Draco Malfoy
Quando se fala de beijos, a primeira coisa que se passa pela cabeça de alguém são aquelas cenas de novela.
Aqueles beijos quentes, doces.
Bonitos.
Mas quando Harry me beijou pela primeira vez, foi totalmente diferente de tudo que eu descrevi. Porque ao contrário desses beijos que se passam na nossa cabeça, esse tinha um tempero especial...
Raiva.
Muita raiva.
Não havia nenhum toque doce e gentil, apenas as mãos ágeis envolvidas nos fios de cabelo que se apertavam a cada movimento, cada toque.
Ninguém tinha a intenção de gentileza.
As línguas se esbarravam com vontade, ele tentava puxar tudo de mim, enquanto eu tentava puxar tudo dele.
Mordendo os lábios um do outro, sugando e puxando aquele pedaço macio de pele como se estivesse faminto, e nunca saciado, era viciante.
Tudo acontecendo com tanta vontade que não se tinha tempo para pensar, as mãos correndo e agarrando os tecidos das roupas, puxando os cabelos e cada pedaço de pele que nossas mãos pudessem encontrar, era como se tivéssemos pressa, como se não houvesse tempo.
Com o choque dos seus lábios foi como se uma porta entreaberta agora estivesse escancarada.
As memórias daquele maldito dia no chuveiro voltaram com força na minha cabeça, enquanto sua lingua invadia minha boca.
Me peguei lembrando de cada momento em que eu parei para observá-lo sem que eu mesmo tivesse notado. O seu corpo, o seu rosto, tudo, cada pedacinho dele.
Foi como se voltassem para a minha cabeça me jogando cada detalhe e cada arrepio estranho que tinha feito na minha pele.
Minhas costas bateram com força no chão quando ele inverteu as nossas posições, ficando por cima de mim, aproveitando meu momento de distração.
Me prendendo entre suas pernas, se sentando sobre meu colo antes de voltar a atacar minha boca com desejo. O puxei para perto, agarrando seu pescoço com uma das mãos e o puxando pela camisa com a outra.
Ele também não perdeu tempo usando as duas mãos para segurar meu cabelo com tanta força que eu não contive um suspiro dolorido quando ele o fez.
Voltando a me beijar com a intensidade de antes, tudo ficando cada vez mais e mais rápido e cada vez mais intenso, afoito e anestesiante.
Merda, como aquilo era bom.
Não deveria ser tão bom assim.
Era como se eu gastasse toda aquela adrenalina que estava acumulando dentro de mim a cada dia que se passava, liberando tudo ali, naquele momento, com ele.
E cara eu não poderia ter pedido outra coisa.
Mas já era de se esperar que nada realmente duraria muito tempo quando se trata de mim.
Por que eu me empolguei, claro que eu me empolgaria.
Porque em um momento desesperado entre nós eu tive a brilhante ideia de descer a mão até a sua bunda, com a cabeça totalmente levada pela luxúria.
Porém, quando eu apenas fiz a menção de apertar a carne farta, ele simplesmente parou tudo.
A última coisa que eu esperava depois de tudo isso fosse que ele simplesmente soltasse sua boca da minha e me acertasse o tapa mais forte que eu já recebi de alguém em toda a minha vida.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Drarry is the new black
Hayran KurguCulpados. Ao menos foi isso que o juiz decretou após nossos julgamentos. Condenados a passar o resto de nossas vidas atrás das grades. Até onde você iria pela lealdade? Ou ainda melhor, até onde você iria pela sua liberdade? Gatilhos: Violência...
