Estamos perdidos

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       • Cheryl on •

     Eu abro meus olhos com dificuldades, sentindo todo meu corpo doer. Onde eu estava? Eu olho ao redor, com os olhos um pouco fechados devido à claridade. Eu consigo avistar um relógio na parede: são 22hrs. Lembro que a última vez que vi o horário eram 17hrs. Pelo jeito eu levei uma pancada e tanto...
      Eu sinto uma parte de minha cabeça quente, então coloco minhas mãos lá, que voltam sujas. Estava sangrando. Ele deve ter me dado uma pancada e tanto... Lembro dele rindo de mim, quando estava fora do quarto. David pegou um pedaço de madeira que estava numa mesa do corredor e bateu na minha cabeça. Eu devo ter apagado na hora, e agora não sabia onde estava.
      - Betty? - Eu falo preocupada ao me lembrar dela. Se comigo David fez isso, imagina com ela... Eu começo a entrar em desespero. Eu estava em uma sala escura, somente com uma porta. Havia um celular no meio de uma mesinha no local e eu fico apreensiva. Algo bom não sairia dali.
    O celular de repente toca e eu dou um pulo de susto. Eu vou até lá receosa e um número desconhecido aparece na tela. Eu pego o celular tremendo e atendo.
     -A-alô?
     - Já era tempo de acordar, não é mesmo, Cheryl?
     - David? Que diabos é isso?
    - Eu não vou te libertar.
     - Como assim? Seu filho da puta!
    - Você terá um minuto para telefonar para uma pessoa só. Você terá que se virar.
     - Mas... eu nem sei onde estou!
     - Isso não é problema meu. Seu tempo começará agora. Se fosse você já teria ligado.

      Eu desligo o celular desesperada e ligo para a primeira pessoa que me vem na cabeça, como um gesto quase automático.
     - Alô?
     - Cheryl! O que está acontecendo?
     - É difícil de te explicar, mas você pode rastrear essa ligação?
     - Posso sim. Por quê?
    - Eu fui sequestrada, junto com Betty. Outra guerra está chegando em Riverdale.
     - Puta merda! Você tá bem?
     - Mais ou menos, mas preciso que você venha até aqui. Você é nossa última chance.
     - Eu te amo, não desista.
    - Eu também te amo, Toni.

    A ligação cai e eu começo a chorar. E se eu não saísse dali? E se tudo tivesse perdido? E eu ainda fiquei animada que tínhamos uma nova aventura! Não sei onde Betty está, muito menos eu. Nosso destino está nas mãos de Toni.

     • Betty on •

     - Me responde! - David grita pressionado a faca mais forte ainda no meu corpo. Eu estava fraca, não lembro da última vez que comi ou dormi direito. Cheryl está perdida em algum lugar e Riverdale em perigo! Eu sempre tenho que ser a heroína.
      - Eu não sei onde Jug se esconde! - eu grito para ele em resposta. Eu estava mentindo. Sabia muito bem onde Jughead ficava, mas não iria falar, nunca. Mesmo com uma faca me perfurando e vários hematomas.
     - Quer saber? Está vendo aquelas caixas ali? Dentro delas tem uma droga, que vai assolar o sul, onde seu amado devia estar cuidando bem.
     - E o que isso tem haver comigo? - Eu pergunto seca, para tentar irritá-lo.
     - Se você não me falar onde é o esconderijo dele, nós vamos levar as caixas para lá. Você tem dez segundos para falar.
     - Eu NÃO vou falar! - eu digo isso como impulso, mas penso que isso irá causar mais problemas para Jug do que qualquer outra coisa. A cidade estava em minhas mãos. Era como se a faca na minha barriga estivesse perfurando meu coração. Razão ou emoção? Por em risco Jug ou toda a cidade e os outros? Eu começo a chorar e falo.
      - Ele geralmente fica em um barraco no lado oeste do Sul, perto do posto de gasolina.
      - Obrigada pela ajuda, Betty. Agora podemos ser sócios!
      - Nós não somos sócios e eu não te ajudei, eu salvei as vidas de Riverdale.
      - Isso é o que você acha. - ele ri - Você é trouxa mesmo né? Pode enviar a droga.
     - Mas... Era o trato! - eu falo aos prantos. Eu queria morrer, desaparecer. Aquilo estava sendo pior do que até mesmo quando fui para o hospício. David é um psicopata maníaco.
    - Desculpa, Elizabeth. - ele saiu, apagou as luzes e eu fiquei ali, chorando no escuro, amarrada na cadeira.
   
     • Jughead on •

    - Sweet Pea, isso não pode acontecer...
   - Eu sei, mas é assim nossa vida no sul né?
    - Isso está se tornando um problema para nós. Como controlar?
     - A gente não tem como. Só se tentarmos achar a fonte disso tudo, mas é complicado.
     - O número de vítimas aumentou em 23%, de repente. Cara, tá tudo ruindo.
     - Eu vou falar com Kevin, para ele falar com o xerife Keller. Pode ser?
     - Pode, mas ele não conseguirá ajudar muito.
     - Vale a tentativa, certo?
     - O que está acontecendo? - Jelly aparece do nada ao meu lado.
     - Acho que precisamos falar com ela, para ela se previnir.
      - Eu sei... Jelly, ontem foram distribuídos aqui no Sul toneladas de uma droga chamada Jingle Jangle. Ela se alastrou em pouco tempo e agora 23% dos nossos já estão com ela no seu corpo.
     - Caramba Jug! O que fazemos?
     - Não sei, Jelly, está complicado.
     - Primeiro temos que achar quem está distribuindo. - Sweet Pea falou.
      - Exatamente.  - respondo.
      - Quais os efeitos dessa droga? - ela pergunta curiosa.
      - Ela te dá uma sensação de prazer por um tempo, mas depois você começa a alucinar. Dizem que monstros aparecem para a pessoa. 5 suicídios já foram confirmados por causa disso.
    - Que horror! - ela fala chocada.
     - Eu sei, Jelly.  - meu primo responde.
     - Isso vai ser pior do que tudo que já presenciamos aqui, não temos como controlar facilmente. E se isso se alastrar pela cidade toda... Estamos perdidos. Riverdale já era.

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Aaaaa meus bebês sofrem muito : (, espero que tudo se resolva... Espero que estejam ansiosos para ver no que isso vai dar, porque eu amo escrever e fico muito feliz quando percebo que vocês gostam da história!

Amo vocês, Duda <3

𝙏𝙧𝙪𝙚 𝙇𝙤𝙫𝙚 𝙄𝙄 | 𝘳𝘪𝘷𝘦𝘳𝘥𝘢𝘭𝘦Onde histórias criam vida. Descubra agora