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JUGHEAD JONES

Acordei com meu celular vibrando na mesa de cabeceira.

Abri um dos olhos, irritado. Não tinha aula hoje. Ou seja: não era despertador.

Olhei a tela.

Sarah.

Suspirei fundo antes de atender.

— O que foi? — minha voz saiu rouca e claramente irritada. — São sete e meia da manhã.

— Bom dia pra você também, gatinho — ela respondeu, naquele tom meloso que já estava começando a me dar dor de cabeça.

— Fala logo.

Ela demorou alguns segundos.

— O que tá rolando entre a gente de verdade?

Fechei os olhos.

Sério?

— Nada. A gente fica. Eu sempre deixei isso claro.

— Eu achei que a gente tava namorando, Jughead... você já me trocou por outra?

Passei a mão pelo rosto, perdendo totalmente a paciência.

— Você me ligou às sete da manhã pra falar disso? — rebati. — Sarah, pelo amor de Deus.

Nem esperei resposta. Desliguei.

Eu realmente não tenho energia pra drama antes das oito.

Joguei o celular de volta na mesa e tentei dormir de novo, mas minha cabeça já estava acordada. Ótimo.

Depois de um tempo levantei, passei uma água no rosto e desci pra pegar café. A casa estava relativamente silenciosa.

Meu pai já tinha saído para o trabalho.

Quando estava voltando pro quarto, ouvi um barulho no corredor. A porta do quarto da Betty estava fechada.

Pensei em ignorar.

Mas alguma coisa me fez parar.

Bati na porta.

— Entra — a voz dela veio baixa.

Abri.

Ela estava claramente com cara de quem não dormiu nada. Os olhos vermelhos, o rosto meio abatido.

Por algum motivo isso me incomodou.

Mas, claro, eu não ia demonstrar.

— Meu pai ligou — falei, encostado na porta. — Ele pediu pra você levar a Jelly na casa da amiga dela. Depois é só buscar às seis.

Ela assentiu.

— Tá. Vou me trocar.

Continuei parado ali por um segundo.

Ela me olhou.

E ficou olhando.

Ergui uma sobrancelha.

— Eu sei que sou bonito, mas não precisa encarar assim — provoquei, com um meio sorriso.

Ela revirou os olhos na hora.

— Jughead, me poupe. Já falou? Então sai, eu vou me trocar.

Sorri de canto e saí do quarto.

Eu não sei por que implicar com ela é tão automático.

Talvez porque, quando ela não está brava comigo, parece... estranho.

Desci as escadas e fiquei na sala mexendo no celular até ouvir passos. Betty desceu com a Jelly.

Ela abriu a porta —

E deu de cara com Sarah.

Perfeito. Era só o que faltava.

— O Jughead está? — Sarah perguntou, me olhando por cima do ombro da Betty, claramente irritada.

Respirei fundo e apareci atrás delas.

— O que você tá fazendo aqui?

— O que EU tô fazendo aqui? — ela cruzou os braços. — Você some, desliga na minha cara e agora tá com essa loira oxigenada?

Olhei rápido pra Betty. Ela ficou imóvel.

Voltei pra Sarah.

— Primeiro: a gente não namorava. Segundo: não fala assim dela.

Sarah riu, debochada.

— Ah, então é por causa dela?

— Não é por causa de ninguém. E você precisa parar de criar coisa na sua cabeça.

Ela me encarou com raiva.

— Você vai se arrepender.

Antes de sair, ela lançou um olhar atravessado pra Betty.

Eu fechei a porta com mais força do que precisava.

Fiquei alguns segundos em silêncio.

— Jelly, vamos — Betty disse, quebrando o clima.

Elas saíram.

E eu fiquei parado no meio da sala.

Eu não devia ter me irritado daquele jeito.

Mas quando a Sarah falou da Betty...

Não gostei.

E isso é um problema.

Notas do autor (ou quase isso)

Vocês achando que eu abandonei a história:

Eu tentando organizar minha própria cabeça:

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Eu tentando organizar minha própria cabeça:

Brincadeiras à parte, prometo tentar aparecer com mais frequência

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Brincadeiras à parte, prometo tentar aparecer com mais frequência.
E sim, esse capítulo provavelmente não foi revisado com a atenção que deveria... então finjam que não viram possíveis erros.

Vocês sobrevivem. Eu também.

Até o próximo.🤍

𝐀 𝐁𝐀𝐁𝐀́ -  ᵇᵘᵍʰᵉᵃᵈ シ︎Onde histórias criam vida. Descubra agora