*•.¸𝐘𝐀𝐍𝐆 𝐌𝐈 𝐏.𝐎.𝐕'𝐒¸.•*
Nossos lábios estavam em uma dança sincronizada, junto à nossos corpos que clamavam um pelo outro no ritmo do beijo. Quando me posicionei para levantar a blusa do maior, seu celular começou à vibrar no braço do sofá, o que fez o garoto praticamente pular longe de mim e ir até o eletrônico.
— Ué, o que foi? — perguntei confusa enquanto encarava o ruivo.
— Hora do chá. — ele disse simples, ajeitando sua blusa que antes estava amassada.
— Chá? — encarei-o com dúvida.
— Sim, é bom pra sua saúde. — o Lee deu um sorriso pequeno, indo até a cozinha fazer o tal líquido.
Eu apenas permaneci na mesma posição que fui deixada no sofá, encarando Felix fazer o trajeto até a cozinha sem reação nenhuma esboçada. Ele não demorou muito à voltar com uma caneca clara em mãos, e um sorrisinho frouxo nos lábios.
— Aqui, xuxu. — o Lee estendeu a caneca para mim.
— Eu não quero chá agora, Lix. Obrigad-
— Você tem que tomar, Mi. — ele concretizou em tom de piedade.
— Mas eu não...
— Yang Mi.
— Porquê agora, hm? — perguntei serenamente, puxando o ruivo para se sentar no sofá comigo.
— É bom pra saúde. — ele respondeu pacientemente.
— Mas, Lix, eu não quero tomar agor-
— Se continuar assim seu tumor continuará crescendo cada vez mais e eu não quero te perder, tá legal?! — YongBok se alterou, proferindo em tom alto e rígido.
Eu encarei o garoto sem expressão alguma no rosto, esperando assim, entender o que havia sido dito.
— T-tumor? — meus olhos piscaram algumas vezes, olhando para o Lee com dúvida e ao mesmo tempo aflição.
O maior pareceu por um minuto arrependido do que havia reproduzido, já que respirou fundo e tapou seu rosto com as mãos, logo passando-as no seu cabelo em um ato brusco.
— Mi, eu...
— Essa é a doença? — perguntei de baixa guarda, em um tom solene.
Eu sentia um nó apertado se enroscando em minha garganta, anunciando que as lágrimas chegariam aos olhos cedo ou tarde.
— Como pôde esconder isso de mim, Felix? — eu perguntei nervosa, olhando nos olhos do garoto — Sabe o quanto isso é sério?
— Sim, Yang Mi. Eu sei! — ele exclamou, parecendo irritado — Estou tomando remédios pra conseguir dormir, pois tenho medo de te perder da noite pro dia. Então acredite, eu sei bem a gravidade do problema.
Eu apenas suspirei, passando minha mão sutilmente por meus curtos fios, afinal não sabia o que fazer, mas não podia culpar Felix. O ruivo guardou tudo para si só para que eu não ficasse aflita com a doença, deixando toda a aflição para ele mesmo.
Uma lágrima confusa e amedrontada vagou pelo meu rosto, o que fez o Lee direcionar seu olhar à mim, consequentemente, fazendo com que nos encarássemos. Meus pensamentos estavam em uma guerra constante entre si, e aparentemente YongBok parecia ter a tal guerra em sua mente há um bom tempo.
Estávamos ambos sentados no sofá, com as pernas cruzadas em forma de borboleta, olhando um para o outro sem ideias de solução. Por isso, me aproximei mais um pouco e deitei a cabeça do mesmo em meu peito, cercando o garoto em um abraço.
Afinal, quando não tínhamos para onde correr, nosso abraço sempre era o melhor refúgio.
— Acho que você não merece ouvir sermões depois de aguentar tudo isso no meu lugar. — eu suspirei, pedindo indiretamente para que perdoasse-me — Obrigada por ser forte assim, hm?
O maior apenas soltou uma risada nasal, fraca e breve. Afagou mais sua cabeça em meu corpo, fazendo com que eu pudesse sentir suas lágrimas quentes molharem meu moletom.
— Minha força é você, xuxu. — ele disse em tom baixo, um tanto abafado já que seu rosto estava afundado em meu peito — Não te contei sobre isso por pensar que desabaria, e acredite, eu sou um egoísta tão viciado no seu sorriso...
— Sei que só quer meu bem, sunshine. — eu disse pacificamente, acarinhando os fios de cabelo do ruivo.
— Precisa ser forte, Mi. — ele inclinou a cabeça, dessa vez, olhando para o meu rosto — Você é a minha força.
— Você também é a minha, ruivinho. — retribuí no mesmo tom — Por isso somos uma cachoeira, não? — perguntei juntando minha testa ao do maior, que sorriu pequeno logo juntando nossos lábios em um selinho demorado.
*•.¸𝐁𝐘𝐔𝐍𝐆 𝐁𝐀𝐍𝐆 𝐂𝐇𝐀𝐍 𝐏.𝐎.𝐕'𝐒¸.•*
Eu e Hyunjin — que praticamente virou um chiclete na minha bota —, estávamos fazendo o caminho de volta para o condomínio, depois de ter passado a manhã no pub onde Mi trabalha. Hyunjin gostava do local e além disso, estava xavecando a melhor amiga da morena.
Enquanto subíamos a ladeira íngreme para chegar em casa, eu deixava meus pensamentos correrem alto enquanto opinava sobre alguns deles com o Hwang: minha mãe e Jong-Kyun haviam fugido juntos. — algo que tivemos a certeza depois de observar a câmera do hospital por algum tempo.
Provavelmente conseguiu colocar na cabeça da mais velha que os filhos atrapalhavam o relacionamento, e que precisavam de mais espaço. Todavia, foi assim que minha mãe fugiu com um cara que agrediu-a por anos, deixando os filhos para trás sem relutar.
Sinceramente, eu não estava surpreso com o atrevimento de ambos, mas doía pensar muito sobre o assunto. Porém, também acho que seria um fardo a menos em nossas vidas.
Não gostava de ter esse pensamento, mas honestamente, minha mãe não passava de dor de cabeça para mim e meu irmão. Ela chegou à um ponto onde sua presença não era tão notável e sua ausência era menos ainda.
— Acho que foi melhor assim. — comentei com o moreno ao meu lado, enquanto subíamos a rua folegando.
— Você ainda tem dúvidas?! Chris, nem me lembro da última vez em que ela agiu feito mãe. — Hwang comentou com tédio.
— Realmente.
— Não tem porque deprimir, podemos chegar em casa e postar vários status. — o garoto disse com euforia.
— Status? — olhei pro mesmo com dúvida.
— Sim, Christopher, indiretas. — ele disse como se fosse óbvio — "Já vai tarde". Ou então "antes tarde do que nunca". Pensando be-
— Indireta nos status?! — enfatizei com sarcasmo — Você tem quantos anos, Hyunjin?
— Qual é, Chris. — resmungou — Ela pode se tocar e voltar.
— Esse é o problema. Não quero que ela volte. — disse sério, abrindo a porta inicial do condomínio.
━ 𝐭𝐨 𝐛𝐞 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐢𝐧𝐮𝐞𝐝 ━
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𝓢𝗎𝗇𝗌𝗁𝗂𝗇𝖾, 𝗹𝗲𝗲 𝗳𝗲𝗹𝗶𝘅.
Storie d'amore.⠀ (⠀ 𝓞𝗇𝖽𝖾 𝗈 𝗌𝗈𝗅 ⠀) 𖡎 ˚ ִֶָ 𝗀𝖺𝗌𝗍𝖺𝗏𝖺 𝗉𝗈𝗎𝖼𝗈 𝖽𝖾 𝗌𝗎𝖺 𝗅𝗎𝗓 𝗍𝗈𝖽𝗈 𝖽𝗂𝖺 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐢𝐥𝐮𝐦𝐢𝐧𝐚𝐫 𝐬𝐮𝐚 𝐚𝐦𝐚𝐝𝐚 𝐥𝐮𝐚; 𝐘𝐀𝐍𝐆 𝐕𝐈𝐕𝐈𝐀 𝐒𝐎𝐑𝐑𝐈𝐍𝐃𝐎, 𝗃𝖺́ 𝖿𝖾𝗅𝗂𝗑 𝗆𝖺𝗅 𝗌𝖺𝖻𝗂𝖺 𝗈 𝗊𝗎𝖾 𝖾𝗋...
