0,3.

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THE UNKNOWN.

  O caminhar sobre o vento gélido parece não causar quaisquer reação sobre o meu corpo que permanece quente por sobre o sobretudo que esconde o meu casaco de lã preferido. A flor que se encontra sobre meus dígitos parece querer cair e por não poder apertar eu vou de forma rápida.

  É isto que acontece aos domingos de manhã; despertar antes de o sol nascer, buscar coragem para levantar sem sentir o aroma que eu amava, resistir diante de lágrimas, me banhar apenas para comprar rosa branca e ir ao seu lugar. 

  O cemitério não costuma ter alguém durante este horário por ser bem cedo e sempre que vou, o único que consigo ver de longe é o coveiro Jay  por trabalhar neste lugar, porém conforme eu vou para o túmulo sempre coberto de flores do Suga eu consigo ver alguém sobre. O alguém não vitupera o túmulo, diferente disto, ele pega às flores secas apenas para colocar uma que é idêntica a que eu busquei antes de vir. 

  Então, de repente, o seu olhar encontra o meu após uns instantes em que eu não consigo ter reação ou proferir algo por o observar neste túmulo, sobre o túmulo do meu namorado com a mesma espécime de flor que é sua predileta e com bastante pesar sobre suas ações igual alguém que o conhecia e se importava faria, igual à mim.

  Por onde iniciar sua retratação? 

  Ele aparenta ser alguém doente, sua epiderme que aparenta ser de cor dourado e querer refletir sobre o sol que imerge se encontra bastante pálida. As íris opacas me lembram de forma breve as íris de Suga hyung mas diferente do meu namorado, as suas tem um brilho de algo que eu não consigo identificar ágil por não ver isto em alguém há tempos. O brilho de recuperação? De qualquer forma, o seu rosto magro, porém não ao ponto de marcar suas feições, tem o único lugar rubro de forma horizontal sobre as bochechas. Os seus lábios entre abertos se encontram molhados provavelmente por sua língua e seus cabelos de coloração branca escondem sua testa e seus olhos, porém não o suficiente para não poder identificar à cor natural; um verde escuro que sobre o sol deve clarear. O homem veste um casaco grande para o seu tamanho que aparente ser de um tecido quente de cor amarelo, um moletom de cor preto cobre suas longas pernas e um tênis comum. E de forma singular, o hyung não parece me encarar e observar meus detalhes, as suas íris encontram–se apenas sobre as minhas feições e olhos.

  Seus lábios abrem de novo.

𝖨𝗇𝗌𝗂𝖽𝖾.Onde histórias criam vida. Descubra agora