BRUNO REZENDE
– Cara estamos indo muito mal, você não acha melhor ir para o banco? – Lucão pergunta no intervalo do jogo e eu nego com a cabeça, eu sabia separar as coisas, sempre soube, mas agora a preocupação na minha cabeça estava falando mais alto.
– Desculpa, eu sei que a Bia vai cuidar dela mas não sei, eu estou com uma sensação estranha.
– Fica tranquilo, eles não vão inventar de nascer agora, seria zoar demais com a sua cara.
– Eles são filhos da Dominique, você duvida que eles possam fazer essa suspresinha? – Pergunto e ele gargalha.
– É, se eles puxarem a mãe, eu não duvido nada.
– Tá bom, vamos voltar pro jogo, eu vou tentar me concentrar. – Tomo um pouco de água e respiro fundo voltando para a quadra.
O jogo estava rolando normalmente quando Renan pede um intervalo, olho para ele sem entender.
– A Dominique entrou em trabalho de parto. – Ele fala calmamente, eu engasgo com a água que estava tomando.
– MEU DEUS DO CÉU, CARA EU PRECISO IR.
– Pode ir.
– Assim que acabar eu vou. – Lucão fala dando tapinhas em minhas costas. – Vai lá papai.
– Meu Deus tanto momento pra essas crias nascer, precisava ser agora? – Falo correndo até o vestiário.
Não tive tempo de fazer muita coisa, só coloquei um moletom por cima da roupa e joguei uma água no meu rosto, corri até o carro e peguei meu celular falando com a Bia que disse que ela já estava em um quarto com contrações fortíssimas mas não estava totalmente dilatada, com isso corri o mais rápido que podia, não faço ideia de quantos xingamentos eu recebi durante o caminho.
– Minha mulher está em trabalho de parto. – Chego na recepção do hospital ofegante, a recepcionista olha para mim assustada.
– Qual o nome dela?
– Dominique Gonzales.
– Eu vou entrar no sistema, toma uma água moço, calma.
– Obrigado, eu tô legal, só preciso ver minha mulher.
– Ela está no quarto já, vou liberar a sua entrada, me empresta um documento. - Pego meu RG entregando para ela que faz o cadastro rapidamente provavelmente com medo de eu infartar ali mesmo.
Subi até o quarto andar aonde ela estava, e bato na porta, Bia abre ela e eu dou um sorriso nervoso ouvindo uma música vindo de dentro.
– O que é isso?
– Ela está com 7cm de dilatação, precisa de 10, a médica falou pra ela dançar.
– Meu Deus do céu. – Eu entro e vejo minha noiva fazendo uns agachamentos no ritmo da música, ela estava com os olhos inchados e uma feição de dor.
– Amor, tudo bem? – Eu pergunto indo abraçar ela.
– Claro que está tudo bem Bruno, minha vagina está gigante e vai sair dois bebês de lá, está tudo ótimo.
– Amor, calma.
– Eu estou muito calma, eu só quero que eles saiam logo, AÍ DOR DO CARALHO. – ela berra e eu abraço ela.
– Calma meu amor, eles vão ser bonzinhos e daqui a pouco vão sair.
– E se eles não passarem?
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love again | bruno rezende
FanfictionEla apenas uma jornalista recém formada, com um instagram de sucesso, e um término recente de um relacionamento abusivo onde lhe trouxe diversos traumas. Ele, o capitão da seleção brasileira de vôlei, com uma sobre carga imensa nas costas lutando pa...
