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Capítulo • 11

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Acordei no domingo às oito da manhã.

Quem acorda cedo em pleno domingo?

Tomar café da manhã sozinha é meio solitário, eu diria.

Fui até a padaria onde Chase havia comprado nossos cafés, na manhã em que ele estava aqui.

Sentada no banco, olhava pela janela de vidro e meu pensamento voou até aquele dia. E notei o quanto eu sentia sua falta. Sentia falta da noite em que passamos juntos, e me entreguei por inteira, só para ele.

Eu parecia a merda de uma garotinha adolescente apaixonada.

Eu não o tinha visto desde quinta.
Ou melhor; quarta. Na boate, quando estava na maior pegação com Jax. Tenho certeza de ter o visto, de pé bem ao meu lado.

Assim que voltei pra meu apartamento, quando me acomodo em meu sofá, escuto o toque do meu interfone.

— Senhorita Hayes? — diz Stanley, o porteiro. Do outro lado da linha.

— Oi Stanley, algum problema?

— Tem um moço aqui querendo falar com você.

— Quem?

Escuto Stanley o perguntar.

— Ele disse ser seu namorado.

Eu escuto risos, ao fundo.

— Não tenho namorado.

— Ele disse que chama-se Chase Dawson.

Ah não.

— Ele disse o que quer?

— Ele falou que é um assunto particular, senhorita.

Eu ponderei minha resposta.

Deixá-lo subir poderia não ser o certo a fazer, mas infelizmente, era o que eu mais quis aquele momento.

— Peça para que ele suba — respondi.

Esperar a sua subida me fez sentir um frio na barriga e coração acelerado.

Minha campainha toca.

Eu abro a porta, e o vejo do outro lado.

— O que você quer? — minha voz saiu ríspida.

Chase estava molhado de suor. Como quem acabou de correr uma maratona, mas mesmo assim, continuava bonito.

Seu cabelo estava úmido, assim como sua regata preta. Que o deixava muito sexy.
Segurava em uma das mãos uma garrafa de água e um Ipod.

Sua beleza dificultava tanta coisa...

— Estava correndo, e decidi passar aqui pra falar com você — ele disse, tirando o fone de seus ouvidos.

Seus músculos saltavam de seu braço. Era excitante vê-lo daquele jeito.

— Sua casa fica a pelo menos cinco quarteirões daqui, correu cinco quarteirões só pra falar comigo? — cruzei meus braços.

— Qual o problema? — ele arqueou sua sobrancelha. Logo após colocou sua garrafa e Ipod em cima da mesa.

— Nenhum — eu contive um sorriso.

Chase caminhou em passos lentos até a sala de estar. Eu o segui, a cada passo que ele deu.
Ele parou em frente a porta de vidro da varanda, de costas a mim.
Parado, como se passasse mil e uma coisas em sua mente. Sem me olhar, depois de um breve silêncio, ele disse:

NOCIVOHistórias para pegar e não largar. Descubra agora