Cap. 68

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  Infelizmente os meninos não deixaram eu ter um animal de estimação, entretanto, compraram um ursinho de pelúcia para mim. Eu fiquei meio chateada, sempre quis ter um animalzinho de estimação, mas sabia que não ia ser bom pra eles, então posso viver com um ursinho de pelúcia, que por sinal, é bem fofinho. Dei a ele o nome de snowball por ser branquinho, brinquei um pouco com ele, o que fez os meninos rirem, e então percebi que estava sendo infantil. Guardei o ursinho de pelúcia e olhei para eles.

Terminamos de comprar tudo e fomos pra casa. Por mais que a mesma ficasse longe, eu gostava dela ser afastada e "reservada" em certo modo. A mão de Tae estava em minha coxa durante o caminho, então a segurei e brinquei com sua mão e seus anéis. Olho pro Tae quando sua mão começa a se tornar tediante. Estávamos em silencio, o radio desligado, ouvia-se apenas o som do carro. Solto um suspiro, chamando a atenção de Tae. 

TH: Tudo bem? - Ele entrelaça nossas mãos. - Quer que eu pare o carro? - Nego com a cabeça.

S/N: Eu to bem. - Encolho os ombros. - Só entediada. - Ele solta um risinho.

TH: Já estamos chegando. Ou você quer ir para outro local? Podemos voltar pra cidade se você quiser. 

S/N: Não, vamos para a casa. - Ele me olha e diminui a velocidade. 

TH: Tem algo te incomodando? - Ele pera o carro no acostamento e fica me olhando. 

S/N: Eu to bem. - Ele ergue uma sobrancelha. 

TH: Vem. - Ele tira meu cinto. 

S/N: O que esta fazendo? - Ele me puxa pro seu colo, e fico com minhas pernas no meu banco. 

TH: To com saudades de você.

S/N: Saudades de mim? Por que? Passamos todos os dias juntos. 

TH: Eu sei. - Ele abraça minha cintura. - Mas ainda to com saudades de você. - Olho pra ele. - O baile é daqui a algumas semanas então quero ficar mais com você. 

S/N: Você... Você acha que vai acontecer alguma coisa? - Ele me olha. - Digo, algo dar errado e estragar o "plano" - Faço entre aspas com a mão.

TH: Claro que não. E se acontecer alguma ciosa, qualquer coisinha, eu vou te proteger. 

S/N: E se você tentar me matar? Quem vai me proteger? - Ele ri. 

TH: Eu vou te proteger de mim mesmo. - Ele pensa um pouco. - A gente esta construindo uma pequena casinha pra você ficar de noite. Eu te levo até lá e volto. Fica no meio da floresta, e ninguém vai te achar lá. De manhã, quando estivermos todos mais... Calmos, eu vou buscar você. - Mexo no seu cabelo preto e liso.

S/N: Eu vou esperar por você. - Olho em seus olhos. 

TH: Eu sei que vai. - Ele junta nossos lábios em um beijo calmo e apaixonado, terminando com um pequeno selinho. - Ainda tem medo ou está nervosa com algo?

S/N: Não. - Rosei nossos narizes. 

TH: Podemos ir? 

S/N: Depende. - Afasto nossos rostos. 

TH: Depende o que?

S/N: O que vamos fazer quando chegarmos em casa? 

TH: O que você quiser. - Ele liga o carro novamente, que apagou sem querer quando fui puxada para o colo de Tae. - Pode pensar no caminho até lá. 

S/N: Tudo bem. Então podemos ir. - Me ajeito no seu colo e abraço seu pescoço com um braço. 

TH: Minha Dama... - Ele começa a dirigir

S/N: Hum? 

TH: Quando esta livre pra sair comigo? 

S/N: Tenho que ver na minha agenda. - Ri fraco. - Quando quiser. Por que?

TH: Temos que ter encontros, não acha? Não tivemos nenhum, só nós dois. 

S/N: Meio tarde pra isso, não acha? Digo, a gente já... Você sabe, e a gente já namora. - Ele me olha e faz cara de desgosto. 

TH: Acabei de ser rejeitado pela minha propria namorada. - Ri.

S/N: Te rejeitei, só estou dizendo que devíamos ter tidos encontros antes de namorar.

TH: Então não quer ter um encontro comigo?

S/N: Quero. 

TH: Otimo, amanhã a tarde. Anote na sua agenda pra não esquecer. - Rimos. 

S/N: Tudo bem. Anotado. A onde nós vamos? - Ele pensa um pouco antes de responder. 

TH: Surpresa. - Ele me da um selinho rapido. 

S/N: Serio que não vai dizer? - Ele ri.

TH: Muito serio. - Ele dirige com uma mão e me abraça com outra.

 Estranhamente, eu conseguia sentir sua paixão por mim, não só por palavras, mas por gestos. Mesmo Tae sempre dizendo que me ama, ele quis ser uma pessoa melhor para mim, por mim, quis que eu me sentisse bem, em casa, amada. Desde o dia em que fiquei na casa dos meninos depois que meus pais morreram, desde que passei a morar com eles, desde que achei que ia ser assassinada Desde que eu me apaixonei por ele, sem perceber. Tenho certeza que se ele me pedisse o porque de eu ama-lo, eu diria "você", não diria por sua personalidade, seu jeito, sua beleza, não poderia citar cada parte que eu amo nele, por que eu o amo por completo. E talvez, seja errado da minha parte, mas para mim, Kim Taehyung é o homem mais perfeito do mundo, mesmo cometendo erros. Ele, o Senhor Kim, com certeza é a pessoa que me faz perder a noção do tempo, que me faz ficar confusa sobre meus sentimentos e me faz querer fazer coisas loucas com ele, como por exemplo, saldar de uma cachoeira, ou subir em uma arvore.

 A vida era normal, era humana, e talvez por isso, tão cotidiana, repetida e chata. E foi porque sete vampiros entraram na minha vida, que meu mundo cinza se tornou colorido. Talvez azul, como o mar e o céu. É, com certeza azul. Talvez a idade chegue até mim um dia, talvez chegue um momento em que eu não tenha mais forças para continuar, mas quando esse momento chegar, eu espero estar perto de quem eu amo, estar perto dos meninos, dos sete.

The Vampire - KTHOnde histórias criam vida. Descubra agora