Capítulo 7

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Pov. Carol

Acordei cedo e fui até a sala para usar meu notebook. Preciso editar as fotos do casamento, enviar para a Nathália aprovar e depois encaminhar as melhores para o casal. Essas fotos me fazem lembrar do meu casamento com a Day e do nosso primeiro encontro.

Flashback on:

Estou tão ansiosa para ver aonde Day vai me levar. Coloquei uma roupa simples, não gosto de exagerar na roupa ou maquiagem, espero que ela não se importe.

- Vai assim? - Rafael, meu irmão mais velho, perguntou arqueando a sobrancelha.

- Sim. Algum problema? - perguntei preocupada.

- Claro que não, pequena. Você está linda.

- Obrigada. - sorri nervosa e a campainha tocou.

- Quero conhecer minha cunhada. - ele falou indo até a porta.

- Nem pensar, Rafael! - empurrei ele.

Abri a porta e saí rapidamente recebendo um olhar confuso da Day.

- Desculpa, meu irmão estava me irritando. - ri.

- Entendo, meu irmão também é irritante. - sorriu. - Você está linda, ruiva.

- Você também, morena. - a abracei.

- Vamos? - assenti e ela pegou na minha mão, mas logo soltei. Não quero nem imaginar o que aconteceria se alguém visse.

Day me levou para uma praça perto da nossa escola. Estou nervosa, ela não tentou me beijar hoje.

- Chegamos. - sorriu olhando para uma toalha de piquenique. - Vitão me ajudou com as coisas.

Sorri e me sentei junto a ela. Por que ela está fazendo isso? Sou tão acostumada com as meninas da minha idade sendo oferecidas e os meninos sendo babacas, que não sei lidar quando alguém legal aparece.

- Você está bem? Parece distante. - Day falou enquanto comia um sanduíche.

- Por que quis vir comigo? Você é bonita, poderia estar com qualquer menina da escola. - ela riu tirando seu cabelo do rosto.

- Porque eu sinto que preciso conhecer você. - comecei a brincar com a embalagem do bolo. - Não queria ter vindo, não é? - perguntou decepcionada.

- Não é isso. - a encarei. - Só estou confusa.

- Com o quê? - fez um carinho em meu rosto.

- Não sei o que viu em mim. Sou estranha, não sou que nem essas meninas que querem namorar e fazer outras coisas.

- Você não é estranha, talvez diferente, mas foi por isso que gostei de você.

- Não quero que se iluda por minha causa. - ela negou comendo um pedaço de bolo.

- Eu já fiz isso sozinha na última semana, então tomei coragem de falar com você. - riu. - Não vou te pedir em namoro, relaxa.

- Esse bolo está muito bom. - falei fazendo ela sorrir.

- Minha mãe que fez. - se aproximou para me beijar, mas me afastei. - Desculpa, acabei de falar que não ia te pedir em namoro e logo depois vou lá e te beijo. - falou como se tivesse feito algo ridículo.

Flashback - DayrolOnde histórias criam vida. Descubra agora