Draco Malfoy
Frustração.
Uma coisa que se aprende quando se é filho de alguém como Lúcio é que nunca se pode ignorar uma ordem dele por muito tempo, por mais você evite isso.
Você pode fugir e correr o tanto que você quiser, até as suas pernas cansarem e não existir mais nenhum oxigênio em seus pulmões, mas o dia de acertar as contas sempre chega.
E chega bem rápido.
Por essas e outras que naquele dia eu resolvi ir falar com os nossos “aliados”.
Eu evitei eles por tempo demais e eu tenho certeza que não estou muito empolgado pra receber um “acerto de contas” apenas por não falar com alguém.
Tenho certeza que todo mundo espera muita coisa de mim. Afinal de contas, olha pra mim, olha de onde eu venho e o que meu sangue faz.
Qualquer um esperaria que na primeira vez que pensassem em mexer comigo eu iria pra cima com tudo, mas surpresa… Eu não sou a porra de um assasino, não sou nenhum tipo de chefão, ou seja lá o que quer que eles pensem.
Eu já quis muito ser assim, ser imponente e mostrar quem manda, mas eu não sou assim.
Eu não quero ser assim.
Eu me lembro até hoje de uma dia em que eu tive que ser essa pessoa, a porra de um Malfoy.
No começo eu adorava, quem não gostaria disso?
Só que o que não te contam é que isso vicia, te corrói, te mata.
Depois de tanta coisa eu ainda me lembro da sensação de me olhar no espelho e não reconhecer a pessoa que ali se refletia.
Cada vez mais eu me sentia impotente, não me sentia eu mesmo…
Aquilo me consumia, me matava aos poucos de forma lenta e dolorosamente.
Ir falar com aquelas pessoas me lembrava disso, me lembrava do quão fraco eu sou e de quem eu poderia ser.
De quem eu não quero ser.
Hoje foi um dia quente, o sol queimava a pele exposta com poucos raios de sol.
O pátio estava mais cheio do que de costume, geralmente fica assim quando está calor. As pessoas sempre correm para ver o sol a qualquer sinal de um dia quente.
Haviam vários tipos de grupos por ali, tinham aqueles que nunca paravam um minuto sequer com a bola de basquete. Esses particularmente me deixavam enjoado só de ver.
Tinha aqueles que tentavam se bronzear de alguma forma e aqueles que corriam para uma sombra assim que podiam.
E também tinham o tipo de pessoas que nem se davam o trabalho de ir ali, provavelmente tinham algum tipo de repúdio à luz solar. (eu era desse grupo)
Os grupos por suas vezes praticamente não passavam de 5 pessoas, claro que a gente sempre consegue dar um jeitinho, mas sempre que haviam muitas pessoas cumuladas um guarda acabava mandando separar.
Porém, havia um único grupo que não era nenhum pouco difícil de se notar.
Um grupo de com certeza mais de 10 pessoas reunidos em uma das mesas ao ar livre. Não tinha como não notá-los e pra variar eles riam e conversavam MUITO alto.
Nenhum dos guardas nem se davam o trabalho de fazer com que eles ficassem quietos, provavelmente alguma obra do meu pai.
Fui caminhando até eles em passos lentos, claramente sem nenhuma vontade de me aproximar realmente.
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Drarry is the new black
FanfictionCulpados. Ao menos foi isso que o juiz decretou após nossos julgamentos. Condenados a passar o resto de nossas vidas atrás das grades. Até onde você iria pela lealdade? Ou ainda melhor, até onde você iria pela sua liberdade? Gatilhos: Violência...
