penultimo capitulo

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DOMINIQUE GONZALES

– Eu acho que estou começando a me arrepender, FILHA O CACHORRO NÃO É CAVALO, NÃO SENTA EM CIMA. – Bruno grita com Alice que puxava as orelhinhas de Chloe, nossa Golden, as crianças estavam enlouquecendo de felicidade desde que compramos ela.

– São três crianças, eu não sei como achamos que isso ia dar certo, eu corro atrás deles o dia todo. – Falo cansada me jogando em uma das cadeiras perto da piscina.

– Mas eles estão tão felizes, vale a pena não vale? – Bruno se joga do meu lado enquanto olhamos Arthur levando uma lambida no rosto e gargalhando.

– Vale a pena, vai lá pegar os cocôs dela que eu vou dar banho nas crianças.

– Pegar cocô de novo?

– O que a gente combinou quando o veterinário disse que ela cagava muito? Que você tirava o cocô dela e eu limpava a bagunça que as crianças faziam.

– Eu sei mas ela faz cocô demais.

– Bruno nós combinamos! - Falo olhando para ele de cara feia que concorda indo pegar a pá e eu pego as crianças que berravam querendo continuar brincando, quem disse que a fase mais difícil era os primeiros meses dos bebês? Nos primeiros meses eles só mamavam e cagavam, agora eu tinha que ficar correndo atrás deles o dia todo para ver se eles não estavam se pendurando no lustre do teto.

Término de dar o banho neles, e deixo eles na sala com Bruno enquanto me troco, eu ia sair com a Bia para ver os últimos ajustes das festas dos bebês, ela estava me ajudando muito.

– Chegamos!! – Ela fala quando Bruno abre a porta, Lucão estava com Maya no colo que pede pra descer correndo quando vê Alice, a diferença de idade delas era pouca, então elas brincavam muito bem juntas, já Theo ficava de braços cruzados e com tédio vendo os três brincarem.

– Oi meus amores. – Abraço as crianças e depois meus amigos.

– Estou ansiosa para os últimos preparativos. – Bia fala alegre.

– Eu estou ansioso para parar de gastar, isso sim. – Bruno fala e Lucas começa a rir.

– Marido é tudo igual só muda o endereço. - Bia fala e começamos a rir. – Estamos indo então, boa sorte com as crianças.

– Não precisamos de sorte, tiramos de letra isso. – Bruno se gaba.

– Se eu fosse você não falava isso com tanta firmeza. – O amigo o repreende e ele ri, Deus que me perdoe mas nunca quis tanto que as crianças dessem trabalho para eles só para acabar com o ego do Bruno.

Saímos de casa e eu respiro fundo entrando no carro, cansada.

– Vocês são loucos, a cachorra é uma peste, vocês tem duas crianças, estão pedindo pra ficar cansados. – Bia fala enquanto dirige, eu começo a rir, de nervoso.

– Eu amo meus filhos mas eles terem vindo em dose dupla, foi um jogo pra mim e pro Bruno, ele não sabia nem segurar uma criança.

– Teve que aprender na marra, mas é um ótimo pai né?

– Ai Bia demais, as crianças são apaixonada por eles, o jeito que ele trata eles, que brinca com eles, o carinho, eu escolhi o pai certo. – Falo e ela sorri.

– Isso é gratificante demais.

– Esses dias ele se vestiu de princesa para brincar com a Alice, você acredita?

– Eu não acredito. – Ela fala rindo.

– Compramos a maior roupa que tinha e mesmo assim ficou pequena, sem fechar nas costas, eu falei que me vestiria pra ela mas ele disse que seria mais legal ele se vestir, ele tem problemas.

love again | bruno rezende Onde histórias criam vida. Descubra agora