Capítulo 34

2.2K 197 132
                                        

Pov. Day

Chegamos em casa tarde depois da premiação e fui diretamente para o sofá tirando os saltos do meu pé. Carol fez o mesmo e relaxou seu corpo no sofá.

- Estou tão feliz. - falei sorrindo que nem uma boba.

- Que bom, meu amor. - suspirou cansada. - Adorei suas palavras na primeira entrevista. O que quis dizer quando falou que nossa relação subirá de nível?

- Vamos tomar um banho e depois conversamos.

- Você está estranha há dias. Achei que fosse nervosismo por causa da premiação, mas pelo jeito não.

- Tudo bem. - falei derrotada querendo acabar logo com isso. - Eu lembro dos meus motivos para não querer ter filhos e eles até que eram válidos antes. - suspirei. - Mas tenta entender que meu passado é como se fosse apenas um sonho e eu não sinto como se eu tivesse realmente vivido aquilo.

- E onde você está querendo chegar com isso? - arqueou a sobrancelha.

- Meu pai não quer saber de mim e tenho certeza que o resto da minha família também não. Tirando o Sérgio, eu não sei como é o sentimento de ter uma família.

- Mas eu, Vitão e Sérgio somos sua família, meu amor.

- Quero ter filhos, Carol. - falei de uma vez. - Sei que você não vai querer ter o filho, mas eu mesmo posso gerar. Eu pesquisei e estou na melhor idade para isso. Nós temos dinheiro suficiente para toda essa coisa de inseminação. Sabia que é tipo muito caro? Depois eu te mostro os valores. Temos que fazer exames e achar um doador com nossos traços.

- Meu Deus, Dayane. Para de falar um pouco. - Carol falou nervosa. - Deixa eu processar tudo isso e depois a gente conversa.

- Ok. - me limitei a responder. - Vou tomar banho primeiro.

Tomei meu banho normal enquanto Carol tirava a maquiagem e depois fui até o quarto para que ela pudesse tomar o banho dela. Coloquei um conjunto de moletom qualquer e deitei na cama.

- Vai secar o cabelo? - ela perguntou aparecendo no quarto já de pijama. Eu apenas neguei. - Então eu também não vou. - riu.

Carol deitou ao meu lado e virei para o lado contrário dela. Que eu lembre ela sempre quis ter filhos e era eu quem sempre cortava o assunto.

- Podemos conversar agora? - perguntei ficando de barriga para cima e encarei o teto.

- Não tem o que conversar, Day. Eu preciso pensar em algumas coisas, por favor.

- Você sempre tem que pensar, não é? Porra, para de ser egoísta. É tudo sempre no seu tempo e foda-se os outros. - falei exaltada.

- É complicado, amor.

- Não é, Caroline. Você que sempre complica as coisas.

- Achei que se lembrasse de tudo. - falou um pouco decepcionada.

- E eu lembro. Do que exatamente está falando? - franzi o cenho.

- Você não pode ter filhos, Day.

Flashback on:

Acordei e percebi que Carol não estava ao meu lado. Levantei e fui até a sala vendo a mesma cheia de papéis por toda mesa.

- Analisando papéis no domingo? Casei com uma mulher de negócios. - sorri dando um beijo em minha esposa que virou o rosto.

- Por que não quer ter filhos, Day? Quando nos casamos você queria tanto e disse que tinha mudado de ideia.

Flashback - DayrolOnde histórias criam vida. Descubra agora