Capítulo 36

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Julia

Acordei no domingo de manhã com o meu celular vibrando ao meu lado na cama, me espreguicei ainda de olhos fechados tentando ignorar o barulho próximo aos meus ouvidos.

Quando tocou pela segunda vez me obriguei a abrir os olhos e pegar o aparelho, vendo no visor o nome do João. Olhei para o meu lado encontrando o Lucas ainda dormindo, me levantei devagar para não acordá-lo e fui até o banheiro do quarto.

– Eu espero que você tenha um motivo muito bom para me acordar as 09hrs de um domingo. – falei assim que aceitei a chamada, me escorando na pia.

Bom dia, flor do dia!

– Bom dia, João. – abri a pia pegando a pasta de dente e minha escova que eu já havia deixado aqui na noite anterior.

– A senhora está em casa?

– To no Lucas, por quê?

Agora não sai mais daí, né senhora Ferraz?

– Me poupe! – dei uma risada baixa e aproveitei para começar a escovar meus dentes.

Então, churrasco na casa do melhor do bonde, sim ou com certeza?

– Churrasco na casa do Marcelo então? – falei depois de alguns minutos brincando com ele.

Ai, Julia. Você está um saco depois que começou a ficar com o Lucas.

– Você sabe que é o meu melhor, né?

– Lógico que eu sei. – ele deu risada e eu esperei que continuasse – Meus pais saíram ontem e só voltam terça-feira, chama os meninos pra vir aqui pra casa fazer aquele churrasco, aproveita e traz o biquíni.

– Quero ir até de moletom agora.

– Para de brincar, ô abobada. Você vem né?

– Vou sim, que horas?

– Lá pelas 10h30, ou 11hrs. Você que sabe.

– Ta bom. Beijos.

Me despedi do João deixando meu celular em cima da pia e aproveitei para tomar um banho já para ver se eu conseguia acordar direito. Lavei meus cabelos, me demorando no banho com a água gelada, apesar de já ser quase metade do ano, o calor ainda estava insuportável.

Assim que voltei para o quarto, com a toalha enrolada ao meu corpo para pegar minha roupa na minha mochila, vi o loiro se mexer na cama, passando os dedos pelos olhos para logo em seguida me encarar com um sorriso de lado.

– Porra, quero acordar todos os dias com essa visão. – ela falou com aquela voz rouca me deixando arrepiada, mordi o lábio inferior e me virei de costas para pegar a minha roupa.

– Bom dia, Lucas!

– Bom dia, meu bem! Tá me atentando logo cedo já, hein?

– To fazendo nada. – dei de ombros depois de me levantar com a roupa na mão. Vi ele fazer sinal com o dedo para que eu me aproximasse, semicerrei meus olhos na sua direção – Nem vem.

– Vem cá, porra! Me dá um beijo. – ele falou manhoso.

– Só um. – caminhei até ele que não perdeu tempo passando as mãos pela minha cintura, me fazendo segurar com firmeza a toalha – Não me inventa, Lucas.

– Que foi? – perguntou sínico passando a mão pela minha bunda e botando uma pressão ali, me abaixei beijando sua bochecha e depois lhe dando um selinho demorado, que logo se tornou um beijo.

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