— Nós vamos voltar para a casa do papai, então? - Emma pergunta, e a albina se abaixa na altura dela.
— Sim, pequena. - Sorri.
— Ele chegou, Scarlett. - Charles grita do lado de fora do quarto, e as moças saem do comôdo.
— Papai! - A pequena cabeleira ruiva corre até o homem, o abraçando fortemente.
— Eu e Emma vamos ir levando suas coisas para o carro, sim? - Ela assente, e o homem sai da casa.
— Espero que ele cuide bem de você e de Emma. - O de cabelos claros diz, e recebe um abraço apertado da mais nova. - Eu vou setir sua falta, Sky.
— Pensei que tinha esquecido esse apelido.- Resmunga, e recebe um beijo na testa. - Eu também vou ficar com saudade, seu grande idiota. - Nina aparece na sala com July. - Vê se dá prazer para tua esposa com esse... Pau de 5 cm. - Ele se prepara para dar um tapa na cabeça dela, quando a platinada corre até as mulheres.
— Obrigada por me acolherem aqui.
— Você sempre será bem vinda, Scarlett.
— Tia, você pode trazer a Emma brincar mais vezes comigo?
— É claro que posso, ela pode vir qui quando quiser, se seus pais deixarem. - Sorri, e vai até a porta. Sebastian já lhe espera ali com Emma no colo. - E Charles... Lembre-se da nossa conversa. - O homem pega um vaso de flor para jogar nela, que desce as escadas do prédio correndo.
No caminho para casa, Emma havia adormecido. Sebastian estava claramente incomodado, e a moça já havia percebido isso.
— Ei, Sebby... - Ele murmura um "hãm?". - Você está irritado comigo? - Ele arqueia uma sobrancelha, ainda sem olhá-la.
— Como assim?
— Você parece incomodado... - Diz baixinho. - Você não quer me levar para sua casa, é isso? Você... Não me quer mais? - Ele para o carro bruscamente. Scarlett olha para trás, vendo que Emma estava bem. Suspira aliviada, e nota que Sebastian a encarava. - Sebby? - O Michaelis ataca ferozmente os lábios da mulher, lhe soltando apenas pela falta de ar.
— Eu te amo. - Encosta suas testas, e Scarlett se sobressalta. Afinal, faziam anos que não recebia um eu te amo. Apenas de Emma, e não de um homem. - Por que pensou que não te queria?
— Você parecia incomodado. - Sussurra. - Fui eu que fiz algo? - Ele sorri, e beija o rosto dela.
— Você não fez nada, anjo. - Segura o pequeno rosto. - Eu... Eu só estava pensando naquele cara com quem você estava. - Resmunga.
— O Charles? - Ele assente. - O que tem ele?
— Vocês pareciam bem próximos.
— Eu e ele fizemos faculdade juntos, éramos colegas de dormitório. Um sabe todas as desgraças da vida do outro. - Acaricia a cabeleira morena. - Ele quem cuidou de mim e foi quem me consolou em todas as minhas desgraças amorosas. - Diz baixinho.
— Eu não sou uma desgraça amorosa, sou? - Ela ri.
— Não sei, mostre-me você, Senhor Chefão.
— Sinto que alguém gostou desse apelido. - Ela cora ao reparar que ele falava do próprio membro.
— Seu tarado. - Bate no peito dele antes de sair do carro.
— Eu sou tarado por você, anjo. - Ela pega a filha no colo.
— Não pareceu isso quando ouvi aquela lá gemendo seu nome. - Entra em casa.
— Ah, qual é! - A vê subir as escadas para o quarto, e descer alguns minutos depois. - Você ainda está brava comigo?
— O que você acha? - Senta-se no sofá, e ele abraça a cintura dela, deitado no sofá.
— Desculpe-me mais uma vez, anjo. - Ela suspira pesadamente, e deita-se ao lado do moreno.
— Eu não consigo resistir a você. - Diz baixo, e ele sorri.
— Já que não consegui te pedir naquele dia, eu faço isso agora. - Ele pega algo no bolso, e se ajoelha na frente da moça. Abre a caixinha de veludo, revelando duas lindas e deslumbrantes alianças. Os olhos da platinada se enchem de lágrimas, e ela põe as mãos no rosto. - Scarlett Gray, você aceita ser minha namorada? - Ela não responde. E ficou em silênio por longos e maçante minutos. Sebastian, já preocupado, tira uma das mãos do rosto dela. Ele estava vermelho e úmido. - Meu anjo...? - Ela volta a realidade, e o encara. - Você está bem? - Rapidamente, ela abraça o outro com tanta força, que ele cai no chão.
— Eu aceito! Eu aceito, eu aceito, eu aceito, eu aceito, eu aceito! - Repete várias vezes, e ouve a risada gostosa do seu mais novo namorado.
— Fico feliz que tenha aceitado, meu anjo. - Ela se senta no quadril dele, e segura seu rosto.
— Eu amo você, Sebby. - Ele cora levemente, e sorri.
— Eu também te amo, Scarlett.
Talvez fosse cedo demais para dizerem que se amam? Talvez. Mas o sentimento que eles proporcionavam um ao outro era incrivelmente bom. Sebastian nunca havia experimentado algo bom assim. Claro, já tivera outras namoradas. Mas nenhuma delas fazia ele se sentir tão bem e tão vivo como Scarlett faz. Sempre foi um cara de sexo deuma noite. Entretanto, agora, ele não pensava em uma noite. Ele queria aquela mulher para todo o sempre. Quer protegê-la e estar ao lado dela nos momentos mais difíceis. E se dependesse dele, ele estaria.
~~~~~~ Quebra de tempo ~~~~~~
Passara-se quase um mês desde a primeira briga dos dois. Estavam felizes e com a mesma rotina todos os dias. Acordar cedo, tomar café, levar Emma para a escola, ir para o trabalho, sair do trabalho, buscar Emma e chegar em casa. Por mais que pareça cansativo, não era. Pois estavam felizes. Neste momento, Sebastian e Scarlett estavam deitados no sofá, agarradinhos, enquanto Emma brincava em seu quarto no andar de cima.
— Está tudo bem? - Sebastian pergunta a moça, que estava tensa. - Você está tensa.
— Está sim. - Resmunga, e ele a põe em seu colo.
— Não minta para mim, anjo.
— Só estou com um pressentimento ruim. - Resmunga enfiando o rosto no pescoço dele.
— Certeza? - Ela assente, e Nora entra na casa com algumas cartas na mão.
— Senhora... - Ela chama, e Scarlett se levanta.
— Nora, nós já conversamos, sem essa de senhora, 'tá? - A mais velha assente, e se aproxima. - Aconteceu algo?
— No caminho para cá, eu passei no seu antigo apartamento para pegar as correnpondências. - Entrega uma carta para a moça. - Se me permitem, eu vou fazer o almoço. - A albina se senta no sofá de novo, ainda sem tirar os olhos do papel.
— Sabe de quem -e? - Seu namorado pergunta abraçando-a por trás, e beijando seu pescoço.
— Sei, e não é bom sinal. - Diz baixo.
— De quem é? - Ela se contrai.
— Da minha família. - Ele fica tenso.
— E não vai abrir? - Ela nega. - Por quê?
— Se meus pais me mandam uma carta não é bom sinal. - Resmunga. - Vão fazer cinco anos que eles não me mandam nada.
— Se for algo importante?
— Minha vida não é importante para eles, então? - O moreno beija as mãos dela.
— Sabe o que eu quis dizer. - Ela suspira. - Vamos, abra, se for algo ruim, eu vou estar aqui com você, sim? - Ela sorri para o outro, segurando seu rosto e lhe beijando.
— Eu te amo, Sebastian.
— Eu também amo você, meu anjo. - Sorri. - Agora, pare de enrolar e abra essa carta.
— Como queira.
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𝐻𝑜𝑤 𝐼 𝑊𝑎𝑠 𝐵𝑒𝑓𝑜𝑟𝑒 𝑌𝑜𝑢
FanficUma pequena história sobre o cínico, mas gentil Sebastian Michaelis.
