Investigações

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Hello guys, perdoem minha demora, garanto que esse capítulo vai recompensa-los.

Vamos a mais um encontro de Mandnitta? Peguem as bombinhas amores, a tortura vai começar.

Música, dê play quando for indicado:
Phantogram - Run Run Blood

Boa leitura.

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" O tempo é como um rio, sempre em movimento, ele não espera nada nem ninguém, apenas segue seu curso."

Katherine Pov

Como nas outras noites eu acordei com Amanda falando enquanto dormia, seu corpo estava tenso, suas mãos fechadas com força provavelmente a um longo tempo, afinal os nos de seus dedos começavam a tomar uma coloração arroxeada.

- Você não tem vergonha? Deveria saber seu lugar.

Sussurrou por entre os dentes.

- Como tem coragem? Ela é sua amiga..

Me sentei na cama, a observei se contorcer, tentei entender oque ela falava, pois durante seus sonhos ela na maioria das vezes falava em português, mas apesar disso eu sabia do que se tratava, pois só uma coisa, um assunto, uma pessoa, a deixava tão perturbada.

- Não importa que tenham conseguido nos separar, Nunca Karina, você me ouviu?

Sem aguentar mais toquei seu braço, prevendo que se deixasse aquilo continuar ela acabaria levantando e quebrando alguma coisa.

- Amanda..

Chamei, seu corpo foi relaxando aos poucos apos escutar minha voz, sorri com aquilo, o fato de causar bem a ela me fazia feliz, enchia meu coração.

- Estou aqui, já passou anjo.

Sussurrei, acariciando a parte interna de seu braço esquerdo.

- Não esta sozinha, não vou a lugar algum, descanse.

Completei enquanto acariciava a palma de sua mão, suspirei quando apertou suavemente meus dedos.

- Kathe..

Sua voz saiu baixa, calma, seu subconsciente respondendo a mim. Desde o incidente no evento, ela passou a ter crises de panico, mas pelo menos pude conter suas vontades subidas para com a bebida, ou as saídas no meio da noite. Então eu passei a partilhar de sua cama com frequência, zelando seu sono, e a protegendo dela mesma, afinal, seus pesadelos pioravam cada vez mais.

- Shhh, eu sei, tudo bem.

Sussurrei me deitando novamente ao seu lado, observando um sorriso fofo brotar em seus lábios.

- Isso, sorria meu anjo.

Deixei escapar toda boba, era verdade que eu corria riscos ao seu lado, ela claramente podia me machucar no meio de um pesadelo, porém alguma parte de mim, uma parte bem grande, não se importava, apenas desejava te-la por perto, e por esse desejo irracional, eu estava aguentando muita coisa. No trabalho por exemplo, quando chegamos juntas na segunda feira anterior, os bochichos começaram, quando ela foi ate minha sala na terça e me convidou para almoçar fora, ai sim as fofocas tomaram força. Tomei consciência disso apenas na sexta, quando fui na parte de atendimento, e varias pessoas cochicharam quando passei, outras me olharam com ódio, ou nojo, no começo tentei entender se era algo que eu tinha feito, mas logo descobri o motivo. Quando estava no banheiro, duas garotas do atendimento entraram e passaram a falar sobre mim, sem saber que eu estava em uma das cabines, fizeram comentários sobre minha relação com Amanda, me nomearam como a ACOMPANHANTE DE LUXO, APROVEITADORA para não falar os nomes de baixo escalão.

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