Fim de semana, entrega do carregamento.
Renato:
Estava nervoso. Em meia hora o carregamento vai passar pela fronteira.
Todos estavam a postos em seus lugares. Roma estava comigo no carro. Ele sempre vem comigo, é meu braço direito.
Miguel estava em outro carro com Bruno e Diego, eles estavam preparados para qualquer interferência.
Thiago tinha feito um ótimo arsenal, a escolha das armas foi ótima. Ele se superou dessa vez. Por fala nele, ele está bem colado um pouco depois da fronteira. Ele e mais dois homens meus, vão escoltar o caminhão até onde estamos.
Léo estava monitorando tudo do galpão. Podia ouvir a movimentação através da escuta.
- A Marta ligou. - o escuto dizer.
- O que aconteceu?
- Matteo está se queimando de febre. - Léo fala. - ela disse que se piorar, vai ter que levá-lo ao hospital.
- Nem pensar, - respondo preocupado. - liga pra Manuela, avisa que alguém vai buscá-la, aí ela olha o que Matteo tem.
- Certo, vou mandar buscar sua mulher. - Léo fala num tom de deboche.
- Ela não é minha mulher...
Escuto várias risadas pela escuta. As vezes esqueço que todos podem ouvir a conversa.
- Quinze minutos. - Roma fala olhando pro notebook.
Estava morrendo de calor. Roupa preta é muito quente.
- Você vai matar o cara? - Roma pergunta.
- Sim. - respondo. - sem rastros, lembra?
Ele apenas assente.
Se você quer que uma coisa seja mantida em sigilo, você tem que sujar as mãos.
A escuta começa a chiar um pouco, Léo tinha voltado.
- Temos um pequeno problema, - ele fala nervoso. - tem um helicóptero da Polícia fazendo a varredura na área próxima à fronteira.
- Quanto tempo até eles chegarem onde estamos?
- Esse que é problema Garcia, eles já estão aí...
No segundo seguinte consigo ouvir o som do helicóptero.
Merda, se eles virem a quantidade de carros parados no meio do nada, vão estranhar e com certeza vão nos interceptar.
- Liguem os carros, temos que sair daqui. - ordeno.
Saímos primeiro, sendo seguidos pelos os outros.
- A carga passou pela fronteira. - Roma fala observando o a tela do notebook. - eles vão nos alcançar em dez minutos, Thiago já está fazendo a escolta.
Vejo quando o helicóptero passa por cima de nós. Estava rezando para que não acontecesse nada. Eles não podem cismar que a movimentação está estranha.
- Eu tive uma idéia. - a voz de Thiago soa pela a escuta.
- Fala.
- Na próxima curva tem uma estrada de terra, bem do lado, se pegarmos caminho por essa estrada, chegaremos no galpão em uma hora e meia no máximo, tem uma vasta vegetação, o helicóptero da polícia não vai conseguir nos ver por entre as árvores.
- Não podemos levar o motorista do caminhão pro galpão.
- Não vamos levar, ele vai morrer antes mesmo de ver o caminho. - Thiago fala com frieza. - o que me diz?
- Vamos lá.
°°°
Manuela:
Fiquei surpresa quando um dos homens do Renato, bateu na porta do meu apartamento. Segundo ele, Renato queria que eu fosse ver Matteo, ele está doente.
Estou fazendo isso neste exato momento. O cara que não sei nome, dirigia um Jeep Renegade, em direção a mansão do Renato.
- Eu não sei o seu nome. - falo tentando puxar assunto.
- E nem precisa saber. - responde cortando o assunto.
Nossa, eles todos são tão mal humorados. Nem da pra ser educada. Só o Roma se salva, por falar nele, queria vê-lo. Ele tem me levado pra faculdade esses dias.
Voltar pra minha vida foi mais difícil do que pensei. Todos me encheram de perguntas, não sabia que eu era um boa mentirosa, até ver todos em cima de mim.
- O Renato está em casa? - pergunto quando avisto a casa dele.
- Não, eles saíram de missão.
Será que essas missões são perigosas?
Entramos no jardim e o segurança sem nome, estaciona o carro.
- Você não vai mesmo me dizer seu nome? - pergunto sorrindo.
Ele revira os olhos me fazendo rir.
- Henrique.
°°°
Tinha conseguido abaixar a febre de Matteo, mas pra isso tive que entrar debaixo do chuveiro frio com ele em meus braços.
Marta tinha pego uma roupa pra mim com a namorada do Thiago, que por sinal, é um amor de pessoa.
Thamires é uma morena de olhos castanhos bem intensos. Ficamos conversando por longos minutos.
Agora eu estava deitada com Matteo, ele é muito manhoso.
- Eu gosto de você, Manu. - ele fala. - nunca senti isso por uma pessoa que não conheço bem.
- É que eu sou um anjo. - brinco.
- Você namora com meu pai? - pergunta com um sorrisinho.
- Não. - respondo ficando vermelha.
- É que, é a segunda vez que você cuida de mim.
- E sempre vou cuidar. - falo sorrindo. - sempre que precisar, é só me chamar.
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Maratona 2/5
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TRÁFICO | Renato Garcia (Concluída)
FanfictionEle é perigoso, frio e calculista. Tudo o que ele mais deseja é se vingar do homem que tornou a sua vida infeliz. Chefe do Tráfico, Renato não poupa esforços pra ter o que deseja. Mas... e ela?? Ela só estava no lugar errado, na hora errada. Porém...
