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𝚕𝚊𝚟𝚒 𝚙𝚘𝚟
2:52

░░░░░

todos já haviam dormido,inclusive eu. Infelizmente eu tive um puta pesadelo que me fez acordar e ficar aqui na sacada, olhando o céu da madrugada.

Gabi tinha ido pra casa, enquanto Guaxi e Calango estavam dormindo no estúdio do Luis, em colchões no chão. Felps e Luis na cama de casal dele, o Mount no chão do quarto do Luis e eu e a Malu estávamos dormindo no sofá-cama juntas.

o vento estava gelado, realmente era aquele sereno da madrugada. eu gostava de observar o céu e naquele dia ele estava limpo e estrelado.

- lav? - ouvi a voz do Thiago vir de trás de mim; em um sussurro.- por que tá ai?

ele abriu a porta da sacada, entrando nela e fechando a mesma, eu me levantei do chão e dei um abraço apertado nele, sem muita explicação.

eu só estava muito precisando do carinho dele agora, minha cabeça estava muito atordoada.

- tive um pesadelo...- disse abafado contra seu peito e senti ele me abraçar mais forte.

- tá tudo bem, eu tô aqui. - ele sussurava e passava a mão pelo meus cabelos.

ficamos assim durante alguns minutos até ele nos separar

- quer me contar como foi?

- é melhor não, por favor...- eu o encarei e ele depositou um beijo na minha testa

- então tudo bem. - ele sentou no chão fazendo sinal pra mim se sentar ao seu lado e assim fiz

repousei minha cabeça em seu ombro e o abracei, ele envolveu seus braços em mim me abraçando de volta.

- você é tão cheiroso...- eu disse num sussurro, não sei porque disse aquilo, talvez tenha sido o efeito do álcool que não tinha passado completamente.

ele riu bobo e me apertou no meio do abraço.

- eu também te acho muito cheirosa, lav

- o céu tá lindo hoje, né?

- sim, mas nem se compara com a beleza da lua que tá aqui do meu lado.

eu sorri e o encarei nos olhos, era tão bom estar ao seu lado, eu me sentia tão segura.

- eu só não namoro com você por que eu sei que cê tem umas novinhas melhores que eu. - fiz carinho em sua bochecha e ele me encarou sério.

- ninguém é melhor que tu, marditinha...— ele apertou minhas bochechas com as duas mãos e aquilo que ele disse me fez ficar boba.

- já parou pra pensar que se não fosse seu gps bugado, não íamos estar aqui agora?

- sim — ele disse rindo e me olhando. — ainda bem

— o que você acha?

— sei lá, talvez esse tenha sido o melhor erro que me aconteceu. — ele pousou a mão na minha bochecha e continuou me olhando

— me perdoa ser complicada. — eu segurei sua mão livre. — eu morro de insegurança de tudo e acho que alguma hora vão partir meu coração.

— eu também sou assim, minha princesa. e tá tudo bem. — ele me seu um beijo na bochecha e eu sorri. — se quiser ir dormir comigo, eu faço carinho em você até você conseguir dormir denovo.

eu não conseguia tirar o sorriso do rosto, Thiago não tinha maldade do seu tom de voz, apenas sinceridade e fofura.

eu colei nossos lábios rápido, eu aproveitei os únicos 2 segundos de adrenalina que meu corpo inseriu e utilizei de uma vez, se não fosse agora, eu não ia ter coragem nunca.

eu repousei minha mão na sua nuca e ele retribuiu o beijo de forma delicada e doce, bem devagar.

o beijo foi rápido, foram 10 segundos ou menos. mas eu precisava muito disso. acho que era a única forma de expor o que eu sentia.

— uou. não acredito que você fez isso. — ele falou com a expressão surpresa em seu rosto e um sorriso.

— desculpa, é que eu...

— shhh, não pede desculpas. — ele se levantou e estendeu a mão pra eu levantar também e assim em puxou pra um abraço em pé — pode fazer isso sempre que quiser. — ele riu e eu também, era impossível não rir do lado desse menino.

olhei o céu mais uma vez com ele e eu entrelacei nosss mãos.

— obrigada mesmo, Thiago. eu amo você.

— eu também te amo, lav. — ele me abraçou apertado, era a primeira vez que dizíamos "eu te amo" pro outro.

— vamos entrar? — eu pergutei ao sair do abraço, já que estava esfriando o clima

— sim,vamos.

eu fui pro estúdio com ele e nós dois deitamos no colchão de conchinha, sem maldade e nem segundas intenções

— boa noite, thi. — disse em um sussurro e roubei um selinho do garoto.

— boa noite, lav. — ele disse no mesmo tom que eu e eu pude ver, mesmo no escuro, que ele sorriu.

ele me fez cafuné e ficamos abraçados até cairmos no sono.

ifood ; calangoOnde histórias criam vida. Descubra agora