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Capítulo • 25

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C H A S E


Um dia depois do acontecido no estacionamento, com a Ariel Hayes...


Eu estava sentado em uma das cadeiras em frente a sala da Srta. Patterson, a pelo menos meia hora.

Merda.

Além de eu perder uma aula, teria que esperar?
Mais um segundo sentado nessa cadeira e sou capaz de surtar a qualquer momento.
Minhas pernas batiam por conta própria de nervosismo.
Meus punhos estão cerrados em baixo do meu queixo, enquanto eu rangia meus dentes dentro da boca.

Srta. Patterson não era nada menos que; minha terapeuta.

Ela me acompanha desde que cheguei a esta faculdade. E a partir daí, vivi a base de leves calmantes; por conta da minha insônia, ou quando a crise de pânico e ansiedade me atacavam.
Mas essa coisa de terapia por semana era uma novidade pra mim.
Nunca levei-a tão a sério.
Sempre achei que nada pudesse me melhorar, e não seria isso que faria diferença, não é?
Mas eu estive errado, esse tempo todo. E a dois meses, venho semanalmente no último prédio do campus. Onde haviam os consultórios com mais diversos tipos de atendimento que a faculdade oferecia. A minha sessão era sempre na última hora da noite, sendo assim, ninguém me veria. Porém hoje, eu estava tão puto. Que nem ao menos consegui esperar até o anoitecer.

Eu só pensava em qual seria o jeito mais fácil de matar aquele merda que encostou na Ariel.

E é aí que entra a Srta. Patterson; Só ela conseguiria me direcionar certamente.

— Sr. Dawson? — ela me chama em frente a porta — Pode vim.

Levanto às pressas da cadeira, para dentro de sua sala.

Meu nível de ansiedade só aumenta. Fazendo com que eu ande em um zigue-zague infinito dentro da sala. Meus punhos continuavam fechados, e minha vontade de socar qualquer parede a minha frente só piorava.

Srta. Partterson pega a sua prancheta junto com uma caneta. Apoiando-a em sua perna depois que ela sentou-se na poltrona reclinável.
Ela faz um sinal para que eu também me sente, a sua frente, mas eu recuso.

— Desculpe por não poder lhe atender ontem, tive um imprevisto com minha filha. Mas... fiquei surpresa quando me ligou, o que tem de tão importante para me falar? — a Srta. Patterson me olhou por cima dos seus óculos.

— Se eu não falar isso com alguém sou capaz de ficar louco... — falei comigo mesmo.

— O que houve? — sondou.

Eu a encarei.

— Ontem, quando eu vim para a sua sessão de noite, um... desgraçado tentou... estuprar ela... — falar isso em voz alta pareceu ainda mais complicado pra mim, reforçando a raiva.

Era ruim demais para mim imaginar que outro homen tentou a tocar, ainda mais, a força. Era asqueroso, repugnante, podre. Saber que agora ela poderia estar sofrendo por isso me causava ódio.

Algo além de mim, me dizia que eu devia a proteger.

— Ela quem, Chase?

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