Capítulo 23

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''Você não me vê? Eu, eu acho que estou me apaixonando, eu estou me apaixonando por você'' – FallingForYou (The 1975).

Scott

Eu havia passado horas a observando enquanto ela dormia, aquilo estava começando a soar loucura na minha cabeça. Como alguém podia se tornar tão importante para alguém ao ponto de fazer com que seu coração parasse por milésimos de segundo fazendo você sentir uma dor aguda, lancinante e prazerosa. Eu estava com medo de mim, dela, medo do que eu sentia. Medo daquela dor. Eu não queria me importar e de repente já estava me importando. Porra. Por que ela tinha que ser daquele jeito? Linda por dentro e por fora. Uma criatura maravilhosa que eu definitivamente não tinha feito nada na minha vida para merecer. E lá estava ela deitada sobre os meus lençóis vestindo apenas minha camisa como um anjo no meu quarto.

Meu anjo.

Eu era louco por ela como nunca havia sido por nenhuma outra.

Arabella já havia se tornado o meu ponto fraco.

Maldição.

Não queria me afastar dela, ir a Nova Iorque estava me corroendo por dentro. Eu estava com medo de perdê-la se a deixasse ali sem mim e nunca havia sentindo medo de perder alguém antes.

Que porra era essa que me consumia por dentro? Nem mesmo a banheira de hidromassagem estava conseguindo acalmar os meus nervos, eu tinha prometido para mim mesmo que não colocaria uma gota de álcool na minha boca por um tempo, mas, era inevitável quando a ansiedade me perturbava daquela maneira. Pela manhã eu partiria e por mais que fosse por poucos dias eu queria que eles passassem em um estalar de dedos.

O som da porta correndo a minha frente me despertou dos meus pensamentos.

Enxerguei sua silhueta como uma sombra fraca diante da luz da lua.

Ela caminhou preguiçosa em minha direção, os cabelos bagunçados, minha camisa branca um pouco maior do que seu próprio corpo, suas pernas longas e nuas.

Eu amava aquela mulher e não tinha a mínima coragem de admitir. Caralho. Ela tirava o meu ar e nem ao menos se dava conta daquilo o que a deixava ainda mais atraente sempre.

- Você deveria estar dormindo – comentei e sorri, colocando o copo vazio de uísque no chão.

- Você também – ela bocejou – Você está bem? – perguntou em um sussurro preocupado e esfregou os olhos.

Assenti. Eu estava ou talvez não, mas aquilo não me importava. Ela estava ali e tudo ficava melhor com ela.

Meus olhos se perderam em cada detalhe seu.

- Junte-se a mim – pedi fazendo sinal para que ela entrasse na banheira.

Arabella me olhou desconfiada e curiosa como sempre fazia e deu um passo à frente, seus dedos tocaram os botões da camisa os desabotoando.

- Pare – ordenei antes que ela ficasse completamente nua – Fique com a camisa.

Eu a queria com a camisa que era minha em seu corpo.

Seus pés tocaram a água quente e ela lentamente veio até mim, minhas mãos tocaram as suas pernas a puxando para cima, logo a camisa branca se tornou transparente grudando em todo seu corpo. Puxei seu rosto contra o meu beijando seus lábios, sem batom ou brilho labial apenas o gosto de Arabella puro e meu.

Deslizei minhas mãos sobre suas coxas enquanto as dela percorriam meu peito se agarrando ao meu ombro. Beijei a pele macia de seu pescoço fazendo com que inspirasse profundo retornei à sua boca. Ela agarrou o meu cabelo. Caralho. Eu queria fazer com que aquilo fosse o mais lento e demorado possível, queria provar cada parte de Arabella que eu pudesse.

Mordi o seu lábio inferior brincando com aquela maldita boca inteligente que eu tanto gostava. Beijei cada parte nua de sua pele. Levei meus dedos até o seu sexo a fazendo segurar um gemido baixinho de prazer, chupei seu seio por cima do tecido fino grudado em seu corpo dando uma leve mordida no bico excitado. Porra, eu amava aqueles seios.

- Preciso sentir você – sussurrei em seu ouvido.

Porra, eu precisava estar dentro dela. Senti-la por completo de uma vez por todas.

A segurei firme pela cintura fazendo ela se sentar sobre mim e cassete aquilo era o meu verdadeiro paraíso, eu nunca havia me sentido dessa forma. Meu Nirvana, Arabella. Ela se moveu sobre meu membro devagar, ela vinha ficando cada vez melhor naquilo. Puxei seu corpo ainda mais contra o meu, a beijei lentamente desejando que o tempo parasse.

Seus dedos deslizaram ainda mais adentro do meu cabelo enquanto os meus exploravam toda a extensão das suas costas, ambos gememos enquanto nossas bocas permaneciam grudadas, agarrei seu cabelo por debaixo da nuca. Eu já não dominava meu corpo, minha mente ou até mesmo meu coração.

Tudo que eu queria era me enterrar cada vez mais nela.

Nunca me senti tão sóbrio sobre aquilo.

Caindo e caindo profundamente juntos.

Eu acabava de preenche-la completamente.

Porra.

Tirei meu pau de dentro dela o mais rápido que pude.

- Arabella – minha voz saiu entrecortada quase que sussurrada enquanto meus olhos encaravam os dela.

- Scott – nós tínhamos chegado ao ápice juntos.

Caralho. Eu estava entorpecido, nenhuma droga no mundo ou até o mesmo o álcool se compararia aquilo.

Sorri e a beijei quase que em desespero.

- Promete pra mim que você vai estar aqui quando eu voltar – supliquei.

Os olhos de Arabella percorreram todo meu rosto como se ela tivesse acabado de ficar confusa com o que eu tinha acabado de dizer e procurasse respostas para si mesma, seus dedos finos e delicados deslizaram sobre o meu rosto e um sorriso tímido se formou em seus lábios.

- Eu irei – disse ela – Eu prometo, não se preocupe Scott.

Respirei fundo.

Era ridículo aquele medo idiota que eu tinha de perdela.

Seus braços se envolveram por cima dos meus ombros em um abraço.

Envolvi sua cintura, inspirei seu cheiro, queria memorizar cada minuto daquele momento com ela e tantos outros.

- Arabella – sussurrei perto de seu ouvido seus braços ainda envolvidos em volta de mim.

- O que?

Me lembrei do dia em que a conheci, do momento em que pus meus olhos nela e tive milhares de pensamentos e logo em seguida nenhum deles, porque eu só conseguia pensar na sua imagem à minha frente. Lembrei do dia em que ela praticamente me deu um fora na festa de casamento e de todos os outros dias em que passei ao seu lado tentando me aproximar, e no dia em que ouvi sua voz cantando pela primeira vez para mim, naquele momento eu percebi que estava perdido.

- Meu nirvana é você.

Ela apertou seu corpo mais ainda no meu e pude sentir seus lábios se curvarem em um sorriso. Queria a fazer sorrir por mais vezes do que eu imaginava.

COME AS YOU AREHistórias para pegar e não largar. Descubra agora