Capítulo 21

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Brunna PDV

O Théo estava cansado depois de uma horinha brincando com o Calleb, Dona Vilma foi embora pra casa dela e eu dei um banho no Théo para depois o colocar para dormir. Deitei na cama com o Théo e fiquei fazendo carinho no cabelo dele até que pegou no sono. O deixei dormindo na minha cama mesmo e aproveitei para ir ver algumas fotos que iriam para o instagram da loja, estava concentrada olhando as fotos e acabei me assustando com um grito de Théo

Théo: mamãe Lud

Ele começou a gritar desesperado em meio ao choro, corri na direção da cama e abracei o meu pequeno que estava chorando bastante. Demorei um bom tempo para conseguir acalmar o meu pequeno que a todo momento estava chamando pôr a Lud, senti um aperto no meu coração e uma vontade grande de chorar. Na minha mente só vinha a imagem da Lud, peguei o meu celular e liguei para ela, mas apenas fazia chamar, chamar e não era atendido.

Continuei tentando ligar para a Lud mais o celular agora estava dando fora de área ou desligado. Deveria está no meio da reunião por isso acabou desligando o celular, fiquei fazendo carinho no Théo até que o mesmo dormiu calmamente e o coloquei novamente na cama. A dor no meu peito só estava aumentando e a vontade de escutar a voz da Lud ainda continuava. O barulho da porta se abrindo chamou a minha atenção e ver o Brunno entrando com a Mia tornou tudo mais confuso

Brunna: o que vocês estão fazendo aqui? – perguntei me levantando da cama
Mia: filha – ela falou com lagrimas nos olhos
Brunna: cadê o meu pai? – foi a primeira coisa que pensei
Mia: ele está estacionando o carro – respondeu com a voz de choro
Brunna: o que está acontecendo? – perguntei confusa
Mia: a Lud filha – ela não aguentou e começou a chorar
Brunna: o que aconteceu com a minha mulher? – perguntei já me desesperando
Brunno: ela vai ficar bem – falou pela primeira vez – mais a Lud sofreu um acidente de carro

Aquilo foi o suficiente para que a minha vista escurecesse por completo e a última coisa que me lembro foi de o Brunno ter corrido na minha direção.

Autora PDV

Em um movimento rápido o Brunno conseguiu segurar a Brunna evitando que ela fosse ao chão, porém isso acabou fazendo o Théo acordar assustado e começar a chorar atrás do colo da mãe. Jorge entrou no quarto acompanhado de Wendy a esposa do Brunno. A Wendy correu na direção do Théo o pegando no colo e o tirando de dentro do quarto para poder acalmar o pequeno que estava agitado perguntando sempre por uma das mães.

Mia correu até o banheiro pegando uma garrafa de álcool que tinha lá e uma toalha de rosto que entregou ao Brunno para que ele colocasse perto do rosto de Brunna e conseguisse acordar a irmã que realmente acordou mais parecia completamente confuso com tudo que estava acontecendo a sua volta. Quando ela pareceu se lembrar do que tinha acontecido a primeira coisa que fez foi agarrar o pai e começar a chorar nos seus braço que tentava acalmar a filha da forma que podia.

Vinte minutos depois o Brunno já ia dirigindo o carro na direção do hospital onde a Ludmilla tinha sido levada depois do acidente. Brunno estava serio no volante enquanto pensava no acidente da cunhada que tinha acontecido no meio de uma encruzilhada onde a mesma acabou parando o carro e um caminhão acertou o carro em cheio fazendo ele capotar por diversas vezes e o corpo dela ficar preso em meio as ferragens.

Quando chegaram ao hospital a Mia ia abraçada a minha que chorava em seu ombro e quando entraram na sala de espera a primeira coisa que a Brunna fez foi correr em direção a Silvana que estava chorando muito, as duas se abraçaram e começaram a chorar forte enquanto tentavam se apoiar da forma que conseguiam. Todos que estavam ali presentes estavam agitados e chorando pela falta de notícias.

Medico: familiares de Ludmilla Oliveira – ele chamou a atenção de todos que levantaram as mãos – marido?
Brunna: eu sou a esposa – falou em meio ao choro – como a minha esposa está?
Silvana: já podemos ver a minha filha?
Medico: eu sinto muito

Brunna PDV

A minha cabeça estava latejando de dor e meu corpo estava completamente cansado. Abri um pouco os olhos com dificuldade por culpa da claridade que estava invadindo o quarto, me virei para o lado com a esperança de encontrar a minha esposa, porém só vi um pouco dela ali. Théo estava dormindo sem saber de tudo que tinha acontecido nessa última semana. Toquei o rosto dele e meus olhos se encheram de lagrimas por causa das lembranças da Lud que ele me trazia. Fiquei um tempinho chorando olhando o nosso filho e depois me levantei da cama.

Entrei no banheiro, tirei a minha roupa e fui direto para o chuveiro onde comecei a chorar enquanto sentia a agua bater contra o meu rosto. Como eu sentia falta de ter sustos que eram dados pela minha esposa ao entrar naquele banheiro pra tomar banho comigo e sempre acabávamos fazendo amor naquele boxer. Perdi a noção do tempo, quando sai peguei o roupão que ela tinha usado a semana atrás e o vesti simplesmente por ele ainda ter o seu cheiro.

Sai do banheiro olhando para a cama onde o Théo ainda continuava dormindo, suspirei olhando para o pequeno e fui para o closet. O pequeno estava doentinho por causa da falta que estava sentindo da Lud, ele podia sentir tudo que estava a sua volta e isso me doía ainda mais o coração. Quando entrei no closet as roupas dela ainda estavam do mesmo jeito que ela tinha deixado da última vez que entrou ali, passei a mão pelas camisas que estavam arrumadas e peguei uma das suas favoritas para que eu pudesse vestir. Uma semana que a minha vida tinha mudado da pior forma possível. 

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