Sai da sala, entrei no meu quarto pegando minhas chaves, desci passando por Giulia e Olavo que estavam congelados na sala, fui para meu lugar no mundo, parei o carro em uma vaga e sentei no banco olhando a ponte Hercílio cruz, eu sempre amei olhar para ela, ficava imaginando como ela era capaz de ficar ali sem se mover, tão grande e extensa, claro que eu sabia, havia uma engenharia por trás dela, mas não era sobre isso que eu pensava, e sim sobre a sabedoria humana de pensar, criar e concretizar coisa tão humanamente impossíveis, os homens sentiam-se verdadeiros deuses, capazes de criar algo com as mãos, e depois aperfeiçoar, tolos e o que são.
- uma moça tão linda não deveria chorar – ouvi uma voz feminina ao meu lado
- choro por saber o homem e tolo – murmurei
- posso sentar?- ela pediu, olhei para a mulher que não teria mais que quarenta e cinco, cabelos claros olhos azuis como os meus, pele branca e corpo magro, ela usava um vestido verde abacate de mangas curtas, e tinha um sorriso lindo.
- me chamo Anni – ela falou
- Ellen – falei
- e um lindo nome,
- obrigado
Ela ia falar algo mais meu celular a interrompeu
- oi - atendi era Giacomo
- onde você esta? – ele perguntou
- sentada em um banco olhando a ponte
- que ponte branquinha?
- a Hercílio – murmurei
- seus pais estão loucos – ele falou
- mande eles para o manicômio
- vem para minha casa, agora, eu não estou pedindo
- eu vou – desliguei
- parece que você esta com problemas na família
- meu pais me adotaram, ate ai ótimo, o problema e que eles mentiram dizendo que não sabiam de onde vim, ai descobri que eles sempre souberam e depois que meu pai adotivo e meu pai biológico
- eu sinto muito – ela falou
- tudo bem, eu preciso ir – levantei
- eu poderia ver você de novo?
- por que?
- eu gostei de você
- eu sempre venho aqui ver o nascer do sol – falei – quem sabe?
Quando entrei na casa de Giacomo senti o clima tenso, olhei para ele e depois para seus pais
- oi – falei sem jeito
- você esta bem? – ele perguntou
- sim, e super natural saber que e filha do seu pai adotivo – comecei a rir
- ei – Giacomo segurou meu rosto entre suas mãos
- eu já disse, isso tudo e moleza, minha mãe esta por ai querendo me ver, meu pai que não era meu pai agora e meu pai, e mentiu, e minha mãe, perdoou e mentiu para mim – senti minha mascara cair as lagrimas jorravam como cachoeira, ele me segurou quando meu corpo cendeu indo para o chão.
Abri os olhos encontrando os de Giacomo
- você desmaiou – ele murmurou
- não estou no hospital – pedi
- não, esta no meu quarto – ele sorriu fraco
- menos mal - tentei sentar – o que seus pais sabem?
VOCÊ ESTÁ LENDO
opostos e compostos
FanfictionEllen e so uma jovem que sempre teve de tudo, mas nunca teve um amor, sempre foi sonhadora, cheia de convicções e ideas, uma garota que aprendeu a ver o mundo atraves da lente de uma camera Giacomo tem tudo que um homem quer ter, beleza, charme e di...
