018

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BETTY COOPER

Acordo com o celular vibrando do meu lado e quase caio da cama tentando desligar o alarme. Quando vejo o horário, meu coração dá um pulo.

Tem aula.

— Merda! — resmungo, jogando o cobertor pro lado.

Corro pro banheiro, jogo água gelada no rosto pra acordar de vez e decido que banho só quando voltar do colégio. Ontem tomei antes de dormir, então dá pra sobreviver.

Coloco a primeira roupa arrumadinha que encontro, penteio o cabelo, passo um pouco de rímel e desço pra cozinha já pensando no que dá pra comer em cinco minutos.

Quando entro lá, dou de cara com Jughead sentado à mesa... com a mesma garota de ontem. Bianca, se não me engano.

Os dois estão rindo. Rindo mesmo. Alto. Solto.

É estranho. Eu nunca vi o Jughead sorrir daquele jeito. Não comigo.

Respiro fundo e me aproximo.

— Bom dia.

— Bom dia — os dois respondem quase juntos.

Abro a geladeira e pego um iogurte, coloco num copo e preparo um sanduíche rápido. Tento ignorar as risadinhas atrás de mim. Como tudo em silêncio, sem me meter na conversa deles.

Quando estou subindo as escadas pra pegar minha mochila, a garota me chama:

— Ei, por que tanta pressa? Ainda tá cedo.

— Preciso sair antes pra buscar a Jelly Bean — respondo, neutra.

— Ah... entendi.

Só balanço a cabeça e continuo subindo.

No quarto, escovo os dentes, retoco o gloss e pego minha mochila. Antes de sair, dou uma última olhada no espelho. Tá tudo normal. Tá tudo bem.

Desço de novo.

— Tenham um bom dia — digo, abrindo a porta.

— Até mais, loira — Bianca responde, simpática demais.

— Tchau, loirinha. Até depois — Jughead completa.

Não olho pra trás.

Caminho até a casa da amiga da Jelly Bean. Quinze minutos depois já vejo as duas me esperando na frente de uma casa verde.

— Oii, Betty! — elas dizem animadas, me abraçando.

— Oi, princesas. Vamos?

Elas confirmam e começamos a andar em direção ao colégio delas. A conversa das duas é leve, cheia de risadinhas e histórias aleatórias. Isso me distrai. E eu agradeço por isso.

JUGHEAD JONES

Assim que a porta fecha atrás da Betty, Bianca me encara com um sorrisinho suspeito.

— Hm... e essa garota?

— É a babá da Jelly — dou de ombros, fingindo desinteresse.

— Você tá caidinho por ela, né?

Eu rio pelo nariz.

— Que? Claro que não. Para de viajar. Eu e a Betty nem somos amigos. A gente só... convive.

— Aham — ela cruza os braços. — Eu vi o jeito que você olhou pra ela. Acompanhou cada passo da menina até ela sair de vista.

— Eu olho pra todo mundo assim. Normal. Você que tá inventando coisa.

— Tá bom, Jughead Jones — ela ri. — Depois não diz que eu não avisei. Vocês dariam um casal fofinho.

— Ah, vai se ferrar — respondo, rindo apesar de tudo.

Subo pro quarto, visto minha jaqueta, pego a mochila e desço de novo.

— Fica à vontade. Já tô saindo. E por favor, não coloca fogo na casa.

— Relaxa, dramático — ela diz, sem tirar os olhos da TV onde passa Barbie.

Reviro os olhos, saio e monto na moto.

Ligo o motor e sigo pro colégio.

Mas, no fundo, a imagem da Betty saindo apressada não sai da minha cabeça.

Droga.

Notas da autora 💚

Oii, meus amores!

Eu sei que o capítulo não foi o mais explosivo do mundo, mas ele é importante 👀 às vezes o clima estranho, os olhares e as pequenas coisas dizem muito mais do que uma briga gigante, né?

Quero saber: vocês acham que o Jughead tá negando demais o que sente? E a Betty... será que ela realmente não se importou em ver ele rindo com a Bianca?

Comentem TUDO, teorias, surtos, xingamentos (com carinho KKK). Eu amo ler o que vocês pensam e muitas vezes isso me ajuda a decidir os próximos acontecimentos.

Obrigada por acompanharem a fic e continuarem aqui comigo 💚
Não esqueçam de votar e compartilhar, isso me ajuda demais!

Amo vocês 🥹✨

𝐀 𝐁𝐀𝐁𝐀́ -  ᵇᵘᵍʰᵉᵃᵈ シ︎Onde histórias criam vida. Descubra agora