Capítulo 44

5.7K 369 244
                                        

Lucas

– Vocês acham que vai dar certo?

Encarei meu primo jogado no sofá da minha sala enquanto assistia a uma partida de futebol junto do Arthur que por sua vez estava sentado na poltrona com uma bacia de pipoca.

– Levando em conta que a ideia foi toda sua, acho que não. – o Luis Gustavo disse sem nem tirar os olhos da TV, cruzei os braços incrédulo com sua resposta.

– Eu gostei, achei massa pra caralho o que tu ta fazendo. – o Arthur disse me encarando depois de comer mais um punhado de pipoca – Mas, você precisa conversar com ela antes de tudo.

– Eu sei disso, mas preciso saber quando ela volta. E o Luis Gustavo não quer me ajudar a descobrir.

– Ué caralho, tu liga pra ela todo dia, o que custa tu pedir? – o meu primo deu de ombros pouco se importando.

– Não é como se nós conversássemos, só falamos boa noite e dormimos.

– Eu acho isso muito engraçado, puta que pariu. – parei onde eu estava e encarei de cara fechado meu primo.

– Sai da minha casa, Luis, agora! Você não ta ajudando em porra nenhuma.

– E eu vou ajudar como se desde sábado ela não fala comigo direito por que não confia mais em mim? E a culpa é sua que não ficava quieto.

– Provavelmente ela volte no domingo de manhã, levando em consideração que hoje já é quarta à noite, você tem dois dias pra terminar e decidir o que realmente vai falar. – o Arthur falou encarando o celular.

– São três dias com o sábado.

– Sábado é seu aniversario, não vai fazer festa mesmo? – ele desviou sua atenção para nós enquanto eu negava com a cabeça – Ah, o porra, vai sim. Nem que seja uma janta só para os parceiros aqui no apartamento mesmo.

– Com parceiros você esta incluindo sua namorada, né? – levantei as sobrancelhas o fazendo revirar os olhos antes de me responder.

– Lógico né, caralho.

– Festa do meu querido primo? O caralho, quero sim, pode fazer.

– Você nem vai ser chamado, Luis Gustavo. – caminhei de um lado pro outro conferindo meu celular esperando alguma notificação.

– Isso quer dizer que vai ter festa? – o Arthur abriu um sorriso enorme se levantando pra deixar a bacia agora vazia, sobre a mesa de centro.

– Isso quer dizer que eu vou pensar, vocês mais do que ninguém sabem que eu não estou no clima pra isso.

– Chato pra caralho. – meu primo reclamou me fazendo rolar os olhos e sair em direção ao meu quarto.

Meu pai havia me dado a semana passada de folga depois de eu tanto insistir e choramingar com a minha mãe, mas na segunda dessa semana eu já estava de volta ao escritório vendo inúmeras papeladas sobre a minha mesa.

Desde o sábado, quando a Julia descobriu que era eu quem ligava pra ela, começamos a dormir juntos, se posso chamar assim, todas as noites eu ligava, ela atendia e me desejava boa noite, eu retribuía e então ficávamos apenas quietos.

E por mais estranho e bizarro que isso possa parecer, tem me ajudado muito, consegui voltar a dormir e de certa forma me deixou mais esperançoso em relação a nossa volta, se poderíamos voltar.

Eu realmente quero fazer as coisas diferentes, quero conversar antes de tudo e me abrir com ela, deixar algumas coisas claras e explicar alguns fatos, quero que ela me aceite de volta, que me ame da mesma forma que a amo e que possamos compartilhar mais momentos juntos.

Broken HeartsOnde histórias criam vida. Descubra agora