Renato:
Levei uma baita chega pra lá do médico. Quando ele viu que eu e Matteo, estávamos na UTI, ele ficou tão puto, que pensei que ele ia sacar uma pistola e atirar em mim.
Agora ele estava me dando recomendações. Recebi alta.
- Eu queria saber da Manuela. - falo.
- Bom, a senhorita Manuela apresentou uma melhor no quadro dela, amanhã vamos tirar os aparelhos, queremos ver se ela consegue respirar sozinha.
- E quando ela vai acordar?
- Eu não sei dizer Renato, só depende dela. - o médico fala.
- E o bebê?
- Ele é muito pequeno, não tem nem duas semanas, mas logo começará a se desenvolver.
- Obrigado doutor, você me avisa se ela acordar?
- Será o primeiro a saber.
Como Manuela está na UTI, não posso ficar com ela, então tenho que ir pra casa. Antes eu queria passar num lugar, Diego e os meninos falaram que Lino não vai aguentar muito, ele já perdeu muito sangue, então tenho que ir acabar logo com toda essa merda.
Dessa vez foi muito fácil, ele cavou a própria cova. Mas admito que ele foi inteligente, mas agora irei vingar a morte dos meus pais. Sei que não foi ele que matou, mas ele quis terminar o que o pai dele começou.
°°°
Diego estaciona o carro de frente ao galpão. Vejo o carro dos meninos parado mais a frente. Eles devem está adorando torturar o Lino, mas chega de brincadeira.
Saio do carro e Diego me ajuda. Ainda estou um pouco debilitado, me sinto fraco e sem forças, mas nada vai me impedir de meter uma bala na testa daquele desgraçado.
Entramos no galpão atraindo a atenção do meu pessoal. Vejo que eles estavam bem fisicamente, alguns tinham curativos aqui e ali, mas nada preocupante.
- Quero os negócios a todo vapor, - falo pra estimular. - não podemos desanimar.
Escuto um grito meio fraco, como se a criatura que estava sendo torturada, estivesse prestes a perder os sentidos.
Pobrezinho...
Subo a escada que leva até a parte de cima do galpão. Ali ficava meu escritório, um centro de treinamento e a sala de "jogos". Entro na sala tanto a melhor visão da vida.
Lino estava pendurado pelo os braços. Tinha uma poça de sangue abaixo dele. Ele estava mais magro e cheio de hematoma.
Os meninos estavam ao redor dele e seguravam vários instrumentos usados em cirurgias.
- Ora ora ora, se não é o corajoso Lino Pasquale, espero que os meninos tenham te tratado bem. - falo num tom de ironia.
Ele abre os olhos me encarando.
- Ora ora ora, se não é burro. - ele fala com a voz arrastada.
Ele é corajoso.
- Como se sente? - pergunto.
- Se for me matar, mata logo, aí eu posso dizer a Manuela que você mandou lembranças quando eu a encontrar no inferno.
Sorrio de lado, ele é bem desaforado. Desisto de fazer tudo rápido, acho que eu posso brincar um pouco.
Vou até a mesa que tinha um tipo de cada arma.
Já falei que tenho especialidade com arma branca?
Recolho o conjunto de facas de caça. Ela tem umas espécies de dente, quando você enfia na carne e puxa, ela sai arrancando tudo que a por dentro.
- Você vai sentir uma dorzinha antes de ir visitar seu pai. - falo caminhando até ele.
Os meninos se afastam me dando espaço. Eles sabem que quando eu perco o controle, eu não consigo parar.
Arrumo forças de onde não tenho e meto a primeira facada na barriga dele.
- Aaaaah. - ele grita alto demais.
- Sabe, eu não gosto de pessoas intrometidas, odeio estranhos na minha casa. - falo segurando a faca. - e fora que odeio bagunça. - seguro o queixo dele o forçando a me olhar nos olhos. - minha casa ficou suja com o sangue daqueles pau no cu dos seus homens...
Puxo a faca ainda olhando nos olhos dele. Vejo o medo estampado em sua cara.
Lino começa a cuspir sangue. Acho que atingir algum órgão importante...
- Outra coisa que eu não gostei foi a forma como seus homens trataram meus amigos, não se pode amarrar ninguém, só na cama...
Enfio a faca outra vez em sua barriga. Empurro para que a lâmina entre bem fundo. Os olhos dele reviram de dor e mais sangue sai pela boca dele.
- Eu também não gostei da forma como seus homens trataram a Manuela, arrasta-la pelo o corredor, isso foi horrível.
Pego outra faça enfio perto do coração dele.
- Me mata. - ele geme. - me mata...
- Ainda nãom. - falo. - joga água pra ele ficar acordado.
Diego pega um balde com água e joga no Lino, mas acho que não vai adiantar, ele tá quase sem respirar.
- Tem gasolina? - pergunto quando uma ideia passa pela minha cabeça.
- Tem um galão cheio. - Léo responde com um sorriso.
- Que tal um churrasco? - pergunto sorrindo. - eu amo um churrasco, e você? - pergunto pro cadáver na minha frente.
Ele não responde nada.
Léo me passa o galão de gasolina. Tiro a tampa e começo a jogar o líquido altamente inflamável no corpo do Lino.
Aquela porra fede muito.
Jogo o galão no chão quando a gasolina acaba.
- Você não devia ter pensando que era mais foda que eu, que era mais inteligente, ou que podia tomar meu império... você não passa da merda da sombra do fodido do seu pai.
Pego a caixa de fósforo da não do Thiago.
- Você não devia ter tocado na Manuela. - falo com todo o ódio que estou sentindo. - se ela morrer, eu juro que vou atrás de cada pessoa da sua família e mato todo mundo, aí você vai poder fazer uma reunião familiar no inferno.
Risco o fósforo que pega fogo imediatamente. Jogo o palito nele e a as chamas o consomem.
- Aaaaaaah.
Os gritos de agonia, dor, suprimento ecoavam por todo o galpão.
Thiago olhava a cena quase desmaiando, eu nunca tinha feito aquilo antes.
Observo enquanto Lino vai parando de se debater.
Acho que agora ele morre...
Pego minha pistola na cintura e miro na testa dele. Destrava a arma e aperta o gatilho.
Agora ele tá morto.
××××
+30
Maratona 3/5
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TRÁFICO | Renato Garcia (Concluída)
FanfictionEle é perigoso, frio e calculista. Tudo o que ele mais deseja é se vingar do homem que tornou a sua vida infeliz. Chefe do Tráfico, Renato não poupa esforços pra ter o que deseja. Mas... e ela?? Ela só estava no lugar errado, na hora errada. Porém...
