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Tudo pronto, tudo certo.
Renato sabia perfeitamente que essa não é uma missão fácil. Eles estão prestes a invadir o território inimigo. Eles não conhecem nada lá dentro, só o que foi visto através do drone.
São 25 homens armados, todos são um alvo.
Todos estavam visivelmente nervosos, foi um plano bolado em cima da hora, eles não tinham a certeza de que sairiam vivos, de que essa missão daria certo.
Renato já tinha rezado, e olhe que ele nem é disso. A corrente com uma cruz pesava em seu peito. A única coisa que ele sabia, era que ele queria que aquilo acabasse logo.
Manuela estava nervosa, ela tinha noção de que algo ia acontecer, porém ela estava longe demais para fazer algo. Ela estava cumprindo a promessa que fez a Renato.
Ela e Matteo estavam se divertindo muito na Disney. Ela sabia que aquele era o único lugar capaz de deixar Matteo feliz e distraído, e também sabia que seria o último lugar que Renato pensaria.
Durante os três últimos dias, a única coisa que eles pensaram foi no quanto queriam está juntos. Manuela estava decidida a dá a chance de Renato se redmir com ela, ela queria perdoa-ló e seguir em frente, esquecer do que aconteceu. Ela sabe que os sentimentos dele por ela são verdadeiros.
- Tudo pronto. - Roma fala para todos. - as escutas já estão todas ligadas.
- Qual o código? - um dos homens pergunta.
- Azul.
- Vamos repassar o plano. - Renato fala com autoridade.
Era incrível como todos que faziam parte de sua equipe o respeitavam. Renato nunca foi um chefe ruim, ele só era muito exigente.
- Somos 40, mas sabemos que não seremos esse número quando a missão acabar. Estamos em vantagem, podemos ser 40 no final, mas para que isso aconteça, temos que da sangue e suor ao pularmos aquele muro
- ele fala sério. - eles não sabem que estamos chegando, vão ser pegos de surpresa, então assim que vocês terminarem no lado de fora, vocês avançam para dentro da casa, usem as máscaras de oxigênio e ative a visão noturna dos óculos, Agus vai cortar a energia da casa e vamos ter que ser rápidos. Quem matar Giancarlo primeiro vai ganhar uma recompensa muito generosa.
- Quando tudo acabar, saiam pelo o portão de trás, as vam vão está no aguardo, vão direto pro galpão, chegando lá, exploram tudo. - Roma fala assumindo o comando.
- Depois que tudo estiver no chão, vão pro galpão de fuga, já vamos está lá esperando por vocês, é aí vamos resolver o futuro de cada um. - Renato fala.
- Chefe, esse é mesmo o fim da máfia? - Lucas pergunta.
- Sim, esse é o fim do nosso legado no Tráfico.
××××
Renato:
- Léo!
Meu grito é de total desespero. Ele não devia ter feito isso.
Me ajoelho ao lado do corpo dele. Ele tomou três tiros para salvar minha vida.
Os sons dos tiros eram insurdecedores. Isso vai chamar a atenção da polícia.
- Cara, você não devia ter feito isso. - falo já chorando. - você é meu melhor amigo.
- Eu sei. - ele fala num fio de voz. - foi exatamente por isso que eu te salvei, Matteo e a Manu precisam de você...
- Mas eu preciso de você, não devia ter feito isso. - choro vendo a quantidade de sangue que escorria de seu peito. - vou te tirar daqui.
- Não, você tem que matar o cara. - ele tosse cuspindo sangue. - vai logo...
- CÓDIGO AZUL! - grito na escuta. - Léo foi baleado, ele tá no corredor leste da casa, tirem ele daqui.
- Renato, vai logo. - ele volta a pedir. - anda...
Tiro a corrente com a cruz do meu pescoço e entrego a ele.
- Não morre.
°°°
Arrombo a porta do quarto do Giancarlo. A porta parte no meio e entro.
Ele estava sentado numa poltrona e segurava um copo de whisky.
- Tenho que admitir que subestimei você. - ele fala. - realmente não esperava que você fosse me atacar.
- Achou que fiquei com medo? Que ia deixar você matar meus homens? Que ia deixar você invadir minha casa?
- Vocé é bem vingativo. - ele murmura.
Os sons dos tiros param na parte de baixo. Acabou.
- Parece que seus homens acabaram com os meus. - ele lamenta. - vamos acabar com isso de uma vez por todas.
Isso está sendo fácil demais.
Se eu mata-lo, vou morrer logo em seguida. Deve ter alguém escondido em algum lugar.
- Pensa que sou idiota? - pergunto com um sorriso debochado.
- Não, sei que você é um cara muito inteligente, mas também sei que quando mexe com o que eu seu, você vira uma pessoa totalmente maleável.
- Do que você tá falando?
- Da suas duas preciosidades, Manuela e Matteo. Ela é uma mulher muito bonita, você não acha? - ele sorri de lado. - você fez exatamente o que eu queria, os mandou para longe...
- Você não...
- Eu sim, dois homens meu pegaram o mesmo vôo que ela, sei filho e seu segurança, eles sabem onde estão, o hotel, o que eles tem feito diariamente...
Não. Eles não.
- Eu tenho certeza que a essa altura eles já fizeram o que mandei, você não estranhou o fato do seu pau mandando não ter te informado nada ainda hoje? A essa hora sua mulherzinha e seu filhinho órfã de mãe, já devem está mortos.
Eu não sabia o que fazer. Estava paralisado.
Eles não fizeram isso.
Não fizeram isso.
Eles não fizeram isso.
Manuela... Matteo...
Levanto meu braço apontando a arma para Giancarlo. Aperto o gatilho apenas duas vezes.
Um tiro vai certeiro na testa dele e o outro no peito.
Um segurança dele sai de dentro do closet, mas sou mais rápido e atiro nele também. Ele atira, mas o tiro passa de raspão no meu braço.
Término de descarregar minha pistola na cabeça dele, que estava só os miolos.
- Código azul. - escuto Roma falar. - já estamos indo pro galpão, conseguimos salvar o Léo, ele vai direto pro hospital, vamos dizer que fomos vitimas de um assalto a mão armanda.
- Roma... A Manuela e o Matteo. - sussurro em meio às lágrimas. - me diz que é mentira, por favor...
O escuto soltar um forte suspiro.
- O Matteo está bem, só com alguns arranhões e a Manuela levou um tiro no braço, mas está bem, Marcos conseguiu matar os caras, eles estão no hospital.
- Me fala onde eles estão. - peço suspirando aliviado.
- Orlando.
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TRÁFICO | Renato Garcia (Concluída)
FanfictionEle é perigoso, frio e calculista. Tudo o que ele mais deseja é se vingar do homem que tornou a sua vida infeliz. Chefe do Tráfico, Renato não poupa esforços pra ter o que deseja. Mas... e ela?? Ela só estava no lugar errado, na hora errada. Porém...
