No terceiro ano do ensino médio, Betty Cooper e Jughead Jones têm apenas uma coisa em comum: o ódio que sentem um pelo outro.
Elizabeth Cooper é a definição de garota perfeita - meiga, tímida, extremamente inteligente e a melhor aluna da turma. Enqu...
Acordei com meu celular vibrando na mesa de cabeceira.
Abri um dos olhos, irritado. Não tinha aula hoje. Ou seja: não era despertador.
Olhei a tela.
Sarah.
Suspirei fundo antes de atender.
— O que foi? — minha voz saiu rouca e claramente irritada. — São sete e meia da manhã.
— Bom dia pra você também, gatinho — ela respondeu, naquele tom meloso que já estava começando a me dar dor de cabeça.
— Fala logo.
Ela demorou alguns segundos.
— O que tá rolando entre a gente de verdade?
Fechei os olhos.
Sério?
— Nada. A gente fica. Eu sempre deixei isso claro.
— Eu achei que a gente tava namorando, Jughead... você já me trocou por outra?
Passei a mão pelo rosto, perdendo totalmente a paciência.
— Você me ligou às sete da manhã pra falar disso? — rebati. — Sarah, pelo amor de Deus.
Nem esperei resposta. Desliguei.
Eu realmente não tenho energia pra drama antes das oito.
Joguei o celular de volta na mesa e tentei dormir de novo, mas minha cabeça já estava acordada. Ótimo.
Depois de um tempo levantei, passei uma água no rosto e desci pra pegar café. A casa estava relativamente silenciosa.
Meu pai já tinha saído para o trabalho.
Quando estava voltando pro quarto, ouvi um barulho no corredor. A porta do quarto da Betty estava fechada.
Pensei em ignorar.
Mas alguma coisa me fez parar.
Bati na porta.
— Entra — a voz dela veio baixa.
Abri.
Ela estava claramente com cara de quem não dormiu nada. Os olhos vermelhos, o rosto meio abatido.
Por algum motivo isso me incomodou.
Mas, claro, eu não ia demonstrar.
— Meu pai ligou — falei, encostado na porta. — Ele pediu pra você levar a Jelly na casa da amiga dela. Depois é só buscar às seis.
Ela assentiu.
— Tá. Vou me trocar.
Continuei parado ali por um segundo.
Ela me olhou.
E ficou olhando.
Ergui uma sobrancelha.
— Eu sei que sou bonito, mas não precisa encarar assim — provoquei, com um meio sorriso.
Ela revirou os olhos na hora.
— Jughead, me poupe. Já falou? Então sai, eu vou me trocar.
Sorri de canto e saí do quarto.
Eu não sei por que implicar com ela é tão automático.
Talvez porque, quando ela não está brava comigo, parece... estranho.
Desci as escadas e fiquei na sala mexendo no celular até ouvir passos. Betty desceu com a Jelly.
Ela abriu a porta —
E deu de cara com Sarah.
Perfeito. Era só o que faltava.
— O Jughead está? — Sarah perguntou, me olhando por cima do ombro da Betty, claramente irritada.
Respirei fundo e apareci atrás delas.
— O que você tá fazendo aqui?
— O que EU tô fazendo aqui? — ela cruzou os braços. — Você some, desliga na minha cara e agora tá com essa loira oxigenada?
Olhei rápido pra Betty. Ela ficou imóvel.
Voltei pra Sarah.
— Primeiro: a gente não namorava. Segundo: não fala assim dela.
Sarah riu, debochada.
— Ah, então é por causa dela?
— Não é por causa de ninguém. E você precisa parar de criar coisa na sua cabeça.
Ela me encarou com raiva.
— Você vai se arrepender.
Antes de sair, ela lançou um olhar atravessado pra Betty.
Eu fechei a porta com mais força do que precisava.
Fiquei alguns segundos em silêncio.
— Jelly, vamos — Betty disse, quebrando o clima.
Elas saíram.
E eu fiquei parado no meio da sala.
Eu não devia ter me irritado daquele jeito.
Mas quando a Sarah falou da Betty...
Não gostei.
E isso é um problema.
⸻
Notas do autor (ou quase isso)
Vocês achando que eu abandonei a história:
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Eu tentando organizar minha própria cabeça:
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Brincadeiras à parte, prometo tentar aparecer com mais frequência. E sim, esse capítulo provavelmente não foi revisado com a atenção que deveria... então finjam que não viram possíveis erros.