BETTY COOPER
Depois de deixar Jelly na casa da amiga, volto para a mansão Jones tentando organizar meus próprios pensamentos.
Assim que entro, percebo que a casa está silenciosa. Nenhum sinal de FP. Nenhum sinal de Jughead.
Respiro aliviada.
Subo as escadas com a intenção de tomar um banho, mas antes paro em frente ao quarto dele. Eu precisava agradecer pelo que aconteceu mais cedo. Mesmo que ele negasse, ele me defendeu sim.
Bato na porta.
— Entra — a voz dele responde do outro lado.
Abro.
E me arrependo imediatamente de não ter pensado melhor.
Jughead estava saindo do banheiro, uma toalha enrolada na cintura, cabelo molhado, algumas gotas de água escorrendo pelo pescoço. Ele me encara como se minha presença ali fosse a coisa mais normal do mundo.
Eu, por outro lado, esqueço completamente como se fala.
— Então... — ele arqueia a sobrancelha. — Vai ficar me olhando ou vai dizer o que quer?
Pisco algumas vezes, voltando à realidade.
— Eu só... vim agradecer. Pelo que você fez hoje.
Ele passa a mão pelo cabelo, indiferente.
— Eu não te defendi. Só mandei ela calar a boca.
Seco. Direto. Como sempre.
Engulo a resposta atravessada.
— Certo. Era só isso.
Saio do quarto tentando ignorar o calor no meu rosto. Idiota. Eu só fui agradecer.
Entro no meu quarto, pego uma roupa confortável e vou para o banheiro.
O banho ajuda a esfriar a cabeça.
Vinte minutos depois, desligo o chuveiro e saio enrolada na toalha — porque, claro, deixei a roupa em cima da cama.
Assim que abro a porta do banheiro, quase tenho um ataque.
Jughead está parado no meio do meu quarto.
Levo a mão ao peito.
— Você quer me matar do coração?!
Ele levanta as mãos, quase rindo.
— Calma. Eu só vim... me desculpar.
Eu estreito os olhos.
— Se desculpar?
— Por ter sido grosso. — Ele dá de ombros. — Não foi... exatamente a intenção.
Fico alguns segundos em silêncio, surpresa.
— Tá tudo bem — respondo, mais calma. — Agora você pode sair pra eu me trocar?
Ele me olha de cima a baixo por um segundo a mais do que deveria.
— Claro.
E sai do quarto com um sorriso discreto.
Respiro fundo.
Que garoto insuportável.
Depois de me vestir, pego meu celular. Faz tempo que não falo direito com a Veronica, e a saudade bate de repente.
Ligo para ela.
— Oi, Vê! — digo animada.
— Oi, Betty... — a voz dela não combina com a minha empolgação.
Franzo a testa.
— O que aconteceu?
Ela hesita.
— Eu preciso te contar uma coisa. Mas não pode ser por telefone.
Meu estômago revira.
— Veronica, você tá me deixando nervosa.
— A gente pode se encontrar no Pop's?
— Claro. Vinte minutos.
Desligo e visto uma jaqueta. O tempo esfriou de repente — ou talvez seja só impressão minha.
Desço as escadas e encontro Jughead jogado no sofá, assistindo alguma série aleatória e comendo um sanduíche.
Ele me observa quando pego a bolsa.
— Vai sair?
— Vou encontrar a Veronica no Pop's. Ela precisa falar comigo. Se precisar de alguma coisa, me liga.
Ele apenas assente.
Saio antes que ele diga qualquer coisa.
O caminho até o Pop's é curto, mas minha cabeça está a mil. Quando a Veronica fica misteriosa assim, nunca é coisa pequena.
Entro na lanchonete, escolho uma mesa e fico esperando.
Com aquela sensação ruim crescendo no peito.
⸻
Notas da autora 🤍
Oi, meus amores... desculpem o sumiço de novo 😔
Mas me contem: o que vocês acham que a Veronica tem pra dizer?
Teorias nos comentários 👀✨
E obrigada por continuarem aqui comigo. 💛
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𝐀 𝐁𝐀𝐁𝐀́ - ᵇᵘᵍʰᵉᵃᵈ シ︎
FanfictionNo terceiro ano do ensino médio, Betty Cooper e Jughead Jones têm apenas uma coisa em comum: o ódio que sentem um pelo outro. Elizabeth Cooper é a definição de garota perfeita - meiga, tímida, extremamente inteligente e a melhor aluna da turma. Enqu...
