão ao lado da poltrona e pegar o violão que estava encostado nela.
Fiquei em silêncio, respirei fundo e me retirei do apartamento.
(Oi, gente! Eu não consegui escrever como eu queria, porque confesso estar muito angustiada com algumas coisas que andam acontecendo, principalmente referentes à política do país. Mas vou me esforçar para melhorar, e assim que possível, postarei mais capítulos mostrando o ponto de vista da Carol também. Enquanto isso, comentem aqui o que vocês estão pensando, quais as teorias e etc, porque preciso saber como a fic tem tocado vocês. Abraço!)
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Little Longer ( Dayrol)
FanfictieOlá! Carol e Day se conheceram no final do ensino médio, ambas estudando em São Paulo, e surgiu uma história que surpreende na ficção com a naturalidade em que as coisas acontecem e são marcantes. Alguns momentos têm como referência vivências reais...
