Estêvão se assustou com o rumo que esse beijo estava tomando e com a proporção que ele estava ganhando, ele se afastou um pouco.
Continua...
Consuelo: hummm?- soltou os lábios dele por mais que os seus se recusassem a isso, e se perguntou o que tinha feito de errado dessa vez- não fiz certo?- colocou uma mecha de cabelo atrás da orelha, sua inexperiência não lhe abandonava um só minuto.
Estevão: você foi mais do que certa... não... tem nada errado- sorriu lhe transmitindo confiança- seu beijo é enriquecedor... foi e continua sendo maravilhoso- sua mirada não desviava dos olhos lindos.
O coração dela disparou e por pouco ela não engasgou diante dele mais se segurou, tinha que controlar seu nervosismo afinal de contas ela estava decidida a ser uma outra mulher então olhou para a boca dele e o beijou tomou a iniciativa outra vez mais agora sem o efeito do vinho.
Estêvão se surpreendeu com aquela atitude despudorada e muito magnífica o beijo dela estava cada vez melhor e sem pensar em mais nada ele a puxou deixou o corpo dela sobre o seu, intensificando aquele momento de paixão, ele estava louco isso era certo, naquele momento Consuelo estava lhe levando ao delírio.
Consuelo sentiu a puxada dele gemeu mais alto seu corpo entrou em combustão se incendiou mais ainda ele levava as mãos em uma carícia lenta por todo o corpo que ela sempre fez questão de esconder tirando os seios pequenos sua barriga era plana seus quadris largos e as coxas rolicas ela não sabia mais achava que seu corpo não era tão feio assim.
Consuelo: estou fazendo direito?- se moveu sobre o corpo dele um pouco assustada- Tebes seu celular está tocando.
Estevão: muito perfeito... uma perdição- essa colocação saiu mais para um gemido do que para uma afirmação, era um gemido de tortura- deixa tocar... não deve ser importante... depois retorno- apertou sua cintura sem deixar de lhe beijar com paixão.
Consuelo: está bem- voltou com a sua boca na dele seus braços apertaram e envolveram o pescoço dele e ela o abraçou quase se fundindo a ele- agora é a porta- falou com pesar.
Estevão: senhor... quem sera esse inconveniente?- suspirou sem paciência- acho que tenho que atender... não vai desistir- falou ouvindo a pessoa tocar a campainha incansavelmente- podemos continuar depois... se você quiser.
Consuelo: eu quero muito... - olhou para ele o avaliando dos pés a cabeça- vou no banheiro tentar arrumar esse estrago- levantou e saiu correndo para o banheiro ela achou uma escova de dente que não tinha sido usada e arrumou parte do estrago, como não usava maquiagem não tinha nada borrado.
Estêvão levantou sem ânimo de receber visitas, vestiu uma calça moletom e correu impaciente pronto para esbravejar com a pessoa por trás daquela porta, foi até lá e a abrindo de uma vez, a surpresa foi grande quando ele viu quem estava por trás daquela interrupção.
Estevão: Sr Armando... bom dia... que surpresa sua visita o que faz aqui?- falou educadamente tentando não gaguejar, mas sabia o motivo dessa visita e temeu que Consuelo cedesse a pressão já que Armando não estava sozinho.
Sebastian entrou com tudo procurando por Consuelo.
Sebastian: onde está minha noiva? Me falaram que viram você sair com ela ontem a noite- seus olhos vagaram pelo apartamento simples e ele viu no chão a roupa que Consuelo usava na noite anterior- você... não é possível... você não teria coragem... você ousou?- perguntou indignado ao pegar a roupa e constatar que até a calcinha estava la.
Consuelo ouviu os gritos histéricos de Sebastian que viam da sala e correu até lá ainda vestida na blusa de Estêvão.
Consuelo: o que está acontecendo aqui?- perguntou admirada ao ver os dois ali.
