Renato Garcia:
Eu tinha sido burro pela primeira vez em seis anos. Deixei que vissem meu rosto num assalto, mas também não foi porque eu quis. Não achei que na hora do assalto, uma garota ia sair de trás de uma pilastra e ver minha cara quando tirasse a touca.
Mas tudo bem, é só se livrar dela, mas até isso está sendo difícil nesse momento.
Eu estava prestes a enfiar uma faca na barriga dela, quando Roma chegou dizendo que Thiago foi baleado, que Matteo caiu do balanço e tá com um puta corte na testa.
Agora vou precisar da garota, só porque a filha da puta estuda enfermagem e sabe o que fazer. Mas depois vou acabar com a raça dela e tudo resolvido.
Observava enquanto Roma a guiava, tínhamos colocado uma venda nos olhos dela, não é bom que ela veja pra onde está indo.
O celular dela tocou um bocado, tive que desligar a merda do aparelho.
Passamos pelo o quintal da minha casa, depois entramos pela porta da cozinha. Daqui já posso escutar os urros de dor de Thiago.
A dor de tomar um tiro é insuportável. No começo você não sente muito, mas a partir do momento que o sangue começa a esfriar, a dor se alastra por todo seu corpo, enviando espasmos que te fazem querer morrer de uma vez.
Como sei disso?
Já tomei três tiros...
Sorte do Thiago que o dele foi no braço, logo logo ele se recupera.
Depois de passar pela sala de jantar, finalmente estávamos na sala.
Léo e Renan estavam com Thiago. Uma maleta de primeiros socorros estava aberta em cima da mesa de centro.
- Porra, vocês estão sujando meu sofá de sangue. - reclamo vendo a poça de sangue.
- Foda-se a porra do sofá. - Thiago fala entre dentes. - eu tomei a porra de um tiro.
- Larga de ser chorão.
- Pensei que você ia matar a garota. - Léo fala apontando pra Manuela.
Ela ainda estava vendada.
- Vamos precisar dela. - falo contra gosto. - e o Matteo?
- A Valu está come ele, ela limpou o corte, mas não para de sangrar. - Léo responde.
Ótimo, era só o que me faltava. Meu filho só sai de casa pra ir no hospital se for realmente urgente, não vou arriscar a vida dele.
- Tira a venda dela. - peço a Roma.
Roma a ajuda a tirar a venda. Manuela olha tudo atentamente. Dava pra ver claramente o medo estampado em sua cara.
Ela abraça o próprio corpo, como se aquilo fosse a defender.
A roupa branca da faculdade, agora estava um pouco suja, o cabelo longo castanho estava meio desgrenhado e ela tremia.
- Eu vou precisar de álcool, panos limpos e uma tesoura bem pontuda. - ela fala com a voz trêmula.
- Tem isso tudo na maleta. - falo.
Ela apenas assente.
Manuela vai até a maleta, os meninos a olhavam com atenção.
Ela lava as mãos com o álcool, depois lava a tesoura e pega um monte de gaze.
- Faz isso logo. - Thiago fala sendo rígido.
- Usso vai doer. - ela responde.
Manuela se ajoelha ao lado dele.
Os gritos dele ecoam pela casa quando ela joga álcool na ferida dele.
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TRÁFICO | Renato Garcia (Concluída)
FanfictionEle é perigoso, frio e calculista. Tudo o que ele mais deseja é se vingar do homem que tornou a sua vida infeliz. Chefe do Tráfico, Renato não poupa esforços pra ter o que deseja. Mas... e ela?? Ela só estava no lugar errado, na hora errada. Porém...
