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Capítulo • 9

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A   R   I   E   L

Sábado de manhã me acordo com um toque suave em meu ombro. Ao abrir as pálpebras, me deparo com um par de olhos negros curiosos me fitando.
Eu estico os lábios em um sorriso sem mostrar os dentes para ele. E ele me devolve com um outro.
A luz da janela bate em meus olhos me fazendo piscar algumas vezes.
Mas a visão bonita que tenho a minha frente precisa ser olhada.

Chase está sem camisa. Com a calça pendendo em seu quadril. Mostrando suas entradas no abdômen malhado.
Suas tatuagens chamam atenção, e o seu cabelo bagunçado o deixa mais bonito.

Eu volto meu pensamento a noite anterior. Tínhamos transado. E foi maravilhoso.
Um dos melhores sexos da minha vida – se não o melhor. Chase era grande e isso me custou um pouco de dor. Como se fosse a primeira vez.
Mas ele me fez gozar. De primeira.
Isso nunca tinha acontecido.

Na maioria das vezes eu tinha que fingir por não estar mais aguentado tudo aquilo.

Mas essa seria a primeira e última vez que transaria com ele.

Lembra a parte de mim que o queria?
Então, decidi cumprir sua vontade ontem à noite. Mas agora, eu a largaria de mão. Aquilo foi só pra eu tirar essa ideia da mente. Pra eu livrar de vez essa vontade.

Depois do sexo eu simplesmente saí da cama e passei uma hora no banheiro. Por não fazer ideia do que falaria pra ele – ou com ele.
Quando voltei ele tinha dormido. Lindamente. Em minha cama.
E agora ele estava me acordando. Era loucura demais acreditar no que estava acontecendo.

— Te acordei pra tomar café — ele disse.

Sua voz estava rouca, mais que o normal.

— Espera, você fez café? — eu o perguntei, surpresa.

— Não, já disse que não sei cozinhar — ele sorriu, o barulho do sorriso dele me fez sorrir junto. — Mas tem uma padaria muito boa aqui do lado. Comprei umas torradas, e dois cafés. Não sei se você gosta com açúcar então... Pedi pra ela colocar pelo menos uma pra equilibrar.

— Uma tá bom.

— Eu vou te esperar lá embaixo então — ele levantou da cama. — Não demora.

Ele saiu.

Fiquei um tempo ali na cama, encarando o teto. Sem acreditar no que estava acontecendo.
Eu iria tomar café da manhã com Chase. Quando imaginaria isso?

Levantei e fui até o banheiro, onde lavei o rosto e escovei os dentes.
Desci as escadas e andei até a cozinha. Onde Chase me esperava sentado em um dos banquinhos em frente a ilha.

Eu estava vestida com uma camisola de seda, cor de rosa. E cabelos amarrados em um rabo de cavalo alto. Quase me sinto envergonhada, mas aí lembro que não tinha mais porquê.

Quando encontro os olhos de Chase o vejo sorrir para mim.

— Bonita roupa de dormir... — ele me olha, da cabeça aos pés. — Me dá vontade de repetir tudo de novo, bem aqui.

Meu estômago gela.

— Estou morrendo de fome — mudo de assunto.

Eu fui curiosa, encarando o que estava em cima da bancada.

— Tem dois capuccinos, torradas, geléia e alguns morangos — ele falou, explicando-me o que estava a nossa frente. — Peguei a geléia e os morangos na sua geladeira, espero que não se importe.

Passei a geléia em minha torrada e dei uma mordiscada. Estava deliciosa. A torrada tinha gosto de ser fresca e estava crocante.
O capuccino estava quentinho e delicioso.
Eu não fazia ideia de que havia uma padaria aqui por perto.
Bom, que agora tenho um lugar para tomar café. Já que eu esquecia sempre.

NOCIVOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora