Capítulo 8

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- Sol dá um soninho gostoso, né?! - Comentou Gabriela, se ajeitando na canga e abriu os olhos para olhar para Carolina através dos óculos escuros.

- Uhum... - A baiana murmurou de volta. A paulista não estava nem vendo o rosto dela, que além de óculos escuros ainda estava com a saída de praia protegendo a pele do rosto, enquanto queimava a parte de trás do corpo, estendida na canga colada na de Gabriela. - Afinal, a gente vai ou não almoçar com as meninas hoje?

Gabi mal escutou a pergunta devido a voz da baixinha ter sido abafada pelo tecido e pelo som do mar, ela tirou a saída do rosto de Carolina, até porque já tinha muito tempo que não observava aquela carinha linda.

- Vamos... Que horas são será?

- Deve ser uma e pouca... Mas aí você vai me deixar no hotel? Porque se a gente chegar juntas...

- Claro, cada uma vai pro seu canto, toma um banho...

- Você sabe que não é por vergonha, né?!

- Eu acho que é por vergonha também, mas eu entendo, porque eu já passei por isso. E eu sei que é também por causa das perguntas que viriam e que nenhuma de nós duas ia saber responder.

Carolina a encarou sem resposta e Gabriela se arrependeu de ter aberto a boca pra falar qualquer coisa.

Ela tinha consciência de que a cabeça da baiana estava fritando há muito tempo com esse assunto e que ela provavelmente não queria pensar sobre nada do que estava fazendo naqueles dias no Rio. A paulista não sabia nem se Carol queria se aceitar, e entendia o quanto aquele processo era difícil.

- Deixa rolar do jeito que tá. Não é viável pra nenhuma de nós duas agora contar isso pra ninguém, fora que você vai embora domingo. - Gabriela comentou, tentando tirar o peso das costas de Carol.

- Não tem nada demais a gente estar juntas na praia também.

- Mas não chamamos ninguém..

- Nem quero, pelo amor de Deus.

- Então vamos continuar com nosso segredo... - Gabriela sorriu e fez um carinho nas costas de Carolina, correndo os dedos por baixo da corda do biquíni.

- Tá na marquinha?

A paulista se inclinou pra checar, ficando propositalmente com os peitos na cara da outra. Não esperava que fosse ser surpreendida com uma mordida na pele exposta do seio direito, o que provocou uma espécie de calafrio, mas prazeroso.

POV GABRIELA

Estava tentando disfarçar meu incômodo com a ideia de que Carolina iria embora em três dias. Eu não podia fazer nada além de aproveitar os momentos sozinha com ela ao máximo. Devolvi a mordida nas costas e depois na nuca, dando uma lambidinha ali em seguida.

- Ajeita aí pra mim, Gabriela!

- Tá ajeitado já.

- Tem certeza?

Olhei novamente e dei uma mexidinha no biquíni para confirmar.

- Quer que eu passe bronzeador? - Olhei para Carolina deixando explícita a minha intenção por trás da pergunta.

- Quero... - Ela sorriu de lado daquele jeito que só fazia quando falava comigo. - Mas tem que passar em cada lugarzinho e espalhar bem pra não manchar.

Obedeci e fiz isso bem devagar, aproveitando pra sentir cada centímetro dela. Deixei as pernas e bunda por último e, enquanto escorregava minhas mãos por ali, olhei para a expressão da baiana e registrei bem o momento em que ela mordeu o lábio inferior, enquanto sorria levemente com os olhos fechados.

Medo de amarOnde histórias criam vida. Descubra agora