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BETTY COOPER

Acordo com minha mãe me balançando sem a menor delicadeza.

— Betty, acorda!

Resmungo, ainda de olhos fechados, e enfio o travesseiro na cara por causa da luz do sol.

— O que foi, mãe?

— Já são 14h40! Já passou da hora de levantar.

— Mas hoje é minha folga... não preciso cuidar da Jelly Bean...

— Eu sei. Mesmo assim você precisa almoçar. Tem dez minutos — ela diz, saindo do quarto.

Abro os olhos devagar.

— Que ódio...

Levanto de uma vez e bato a testa no criado-mudo.

— Maravilha. Começando o dia super bem.

Passo a mão na testa, que já deve estar ficando inchada, e quando vou calçar as pantufas, escorrego no lençol jogado no chão (resultado do meu jeito nada tranquilo de dormir) e caio sentada.

— Não é possível...

Levanto irritada e vou direto para o banheiro.

Entro no banho e deixo a água morna cair sobre mim. Aos poucos vou acordando de verdade e esquecendo o começo desastroso do dia.

Uns dez minutos depois, saio enrolada na toalha. Abro a porta do quarto e quase tenho um ataque ao ver Jughead sentado na minha cama.

— Você quer me matar do coração? — levo a mão ao peito. — Que susto!

Ele ri.

— Boa tarde, Bela Adormecida. Sua mãe disse que você ia descer em dez minutos. Como isso não aconteceu, pediu pra eu vir te chamar. Resolvi esperar.

Percebo que ele me olha de cima a baixo.

— Dá pra parar de me olhar assim?

— Assim como? — ele pergunta, fingindo que não entende.

— Você sabe.

Ele se levanta e se aproxima um pouco.

— Está falando desse olhar?

Sinto meu rosto esquentar.

— Jughead, para!

Ele ri.

— Você fica bonitinha quando está com vergonha.

— Bonitinha é a minha paciência acabando. Agora sai daqui pra eu me trocar.

Ele vai até a porta.

— Tá bom... Moranguinho.

— Não me chama assim!

Ele sai rindo, e eu reviro os olhos.

Esse garoto ainda me deixa louca.

Depois de me arrumar e passar um perfume, desço as escadas.

JUGHEAD JONES

Assim que saio do quarto dela, encontro Alice sentada no sofá.

— Ela já está descendo, dona... quer dizer, Alice.

Ela sorri.

— Obrigada, Jughead.

Antes que ela diga mais alguma coisa, escuto passos na escada. Olho para cima... e lá está Betty.

Ela está usando um vestido simples, mas que fica perfeito nela. O cabelo preso em um coque meio despojado. Linda. Simplesmente linda.

Fico encarando por alguns segundos até perceber que estou encarando demais.

— Você está muito bonita — falo, tentando parecer normal.

Ela sorri.

— Obrigada.

— Vou me encontrar com a Veronica, tá? — ela diz para a mãe.

— Tá bom, filha. Se cuida.

Betty vai até a porta. Antes de sair, nossos olhares se encontram por um instante. Rápido, mas intenso.

— Vou ficar aqui conversando com meu genro... digo, Jughead — Alice comenta.

— Mãe! — Betty reclama da porta.

Nós dois rimos, e ela finalmente vai embora.

A casa fica estranhamente silenciosa depois que ela sai.

E eu fico ali, tentando entender por que sempre que ela está por perto meu coração resolve agir diferente.

Notas da Autora

Oii, gente 💛

Trouxe um capítulo mais leve e divertido, mas cheio daqueles olhares e provocações que a gente ama. Jughead claramente não sabe mais disfarçar o que sente... e a Betty percebe, viu? rs

O que vocês acham que vai acontecer nos próximos capítulos?

Comentem bastante, quero saber tudo!

Beijos 💕

𝐀 𝐁𝐀𝐁𝐀́ -  ᵇᵘᵍʰᵉᵃᵈ シ︎Onde histórias criam vida. Descubra agora