DOMINIQUE GONZALES
Tinha marcado a primeira consulta para ver o nosso bebê, eu estava tão ansiosa que nem tinha conseguido dormir a noite, Bruno então? Ele estava surtado, primeiro que ele achava que gravidez era doença e não queria que eu fizesse absolutamente nada a não ser ficar deitadinho, segundo que eu pedi para ele segurar a boca e só contar para as pessoas que eu estava grávida quando eu tivesse passado os primeiros três meses, mas ontem quando fui encontrar ele no treino, os meninos me receberam com abraços apertados e parabéns, Lucão estava todo emocionado e até pediu para passar a mão na minha barriga, então eu entendi tudo.
– Eu não tenho culpa, eu fiquei animado demais e contei para o Lucão, mas aí de uma hora pra outra o Alan sabia, e depois o Lucarelli, e quando eu vi todo mundo estava me dando parabéns.
– Você é a maior Maria Fifi do mundo, eu te juro Bruno, queria cortar a sua língua fora.
– Você gosta da minha língua, não faria isso.
– Bruno, cala a boca. – Falo e ele joga a cabeça para trás rindo.
Chegamos na clínica com os olhinhos brilhando, ela era linda, tinha várias fotos de bebês na parede, e uma de decoração linda.
– Sua madrasta que me indicou essa obstetra, foi ela que fez o parto da Vitória.
– Então deve ser bom, ela é tão chata. – Ele fala e eu começo a rir, ele adorava encher o saco da sua madrasta.
– Dominique Gonzales, pode entrar a Doutora está esperando você. – A recepcionista fala e eu e Bruno levantamos caminhando até a sala, ele segura a minha mão e eu sorrio apertando a sua para incentiva-ló a ficar calmo, pois sabia que faltava pouco para ele pirar.
– Oi, sejam bem vindos. – A doutora sorri assim que nos vê. – Sou a Doutora Larissa, é um prazer enorme recebê-los.
– Oi Doutora, tivemos indicações ótimas sua.
– Fico feliz, sentem-se, você trouxe os exames que havia me dito?
– Sim, são poucos. – Falo e ela concorda com a cabeça, mostro o meu hemograma, e o resultado do exame de sangue que constava a gravidez, ela leu tudo com atenção.
– Bom eu vi que a sua anemia está bem severa, mesmo com a transfusão de sangue, precisamos tratar disso, com vitaminas, e uma alimentação muito saudável, você não pode esquecer que agora você é a fonte de nutriente do seu bebê, ele precisa de você para crescer, por isso você tem que comer certinho.
– Eu irei, com toda certeza.
– Vou te encaminhar para a nutricionista, vamos melhorar essa anemia. – Ela fala e eu concordo sorrindo, Bruno continuava sério do meu lado mostrando o quão nervoso estava.
– Doutora, você não acha que ela deveria ficar em casa? Ela trabalha muito, pode fazer mal para o bebê. – Ele abre e boca pra falar pela primeira vez desde que entramos e a médica gargalha.
– Claro que não, óbvio que ela vai ter que tentar deixar a sua rotina mais calma, mas é bom ela trabalhar, não é uma doença, a partir do sexto mês nós podemos considerar o fato dela ficar mais quietinha em casa.
– Meu Deus, pra mim ela ficava o dia todo deitada assistindo suas séries e comendo, ela gosta disso, não sei porque não aceita.
– Bruno, fica quieto. – Falo baixinho e a doutora estava até vermelha de gargalhar.
– Eu entendo suas preocupações, pais de viagem são assim mesmo, mas iremos acompanhá-los mensalmente, qualquer coisa que eu ver, se achar necessário, pedimos para ela ficar deitada assistindo televisão tá bom? – Ela explica com calma como se falasse com uma criança e ele concorda.
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love again | bruno rezende
FanfictionEla apenas uma jornalista recém formada, com um instagram de sucesso, e um término recente de um relacionamento abusivo onde lhe trouxe diversos traumas. Ele, o capitão da seleção brasileira de vôlei, com uma sobre carga imensa nas costas lutando pa...
