Manuela Ferreira:
Eu acho que Renato tinha cheirando pó demais, e olhe que eu nem sei se ele usa drogas.
É sério mesmo que ele quer que eu vá pra cama com ele?
Acho que ele esqueceu que é tão podre quanto os caras que estão lá embaixo.
- Não vou me entregar a você, em mim você não toca. - falo com raiva. - não sou um objeto.
Ao contrário do que eu estava pensando, Renato parecia não está chateado com o que acabei de falar. Ele estava indiferente.
- Então boa sorte com os caras lá embaixo. - ele fala.
- Você vai mesmo me obrigar a isso? - questiono.
- Olha bem nos meus olhos, parece que estou de brincadeira?
Faço que não.
- Que essa seja a última vez que você apronta, agora vai trabalhar.
- E se eu não quiser? - o desafio.
Ele sorri de lado, em seguida passa a língua pelo o lábio inferior.
- Então você vai voltar pro quartinho, vai morrer de fome, de sede e sua tia vai sofrer.
Os olhos dele nem piscavam, sua pupila estava bem dilatada. O olhar dele é assustador.
Renato vem até mim, ele segura meu rosto entre as mãos e seu olhar frio penetra o meu.
- Eu não quero perder a paciência com você. - ele fala com suavidade, mas aquilo era doentio. - porquê se isso acontecer, eu não vou conseguir parar, e você não quer que nada aconteça com sua tia, não é?
- Não quero.
Ele abre o sorriso gélido, satisfeito com minha obediência.
- Eu vou ser bonzinho. - fala com calma. - te dou até o fim de semana pra transar comigo, prometo ser legal, se até lá eu não obtiver uma resposta, você vai ter que se prostituir sim ou com certeza.
Ele solta meu rosto se afastando de mim. Fico sozinha no quarto, abraço meu próprio corpo com medo.
Estou completamente ferrada.
°°°
Perdi a noção de quanto tempo fiquei chorando no chão do quarto. O turno já tinha acabado e todas se preparavam pra dormir.
Tomei um banho e vesti uma das roupas que trouxe na minha mala.
Saio do quarto, na intenção de encontrar um lugar pra dormir. Não vou dormir no chão.
Passo pela parte onde tinha o bar, a pista de dança, as mesas e cadeiras. Aquele lugar é tão mais bonito sem todo aquele amontoado de gente.
Acho que eu posso dormir em um dos quartos da parte de cima, mas será que as camas estão limpas?
Não vou dormir onde todo mundo transou.
Subo a escada que leva ao camarote, sei que lá em cima tem um sofá super aconchegante.
- O que faz aqui?
Travo na escada antes mesmo de subir. Olho pra trás vendo Léo.
- Estava procurando um lugar pra dormir, não tenho cama. - falo.
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TRÁFICO | Renato Garcia (Concluída)
FanficEle é perigoso, frio e calculista. Tudo o que ele mais deseja é se vingar do homem que tornou a sua vida infeliz. Chefe do Tráfico, Renato não poupa esforços pra ter o que deseja. Mas... e ela?? Ela só estava no lugar errado, na hora errada. Porém...
