Capítulo 22

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''Diga a eles que você é minha, você sabe que é minha, você mesmo dizia quando a gente fazia amor'' – MIA (Drake ft. Bad Bunny).

Arabella

Aquela tarde Scott pediu que eu escolhesse um lugar para passarmos a tarde juntos, eu não me importava em ficarmos em seu apartamento ou no meu, mas, ele insistiu em fazermos algo juntos em outro lugar então decidi que iria li apresentar o meu restaurante favorito da cidade.

A vista do pear era linda, ao longe podia se ver as ondas do mar e a brisa sempre bati em nossos rostos ali, além do que a comida era de certo modo maravilhosa e a música fazia com que o clima fosse ainda mais agradável.

- Até que ficou bom – comentei contendo uma risada enquanto tocava os dedos de sua mão sobre a mesa – Eu não sou uma manicure tão ruim, não é?

Scott riu.

Na noite passada eu havia pintado as unhas dele com um esmalte preto perdido em minhas coisas. Não sabia se em algum momento ele já havia feito aquilo, mas eu particularmente tinha adorado a maneira como seus dedos se apresentavam naquele momento. Scott ficava bem com qualquer coisa que decidisse usar.  

- Bem acho que vou ter que te contratar para pintá-las mais vezes quando eu entrar em turnê – brincou ele me arrancando um sorriso.

Levei o canudo do meu chá gelado aos lábios enquanto observava o mar ao longe e a brisa fresca batia em meu rosto.

- Então, por que esse é seu lugar favorito? – perguntou ele com certa curiosidade na voz.

- É um bom lugar para passar o tempo, ler um livro, tomar um chá – dei de ombros e sorri – E olhe para essa vista não é de tirar o fôlego? Na verdade, era o lugar favorito da minha mãe.

Respirei fundo, eu não costumava falar sobre aquilo com ninguém além de Aaron e meu pai.

- Ela e meu pai se conheceram aqui. Depois que ela morreu, ele costumava me trazer aqui como uma forma de manter a memória dela viva. 

Voltei meu olhar para Scott que me observava de uma forma bastante singela, ele tinha um sorriso escondido no canto dos lábios.

- Se lembra da praia em que te levei em São Francisco? – ele olhou para a vista do mar ao longe.

- Sim.

- Aquela praia costumava ser o meu lugar – comentou ele – Meu lugar de paz. Eu nunca cheguei a levar ninguém que conheço até lá... Sempre que os meus pais começavam uma briga eu fugia para lá decidido que eu nunca formaria uma família ou teria um filho para passar por o que passei.  

Scott engoliu em seco voltando seu olhar para mim.

- E então eu transei com você naquela areia e minhas memórias sobre aquela praia mudaram um pouquinho agora – ele sorriu maliciosamente escondendo a melancolia que havia em sua voz anteriormente. 

Contive minha risada, tentando não me lembrar daquele dia.

- Sua mãe por acaso gostava de música latina? – perguntou ele voltando seu olhar para a banda no pequeno palco a um metro da nossa mesa mudando de assunto. 

- Sim na verdade ela não era americana – sorri. Noventa por cento das bandas que se apresentavam ali eram latinas – Segundo meu pai é por isso que ela amava vir até aqui. Ela amava vir para dançar.

Assim como alguns casais faziam na pista a frente, Scott parecia observa-los divertido.

- Então vamos dançar – ele sugeriu.

COME AS YOU AREHistórias para pegar e não largar. Descubra agora