Joalin Loukamaa
Havia me enrolado bastante para chegar na casinha, havia combinado com Bailey que nos encontraríamos lá, mas Sina me obrigou a ficar com mamãe por um tempo, já que Sofya iria sair com a menina que ela gosta.
Depois de um tempinho andando, finalmente cheguei no local da casinha e franzi a testa em confusão quando não encontrei Bailey ali. Procurei por entre as árvores, e nada. Chamei seu nome alguns vezes, e também nada. Agarrei meu celular no bolso da calça jeans, suspirando leve antes de clicar em seu contato para que pudesse lhe mandar uma mensagem o perguntando onde estava.
E foi aí que senti duas mãos em meus olhos.
Aquele perfume...
Meu coração disparou. Algo que era bem comum, desde pequena, quando Bailey se aproximava de mim.
- Advinha quem é? – a voz dele soprou em meu ouvido, e eu senti arrepios descerem por toda minha espinha.
Eu me remexi toda para me livrar das mãos dele e virar de frente.
E era ele mesmo. Estava lindo como sempre, havia acabado de tomar banho, pois seus cabelos estavam molhados e seu cheiro parecia mais forte.
Os lábios vestiam um sorriso alegre de canto que chegavam até seus olhos, aqueles olhos castanhos lindos, que encaravam-me com expectativa.
- Bem que eu estava estranhando você já não estar aqui. – fiz gracinha, sorrindo envergonhada, afinal a última vez que nos vimos, foi ontem à noite e eu não sabia se o agradei o suficiente. Tanto que quando não o encontrei aqui, cogitei a possibilidade dele ter fugido.
- Eu tive que ir ajudar a obra do senhor Alfred, fiquei todo sujo de areia, porque um dos pedreiros não conseguia levantar, por isso passei em casa para tomar um banho. – ele riu divertido.
- Agora está explicado. – sorri leve, suspirando um pouco e abaixando a cabeça fitando os nossos pés, sem saber o que dizer.
- Está bem? – ele perguntou percebendo meu desconforto.
- Estou sim. – respondi, não querendo preocupa-lo.
- É sobre sua mãe? – olhei em seus olhos por ele ser tão perfeito, tão meu.
- Não é... – pensei por um instante. – Não é só isso.
- Então o que é?
- Eu... – suspirei fundo arrumando coragem. – Eu só não sei o que dizer depois de ontem.
- Você não gostou? – ele perguntou num fio de voz, e eu suspirei achando graça, como ele podia pensar que eu não tinha gostado?
- Não é nada disso, eu amei muito, na verdade. – eu acariciei sua bochecha com o polegar. – É só que, eu não tenho muita experiência nisso, e fiquei com medo de você não ter gostado.
- Ei... – ele levou as suas duas mãos sobre a minha cintura e eu levantei o olhar para encontrar seus olhos que tinham um certo brilho. – Eu amei demais, muito mesmo. E não importa quem teve mais experiência, nem nada disso, o que importa mesmo é que estávamos juntos, curtindo o momento um com o outro e isso que tornou tudo mais intenso e especial. – disse e eu sorri já não podendo resistir a ele, então levei minhas mãos até seu ombro, o abraçando com carinho, encostando meu rosto contra o seu peito exalando todo seu perfume forte, aquecendo meu corpo com o dele.
Ele por sua vez, passeou o nariz pelo meu rosto. Bochecha, queixo, pescoço. O observei com carinho, no momento que ele fechou os olhos para exalar o meu perfume, fechando os olhos como se sentisse em casa. Depois retornou a bochecha e trilhou beijos até o cantinho da minha boca. Ele mordeu e passou a língua devagar naquele cantinho, e foi inevitável não soltar um suspiro. Retribui o carinho anterior, roçando a boca na dele, mordendo e sugando eventualmente o lábio inferior do mesmo. Bailey tinha os olhos fechados e um meio sorriso, enquanto eu descia com pequenos beijos e mordidinhas por todo o queixo dele, retornando à boca sem pressa para então, finalmente beijá-lo.
O nosso beijo sempre era gostoso. Aquele gostoso que tinha carinho, mas também tinha paixão, intensidade e intimidade. Ele segurava minha cintura fortemente, enquanto eu me costumava se desmanchar dentro dos braços e da boca dele.
