DOMINIQUE GONZALES
– Bom diaaaa! – Luísa levanta animada e eu sorrio ainda tentando me acostumar com a claridade.
– Bom dia Luli.
– Pronta para trabalhar muito hoje?
– Prontíssima, espero que os meninos consigam. - Falo um pouco nervosa e Luli sorri.
– Vai dar tudo certo, eles estão confiantes e treinaram muito.
– Sim, eu sei que capazes ele são.
– Quer que eu pegue alguma coisa pra você? Vou descer pra tomar café.
– Trás uma salada de fruta? Vou me arrumar rapidinho.
– Tá bom. - Ela fala saindo do quarto e eu me levanto e tomo um banho rápido vestindo meu uniforme, deixo meu cabelo solto e fazendo algumas ondinhas, e passando uma maquiagem fraca.
– Você está bem? – Luísa pergunta quando eu me sento na cama para comer a sala de fruta.
– Estou na medida do possível, sei lá, é estranho, tudo que eu queria é estar dando um apoio maior para o Bruno nesse momento, dar um beijinho de boa sorte, sabe? Não queria estar longe.
– Você está perto, bem perto. – Ela fala sarcástica e eu sorrio.
Saímos do quarto, e enquanto eu encontro a equipe que cobriria a grande semifinal, Luísa caminha para arquibancada.
– Vamos fazer um teste rapidinho, você vai entrar ao vivo. – Ângelo o câmera fala e eu concordo, os meninos entraram e começaram a se aquecer, eu foquei em entrar ao vivo e comecei a conversar com um dos jornalistas enquanto respondia algumas perguntas sobre o jogo e filmava o aquecimento dos meninos.
– Domi!!! DOMI! – Alguém grita e eu olho para arquibancada vendo duas meninas com seus 14/15 anos me chamando, dou um sorriso sem graça e caminho até elas.
– Oi? – Pergunto confusa e ela sorri.
– Oi, nós somos suas seguidoras e temos um fã clube pro Bruninho, já é o segundo jogo que tentamos e não conseguimos, será que você poderia entregar para ele? – uma delas estende um livro que eu logo imaginei que teria fotos e algumas mensagens dentro, concordei com a cabeça pegando o livro e sorrio.
– Claro, chegará a ele.
– Obrigada, estamos torcendo por vocês. – A outra me pega de surpresa e eu arregalo os olhos, deveria ter desmentido e dizer que somos amigos? Talvez! Mas na hora não consegui falar absolutamente nada, eu apenas sorri voltando para o meu posicionamento e colocando o livro em cima das minhas coisas.
O jogo começou, começou fácil mas quando os sets ficaram empatados o Brasil decaiu MUITO, eu não conseguia respirar, meu coração batia forte, olhava Douglas que estava no banco reserva perto da onde eu estava gravando que trocava alguns olhares de desespero comigo, vi Bruno sentar do seu lado depois de Renan pedir um intervalo e respirar fundo fazendo um exercício de respiração pra tentar ficar calmo, era muita pressão.
– Vamos, a gente consegue, estamos bem, não vamos nos abalar. – Ouço ele falando para os meninos e eu sorrio, eles voltaram para a quadra e eu vejo ele tirar a correntinha que eu tinha dado para ele e beijar ela, olhando para o alto e rezando baixinho, foi a coisa mais fofa do mundo.
– VAMOS PORRA. – Ele grita quando ouvimos o apito de início, os meninos começaram a jogar com a força do ódio, foi bonito de se ver, era cada bolada na cara que eles davam no time adversário que dava dó, eles conseguiram se reerguer da forma que esperávamos, e depois disso tudo absolutamente decolou, e depois de três sets ganhos, os meninos estavam na grande final.
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love again | bruno rezende
ФанфикшнEla apenas uma jornalista recém formada, com um instagram de sucesso, e um término recente de um relacionamento abusivo onde lhe trouxe diversos traumas. Ele, o capitão da seleção brasileira de vôlei, com uma sobre carga imensa nas costas lutando pa...
