Capítulo 2

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Pov. Day

Abri os olhos tentando identificar onde estou. Levantei minha cabeça analisando tudo que estava a minha volta até encontrar uma mulher ruiva sentada numa poltrona quase dormindo. Tentei levantar, mas não tenho forças. Qual o meu problema?

- Vai dormir, Carolzinha. Deixa que eu fico com ela. - um homem cabeludo falou entrando pela porta. - Meu Deus, a Dayane acordou! - quem é Dayane?

- Fala alguma coisa, Day. Está com alguma dor? - a ruiva perguntou preocupada vindo até mim.

- Quem é Day? - o cabeludo arregalou os olhos e encarou a ruiva. Minha cabeça está doendo.

- Ela não lembra quem ela é, Vitão. - a ruiva falou desesperada.

- Calma, Carol. Vou chamar o doutor, fica aí. - o tal de Vitão saiu pela porta. Estou em um hospital?

- Lembra de mim? - a ruiva perguntou segurando em minhas mãos.

- Desculpa, eu não consigo. - falei baixinho.

- Olha só quem acordou! - um homem entrou no quarto me assustando. - Bom dia, sobrinha. Como se sente?

- Eu te conheço? - lhe encarei.

- Pare de graça, Day. Só queremos esquecer tudo isso logo. - o homem falou sorrindo.

- Quem é Day? - perguntei forçando minha voz.

- Tem certeza que não sabe? Teremos que te medicar caso não lembre, Day.

- Quem é Day!? - perguntei novamente um pouco irritada.

- Desculpe, você é a Day. Eu sou seu tio Sérgio. Você sofreu um acidente de carro e ficou três dias em coma. - olhou para os aparelhos que estavam ligados a mim e me encarou. - Sabe quantos anos você tem? - neguei. - O nome de seus pais? - neguei. - Quanto é um mais um?

- Dois. - forcei minha voz para que ele conseguisse ouvir.

- Nove vezes nove?

- Oitenta e um, qualquer um sabe disso. - ri baixo.

- Qualquer um sabe o nome dos seus pais. - a ruiva resmungou.

- Não se preocupem, é normal a perda de memória em acidentes graves como o dela. Temos que torcer para que seja passageiro. Vou preparar alguns exames. Até mais tarde e melhoras, sobrinha. - saiu do quarto.

- Quem são vocês? - perguntei para a ruiva e o cabeludo que me olhavam aflitos. Minha voz não saía direito.

- Eu sou o Vitão, seu melhor amigo. - se aproximou.

- E eu sou a Carol, sua melhor amiga. - encarou Vitão que parecia surpreso por algum motivo. - Moramos juntas aqui em São Paulo.

- Eu realmente não reconheço vocês.

- Vai ficar tudo bem, Carolzinha. - Vitão falou chegando perto dela.

- Ela não lembra de nada, porra! - ela fala como se eu não estivesse aqui na frente dela.

- Se acalma. É só uma questão de tempo, ok?

- Preciso arrumar as coisas no apartamento antes que ela chegue e veja aquela bagunça. Faz três dias que não limpamos ele. - ela levantou e saiu sem nem sequer olhar para mim

- Como se sente? - Vitão perguntou segurando minha mão.

- Fraca, não consigo levantar.

- Você está bem apesar do acidente. Sérgio disse que teria que fazer alguns exames e já poderia ir para casa.

Flashback - DayrolOnde histórias criam vida. Descubra agora