Tradução Cronológica do “Soneto do Epitáfio” de “Bocage”
Quando eu me for assim da humanidade
Serei mais um que não vai fazer falta
Assim como o teólogo, o peralta,
Ou um duque, ou marquês, ou conde, ou frade:
Não quero enterro com comunidade
Por mim pedindo ajuda porcamente
Aos poucos gatos e a miserável gente
Eu também vos dispenso a caridade
Mas quando a enferrujada enxada idosa
Buraco me cavar em alto terreiro
Me escreva estas palavras, mão piedosa
“Bocage dorme aqui, Rei do puteiro,
Levou vida folgada e milagrosa
Comeu, bebeu, fodeu sem ter dinheiro.”
