vinte e cinco

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DOMINIQUE GONZALES.

3 meses depois

três meses que passaram como dias, era impressionante como os dias passavam cada vez mais rápido, e cada dia era um dia a menos para eu ver o rostinho dos meus bebês, eu estava quase morrendo de ansiedade, ainda mais quando pegamos o ultrassom 3D, e podemos ver a carinha deles, agora estávamos realmente em contagem regressiva.

Desde que eu e Bruno contamos para todos que iríamos casar foi uma festa danada, nossos pais ficaram tão felizes, minha mãe e minha sogra já começaram a fazer planos de vestido, decoração, igreja, entre outras coisas que eu nem tinha pensado. Depois de eu e Bruno conversarmos resolvemos que iríamos casar quando os gêmeos completassem Deus 5 meses, dessa forma não ficaríamos tão mal de deixar eles aqui para irmos aproveitar a nossa lua de mel, e hoje iriamos dar o primeiro passo para o nosso sonho, iriamos marcar o nosso casamento na igreja.

– Estou com o pé muito inchado. – Eu reclamo enquanto desço do carro e encaro a igreja na minha frente, eu estava parecendo o fofão, estava engraçada.

– Quer que eu te leve no colo?

– Se toca. – Falo rindo, e ele sorri segurando a minha mão, entramos na igreja e nos sentamos em um dos bancos, ficamos olhando para o altar e ele segura a minha mão fechando os olhos e fazendo uma oração baixinha, eu deito minha cabeça em seu ombro e faço o mesmo.

– Bruno e Dominique? – Ouvimos alguém nos chamando e sorrimos para o padre que tinha acabado de sair por uma porta.

– Benção padre, é um prazer conhecer o senhor. – Falo dando um sorriso sincero e ele sorri segurando a minha mão e depois a de Bruno.

– O prazer é meu, entrem, vamos conversar.

Entramos em uma salinha com ele e começamos a conversar sobre o casamento, ele deu algumas datas, e falou um pouco sobre um curso de noivos que tínhamos que fazer, e uma preparação que nós mesmos poderíamos realizar, algo como um autoconhecimento antes de se juntar com outra pessoa, foi uma conversa muito gostosa.

– 9 de maio então? – Eu pergunto ansiosa e os dois concordam. – Está perfeito pra mim.

– Está marcado meus filhos, que Deus abençoe vocês e esses bebês enormes, e assim que eles nascerem venham marcar o batizado comigo. – Ele fala passando a mão na minha barriga e fazendo uma oração baixinha.

– Amém, obrigada Padre. – Ele cumprimenta Bruno com um aperto de mão e eu o agradeço seguindo meu noivo para fora da igreja.

– Meu Deus, nós realmente vamos casar Bruno, está marcado! – Falo dando pulinhos no carro e ele começa a rir.

– Vamos casar Dominique, caramba você me pegou de jeito hein? – Ele fala rindo.

– Você viu? Tinha pose de mulherengo, pegava todas por ai, não se apaixonava a anos, me conheceu, se apaixonou, me engravidou e ainda me pediu em casamento, você foi de bandido sem coração para cachorrinho da Dominique em um ano.

– Cachorrinho da Dominique? Eu não vejo graça nisso. – Ele fala tentando segurar o riso e eu gargalho.

Voltamos para nosso apartamento e eu esquento uma bolsa de água quente para colocar na minha barriga que doía, os bebês estavam apertados demais então os chutes estavam cada vez mais fortes o que me deixava com uma dor danada.

– Eles não estão pegando leve né? – Bruno fala entrando no quarto e eu nego com a cabeça, ele começa a conversar com as crianças que começam a me chutar mais ainda, era sempre assim, elas conheciam demais a voz dele, e ficavam agitadíssimos.

love again | bruno rezende Onde histórias criam vida. Descubra agora