Eu disse que não demoraria!
Boa leitura!
Pov Camila Cabello Sanz
Quando Dinah disse que eu não sairia daquele apartamento sem contar tudo, ela não brincou e a propósito o tudo que ela se referiu, não foi mais do que duas outras informações nem tão importantes assim. Já que ela precisava sair para trabalhar e Normani teria de fazer o mesmo.
Pois bem, acabei passando o dia isolada em uma cidade incrível e eu pude colocar todo os meus pensamentos em ordens, incluindo a fome monstruosa que eu sentia e me controlei ao máximo para lidar com o cansaço, mas sempre que tentei dormir o simples ruído de um carro nas vias do lado de fora, me despertavam.
E eu levei basicamente o dia todo em uma estranha sensação de perseguição. O que diabos estava acontecendo comigo?
Olhei muitas vezes para o telefone fixo e me questionei se eu estava fazendo o certo em me importar. Eu poderia ligar, não é? Poderia desligar após uma saudação ou simplesmente ouvir a voz, que mal isso teria?
Dessa eu sei a resposta, eu sentia em minhas veias que havia algo de errado comigo, mas eu me tornei incapaz de saber identificar o que era.
Novamente, era por volta das dez horas da noite em que reconheci os batimentos cardíacos de Dinah e Normani em algum ponto da enorme via, dentro de um táxi e contei mentalmente cada batida até que ambas estivessem seguras dentro daquelas paredes.
2532 batimentos cardíacos.
De cada.
Quantos quilômetros eu era capaz de ouvir?
Isso poderia me afetar de alguma forma?
Se eu me concentrasse, isso seria um problema?
A porta abriu e fechou, mas eu ainda estava perdida em ornamentos quando, talvez por impulso ou costume, Dinah teve a infelicidade de deixar as chaves cair sobre a mesa de vidro e o barulho agudo dessa ação me fez encolher, enquanto um barulho de dor escapava dos meus lábios e rapidamente minhas mãos foram parar em minhas orelhas, na falha tentativa de evitar os barulhos.
— Desculpe. — Ela parecia realmente arrependida, então levei o seu gesto como um acidente. — Mila, o que há de errado com você sempre que ouve um barulho mais alto?
— tímpanos sensíveis, super audição... Chame do que quiser! — Me coloquei em pé tentando passar tranquilidade para ambas as mulheres.
— Você está dizendo que consegue ouvir qualquer coisa? — Mani pontuou com atenção.
— Estou dizendo que consigo ouvir sons peculiares, como os batimentos cardíacos de vocês... Folhas caindo ao chão, essas drogas de buzinas lá em baixo e milhares de sons que você achariam ofensivos! — Expliquei sentindo o cheiro de comida em uma das sacolas que elas tinham em mãos. — O que é isso? Estou morrendo de fome!
Dinah e Normani se entre olharam alguns segundos. E eu caminhei em direção a cozinha organizando os pratos com o máximo de cuidado possível para que eles não causasse nenhum choque com o mármore, eu estava quase me acostumando porém haviam certos encontros acidentais que me deixaram fora de órbita.
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Powerful - Camren
Fiksyen PeminatCamila cursa moda. Lauren cursa ciências robóticas. Camila é de humanas. Lauren, exatas. Uma é estúpida. A outra tenta manter o equilíbrio entre presente/futuro. Ambas tem grandes responsabilidades porém pouca experiência vivida. Erros são cruciais...
