Capítulo 11 - O que realmente importa

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Alguns meses depois...

Tudo estava correndo perfeitamente, me sentia feliz apesar de tudo e os momentos com Bailey estavam cada vez mais maravilhosos. O amor e a paixão que existia entre nós só se intensificava a cada encontro, fora que construímos a casinha juntos e sempre eram momentos divertidos que eu simplesmente amava. Mamãe, Sina e Lamar nos ajudavam as vezes, e eu amava ver mamãe feliz a cada  mais realizado. Já havíamos realizado alguns deles, como assistir um filme em família como fazíamos antes, Bailey nos acompanhou e foi lindo mamãe comentando sobre o filme depois, como sempre foi.

Também realizamos o desejo de ir até a casa onde a mesma cresceu, os novos donos foram super compreensivos e deixaram mamãe ver tudo, ela se emocionou, eu me emocionei, na verdade todos deixaram algumas lágrimas escaparem.

Ainda tinha Lamar e Sina, agora que Lamar sabe a verdade, Sina está arrumando coragem para contar a Noah, mas nunca consegue, sei que ela precisa de um tempo e Lamar está respeitando com compaixão, Bailey e eu fingimos que íamos levar JJ para sair juntos, apenas para que ele ficasse um dia inteiro com Lamar. Me senti mal em mentir para o meu cunhado, mas sabia que era preciso. Eu tinha que ajudar a minha irmã.

Nesse momento, mamãe, Sina, Sofya e eu estamos indo até a costa para que pudéssemos tomar um banho de mar, também um dos desejos de mamãe. Noah tomou conta de JJ, e Bailey me prometeu que nos encontraríamos mais tarde.

Estávamos no carro de Sina, que dirigia enquanto batucava a música que tocava no rádio. Mamãe sorria radiante por poder realizar mais um desejo, ela estava tão feliz e eu não podia estar ainda mais feliz por ela. Ela e Sina estavam em algum assunto que não me interessava muito, já que as duas estavam na frente do carro e eu ao lado de Sofya no banco de trás. Ela olhava alguma coisa no celular com alguns sorrisinhos e eu já sabia bem do que se tratava, inclusive deixei uma risadinha escapar e soltei uma piadinha sobre, que foi respondida com 'somos apenas amigas coloridas'

Quando chegamos na ponte de madeira onde tinha alguns barquinhos para ir mais fundo, Sina estacionou o carro e nós descemos do mesmo segurando as roupas de mergulho que havíamos comprado recentemente. Mamãe sorriu grande olhando para o mar e eu sorri com seu olhar apaixonado; mamãe sempre amou o mar, acho que eu e Sina havíamos puxado esse amor dela, sempre quando éramos crianças, mamãe nos trazia aqui, sabia que era uma maneira de não pensar muito nas viagens que meu pai fazia, mas ainda assim, eu podia vê-la calma quando tomava um banho de água salgada. Sina e eu sempre amávamos vir juntas quando mamãe e papai brigavam, minha irmã fazia isso para me proteger e para que eu não ficasse com medo, e sempre funcionava. Ás vezes eu acho que o melhor foi meu pai ter ido para não voltar mais, afinal nunca o via mesmo, minha mãe foi meu pai e mãe durante todos esses anos e eu não tenho nenhum interesse de revê-lo.

- Pronta, mamãe? – escutei a voz de Sina enquanto caminhávamos até um dos barcos que tínhamos alugado.

- Mais do que pronta. – ela respondeu sorrindo para nós três. Aquele era o seu último desejo, além de comer o prato tradicional da minha avó, só que comeríamos hoje mesmo no almoço surpresa que Sina fez.

O instrutor nos ajudou a entrar no barco e explicou algumas instruções que eu prestei bastante atenção para que não me esquecesse. Logo ele nos deu os remos, e Sina e Sofya iam remando enquanto eu ajudava a mamãe a ajeitar a roupa de mergulho. Íamos mergulhar só mais ao fundo, então iniciamos alguns assuntos aleatórios soltando algumas risadas.

- Querida, eu não sei como te dizer isso, mas acho que eu já sei a verdade. – mamãe disse em direção a Sina quando ela comentou algo sobre JJ. A expressão de Sina foi impagável. – O JJ não é do Noah, não é?

Eu continuei calada, junto a Sofya que tinha a boca aberta em choque.

- É sim... eu não te contei antes porque fiquei com medo de você não sentir mais orgulho por mim depois do que fiz com Noah, não queria ser uma pessoa igual ao meu pai. – Sina lamentou abaixando a cabeça e mamãe a olhou soltando um suspiro antes de se aproximar dela no barco, sentando ao seu lado e a abraçando. Eu não demorei em pegar o remo para continuarmos.

Idas E Vindas - JoaleyOnde histórias criam vida. Descubra agora