Capítulo V

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- Bom dia, bela adormecida. - Sebastian diz acariciando o rosto dela com o polegar.

- Bom dia, chefe. - Ele cora minimamente, a fazendo rir. - Temos que ir trabalhar.

- Você está oficialmente de folga, anjo. - Beija a testa dela. - E eu também. - Ela sorri minimamente, e aproxima-se dele. Enfia o rosto no pescoço dele, enquanto este acaricia as costas dela.

- Mas de qualquer forma, tenho que levar Emma à escola. - Ela se levanta, vendo os trages que estava. Apenas calcinha e sutiã, e por cima uma camisa social de Sebastian.

- Quando voltarmos, eu quero que fique assim pelo resto do dia.

- Você é um tarado, Sebastian Michaelis.

- Não é minha culpa se você fica linda assim. - Ela cora levemente, e pega sua roupa do dia anterior. - Não tem outra roupa? - Ela nega. - Então, vamos comprar algumas hoje.

- Não precisa, Sebby. - Ele se sobressalta com o apelido. - O que foi? Não gostou do apelido? Eu posso parar de te chamar assim se quiser. - Ele nega com a cabeça rindo, e a beija carinhosamente.

- Eu amei, esquilinha. - Beija a testa dela. - Vista isso. - Joga uma camiseta e uma calça limpa para ela. Ele se vira de costas, e a garota se troca rapidamente. Contudo, as roupas haviam ficado um pouco grandes demais.

- Essas roupas são suas?

- Sim, e quando eu te arrumar, vão ficar lindas em você. - Diz dobrando a barra das calças, e colocando a camiseta por dentro desta. Sem querer, ele toca o ponto sensível de Scarlett. Um gemidinho manhoso escapa dos lábios dela, fazendo-o olhá-la curioso. - Oh... Você gostou? - Ela cora, e geme novamente ao sentir o dedo dele brincando com seu clítoris.

- S-Sebby... - Agarra o pescoço dele.

- Se você não estiver se sentindo bem, eu posso parar. - Ela assente e o homem termina de arrumá-la. - Linda. - Elogia vendo a linda mulher à sua frente.

- Obrigada, Sebby! - O abraça fortemente.

- Não me agradeça, esquilinha. - A beija calmamente. - Vamos, se não Emma vai entrar desesperada aqui. - Diz abrindo a porta para ela. - Eu quero levar vocês duas à um lugar esse final de semana.

- Onde?

- Surpresa. - Bate de leve o indicador no nariz dela.

- Bom dia, Nora. - Cumprimenta a mulher gentilemente.

Fazera uma semana desde a tentativa de estupro. Eles se aproximaram e se apaixonaram ainda mais. Contudo, Scarlett ainda não havia se confessado do jeito certo à ele. E planejava fazer isso hoje à noite.

- Bom dia, querida. - A mais velha a beija na testa.

- Onde está Emma? - Pergunta, e é abraçada por trás. - Quem será esse anão que me pegou? - Brinca se virando para a menininha.

- Eu não sou uma anã, mamãe! - Exclama emburrada, e Sebastian a pega no colo.

- Tem razão, princesinha, você não é uma anã. Sua mãe é muito cruel!

- É, a mamãe é muito malvada! Ela não me deixa comer doces de noite!

- Que maléfica! - Exclama sentando-se no sofá com ela. - Hoje à noite, princesinha, eu vou te dar muitos doces!

- Eba! - Grita, abraçando o homem fortemente. - O papai Sebastian é muito legal, mamãe! - A mulher se contrai, e aproxima-se deles. - Você está triste, mamãe?

- Antes de chamar ele assim, pergunte se ele se sente confortável. - Segura o rosto rechonchudo da filha.

- Desculpe, mamãe.

- Tudo bem, meninas. - Sebastian puxa a mulher para sentar-se na sua perna esquerda, enquanto Emma senta-se na direita. - Eu não vejo problema algum nela me chamar de pai. - Sorri gentilemente para as meninas, que sorriem abertamente, enquanto o abraçam.

- Papai Sebastian!

- Só papai, querida.

- Papai! - Abraça-o de volta. - Agora eu posso dizer para todo mundo que eu tenho um papai! - Diz feliz, indo até Nora. - Agora o Papai é o Sebastian, Tia Nora!

- Oh, isso é ótimo, querida! O que acha de fazermos um bolo quando voltar da escola? - Os olhos redondos da menininha brilham, e ela corre até os pais.

- Vamos logo para a escola, mamãe! - Diz a puxando para fora de casa.

- Eu acho que nunca te vi tão animada para ir à escola, filha. - Beija a testa dela enquanto coloca o cinto de segurança.

- Vamos logo, papai! - Exclama ao vê-lo demorar para entrar no carro.

- Vá com calma, princesinha. A Nora e o bolo não vão fugir de você. - Ele liga o carro.

- Não é isso, papai. Eu quero contar para todo mundo que eu tenho um papai! - O moreno sorri, e segue caminho. Minutos depois, estaciona na frente da escola.

- Muito bem, estude bastante, está bem? - Ele pede.

- Queremos que fique muito inteligente! - Scarlett diz sorrindo, e a menininha assente correndo para dentro da escola. O casal entra no carro silenciosamente, e Sebastian limpa a garganta.

- Se não for muito evasivo, eu posso perguntar quem é o pai dela? - Pergunta na metade do caminho, e a mulher se contrai. - Olha, se não quiser responder, tudo bem.

- Tudo bem. - Diz baixinho, olhando pela janela. - Foi a 6 anos, em um casamento de uma amiga minha. Ele era amigo do noivo. Ele havia bebido demais, não tinha noção do que fazia. Eu estava sóbria, então me lembro de tudo. Ele me levou à um hotel. Ele me forçou a dizer à recepcionista que estava tudo bem. - Ela aperta as roupas com força, e Sebastian para o carro na garagem. - Ele abusou de mim por uma noite inteira. - Pausa tentando segurar as lágrimas. - Quando eu descobri que estava grávida, eu fiquei muito feliz. Ele descobriu da minha gravidez e quis se casar comigo. Eu recusei. Eu não o amava. Eu não o perdôo. - Sebastian a abraça gentilemente, colocando a cabeça dela em seu ombro. - Minha família descobriu que eu estava grávida, e me botou para fora de casa. Eles me chamaram de prostituta. Eles acharam que eu quis transar com aquele nojento.

- Sabe que eles não estão certos, anjo. - Beija a testa dela. - Não é sua culpa.

- Eu sei que não. Mas eu me sinto mal por Emma. Ela passou 6 anos da vida dela sem um pai. Ela sofreu por minha culpa.

- Agora ela tem à mim. - A pega nos braços, saindo do carro. - E eu prometo ser o melhor pai que eu puder.

𝐻𝑜𝑤 𝐼 𝑊𝑎𝑠 𝐵𝑒𝑓𝑜𝑟𝑒 𝑌𝑜𝑢Onde histórias criam vida. Descubra agora