trinta e seis

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DOMINIQUE GONZALES

Eu estava olhando aquele enorme mar, enquanto Bruno colocava o equipamento para mergulhar, meus lábios tremiam e eu não sabia se era de medo ou de frio.

– Tem mais de quarto espécies de tubarão, vocês vão adorar. – O instrutor fala e o idiotão do meu marido sorri animado, eu apenas dou um sorriso forçado quase mijando nas calças.

– O senhor tem certeza de que não tem chances dele simplesmente comer a gente? Eu tenho dois filhos para cuidar, eles precisam de mim. – Falo para o outro instrutor que já tinha trago a minha roupa de mergulho.

– Fica tranquila, nada nunca aconteceu com ninguém, vocês descem com a gente e nós estamos acostumados, são mais de 60 mergulhos no dia.

– Nunca aconteceu mas pode acontecer, vai que eu sou azarada e sou a primeira? É minha lua de mel moço, meu marido é sem noção mas eu ainda tenho juízo.

– Eu estou ouvindo Dominique, amor aproveita que vai ser uma delícia.

– Pra você. – Eu falo rabugenta e Bruno entra na água primeiro com o instrutor dele.

– Fica tranquila que os seus filhos vão ter a mãe quando a sua lua de mel acabar. – Ele fala brincalhão e eu sorrio nervosa caminhando até a escadinha para descer pro mar, ele conta até três e fala que me puxar para baixo, e no três sinto o meu corpo todo afundar na agua, de primeira tudo que eu vejo são alguns peixinhos, coloridos, a coisa mais linda do mundo, e depois as coisas começam a ficar mais sérias, raias, baleias e tubarões, não chegamos tão perto, eles ficavam no cantinho deles e nós no nosso, mas era assustador do mesmo jeito.

Bruno já estava voltando com o instrutor e eu aponto para eles mostrando que queria voltar também, o instrutor entendeu já que deu a volta e começou a me puxar para perto do barco, ele me ajuda a subir e eu começo arrancar aquela roupa totalmente incomodada.

– Eu tirei várias fotos lá em baixo. – Bruno fala apontando para a câmera do cara.

– Ficaram lindas.

– Você gostou?

– Da foto? Sim, do passeio? NUNCA MAIS. E se os tubarões ficassem nervosos? Não ia sobrar nadinha da gente.

– Para de ser dramática, foi super legal.

– Pra você, eu não quero fazer isso nunca mais. – Ele me dá um selinho demorado e eu continuo de cara amarrada.

– Para de ser assim, agora vamos fazer sua vontade e andar no barquinho de vidro.

– Pelo menos uma coisa legal.

– Eu diria que sem emoção.

O barquinho que ele estava dizendo era um caiaque, ele era totalmente de vidro o que nos permitia ver a água azul debaixo de nós, Bruno remava enquanto eu apenas ficava relaxada admirando a vista e tirando algumas fotos, ele reclamava que era sem graça e que deveríamos ter andado de jet ski, ou seja? nossos primeiros passeios foi um completo caos.

– Você está muito chata. – Ele fala assim que entramos no quarto, eu reviro os olhos e começo a tirar a roupa pra tomar banho.

– Não gostei do passeio de hoje, deveríamos ter ficado aqui na nossa piscina, na nossa praia, namorando.

– Podemos fazer isso agora.

– Agora eu quero tomar banho comer e descansar, você me cansou ontem. – Falo dando um sorrisinho e ele concorda com a cabeça.

– Tudo bem então, você que manda.

– Manda mensagem pra sua mãe perguntando das crianças? Eu tô com saudade já. – Falo fazendo um biquinho e ele concorda pegando o celular.

love again | bruno rezende Onde histórias criam vida. Descubra agora