MINHA SANTIDADE

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Poema reflexo de “Minha Boemia” de “Arthur Rimbaud”

Eu caminhava, as mãos soltas nos bolsos fartos
Meu paletó, também assim não havia igual
Ia sob o céu, musa, teu amante carnal
Ah! e planejava, mil orgias de um nefasto.

Minha linda calça, de um tecido puro
Sádico, Don Juan, eu tecia no percurso
Um rosário de elogios, que a dama escuta
O meu bordel, brilhava no quarteirão escuro.

Esparramado na cama, eu não ouvia
Em uma noite qualquer, em que sentia
O fedor das putas, do uísque charlatão,

Ali entre inúmeros corpos carismáticos
Fodia com a débil respiração dos asmáticos
Enquanto me iniciava um ataque de coração.

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