67 • Presentes de natal

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LEIAM AS NOTAS NO FINAL DO CAPÍTULO

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Dezembro, 2018 • Boston – MA Scarlett Johansson

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Dezembro, 2018 • Boston – MA
Scarlett Johansson

O sol tépido estava em algum ponto acima do horizonte do extenso lago congelado do lado de fora. O clima continuava frio, fazendo jus ao inverno gélido de Massachussets e toda a neve que caíra durante a madrugada. Se não fosse pelo aquecedor e lareiras em todos os cômodos, os hóspedes congelariam duramente com a baixa temperatura.

Havia pouco tempo que despertei, graças a iluminação escapando entre as cortinas. Não fazia ideia do horário e de certa forma, não me interessava em saber. Dodger roncando ao pé da cama, o conforto do edredom e a imagem de Christopher tiravam o meu foco.

Ele dormia tranquilamente do meu lado esquerdo, tão lindo como um anjo. O cabelo levemente desgrenhado, a boca entreaberta e o rouco quase inaudível denunciavam o embalo do sono pesado. A mão direita passou toda a noite espalmada em algum lugar do meu corpo, revezando entre a coxa ou barriga; a esquerda repousava em cima do abdômen despido.

Sorri com a cena. Era um momento tão comum entre nós dois que eu nem dei conta o quanto sentia falta. Sempre seria inexplicável a sensação de acordar e encontrá-lo ao meu lado.

Com cautela, por causa do braço direito imobilizado que começara a me incomodar, me pus de lado e dedilhei as tatuagens em seu peito hirsuto. Encostei a cabeça em seu ombro e depositei um beijo casto em sua clavícula, enquanto percorria os dedos nos limites do desenho permanente em seu abdômen, perto da linha definida que descia e se escondia embaixo de sua calça de moletom.

Christopher era uma perdição.

— Se aproveitando de mim enquanto eu durmo? — ri fraco ao ser pega em fragrante — Tenho quase certeza que isso é crime.
— Crime é você dormir assim e eu não poder fazer nada — ele suspirou pesado, inclinando o rosto para me fitar.
— Está sendo difícil para mim também, ou acha que eu não notei a lingerie que está usando? — mordi o lábio inferior, o observando seus olhos acompanharem meu movimento — Não faz isso...
— Isso? — repeti o ato. Chris afundou no travesseiro, com a mão no rosto.
— Scarlett...
— Eu estou com saudade — sussurrei em seu ouvido, descendo o toque para dentro da sua calça. Uma ereção já se formava sob meus dedos, mas a mão de Chris impediu que eu continuasse com os meus planos libidinosos — Chris...
— Eu também estou, você não faz ideia do quanto, mas prefiro esperar até que você esteja boa o suficiente para eu te foder com força — desabei na cama, emburrada, com os olhos no teto do quarto.
— Chato.
— Gostosa — ele se inclinou sobre mim e me roubou um beijo.

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