Capítulo Dezessete

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Atualização dupla, pois estou sumida.

Boa leitura!

Pov Camila Cabello

Eu estava entediada, eu estava muito entediada.

Eu nem tinha noção de que dia era e eu sentia que estava prestes à explodir todo aquele lugar se eu não saísse dali.

Revirei mais uma vez na pequena cama e olhei para a outra vazia que ficava do outro lado do quarto. Lauren e eu optamos por ficar no mesmo lugar por ser mais prático e havia algo que nos impedia de manter distância entre a outra.

Talvez fosse o fato de que eu estava sedenta para tê-la e ela estivesse me mantendo afastada.

Acabei virando para o outro lado e olhei no pequeno despertador cujo também era um rádio FM que havia sido presente do meu pai, mas mais uma vez, percebi que a noite estava passando e nem sinal de sono em nossos corpos.

Me levantei chamando todos os palavrões que eu me recordava em inglês, português, francês e em espanhol e fui atrás de Lauren em algum lugar daquele prédio. Fui na cozinha, fui nos outros dormitórios que o pai dela disse ser usado por cientistas enquanto eles trabalhavam ali, fui nos corredores afastados e até nos banheiros e nada, fui na nossa sala de estar atual e por fim, fui em um lugar que deveria ter sido o primeiro em minha lista: A sala de laboratório que era a mesma onde faziam experimentos com nossos corpos.

Entrei sem fazer barulho nenhum e devido aos experimentos, eu sabia que Lauren não me notaria ali por que embora seus ouvidos fossem sensíveis, ela não tinha uma super audição à nível comparado a minha, eu conseguia ouvir os batimentos dela, mas ela não. O que a deixou tranquila, foi saber que ela também poderia fazer coisas que eu não, embora não fosse uma competição, o ego dela havia sido massageado com aquela informação. O que me fez acabar sorrindo quando me encostei em uma pilastra e observei a mulher que andava deixando meu coração desesperado por um pouco de atenção.

Lauren estava na cápsula que o pai dela havia criado para que pudéssemos ter uma noção do quão grande, nossos atuais poderes eram. Ali dentro, poderíamos atingir magnitudes impressionantes de energia e a pessoa que estava do lado de fora não poderia se machucar devido à algum tipo de equipamento inibidor que era utilizado lá.

Desde então, tanto ela quanto eu ficávamos por alguns minutos ali dentro tentando desfazer de toda a energia acumulada em nossos corpos para que pudéssemos adormecer, coisa que não funcionava.

Infelizmente, ainda não tínhamos nem sinal de sono em nossos corpos e ninguém ali sabia explicar o porquê.

Foi então que ouvi um forte estrondo de dentro da cápsula quadrada e tentei forçar minha visão para ter uma idéia sobre o que acontecia ali dentro.

- Droga! - era a voz de Lauren.

Dei um passo para frente e fiquei diante do vidro transparente que nos separava, eu não conseguia ver nada por que o gelo do lado de dentro havia coberto todo o ambiente, mas eu era capaz de ver perfeitamente o lugar onde o seu punho havia sido desenhado. Diferente de mim, Lauren tinha uma força absurda capaz de quebrar qualquer coisa e ainda assim, tudo era fascinante.

Então, para a minha surpresa a pequena câmera foi liberando o ar e eu dei um passo para trás por que sabia o que aquilo significava. Ela estava saindo e eu precisava manter distância.

Com três metros entre nós, eu vi quando a fumaça fria se dissipou por todo o lugar e abraçou o meu corpo me deixando um pouco melhor daquela agonia, embora eu não fosse capaz de sentir frio sempre era refrescante estar com Lauren por causa daquela sensação tranquilizadora que ela me causava mesmo sem querer. Eu vi perfeitamente quando o seu corpo foi se transformando e talvez, aquela havia sido a primeira vez em que vi sua transformação completa.

Powerful - CamrenOnde histórias criam vida. Descubra agora