A semana passou tão rápido que me deixou assustada, parece que foi ontem que Levitã disse que iríamos viajar, acho que o fato da semana ter sido muito tranquila foi o que deu a impressão dela ter passado muito rápido.Nada demais aconteceu a não ser Levitã me agarrando do nada, mas só beijos e as carícias, era muito bom, claro, mas eu me sentia chateada por ele ainda não dizer para mim o que o incomodava, ele nem ao menos me deu uma explicação, mas também não sabe o que eu sei.
Queria que ele me dissesse o que estava acontecendo, que fosse sincero comigo, mas eu também não posso forçar, ainda mais agora que ele tem vários problemas e temos várias outras preocupações, temos um exército para conquistar.
Novamente na doca, o barco partiu em direção à Ilha dos Selvagens, sim, o nome dos guerreira, Selvagens, a ilha ficava fora dos reinos Obsidianas, fora de qualquer outro tipo de reino, era o único lugar onde Nunzio não conseguiu cercar com as suas muralhas, o único lugar onde ele não conseguiu dividir, o único lugar onde a sua magia não poderia adentrar, o refúgio super seguro para os Selvagens, lugar ideal para eles morarem, onde nenhuma magia e muito menos um barco consegue ultrapassar a divisão do oceano.
Montamos em um Vurex para conseguirmos ultrapassar a linha que dividia o oceano da ilha com o oceano das terras Obsidianas, um oceano azul escuro para um oceano azul claro, tão claro quanto a cor do céu. Antes de ultrapassarmos a linha divisória não conseguimos ver a ilha, somente o grande oceano azul claro, mas no momento que atravessamos a divisória a ilha já estava bem na nossa frente, era como se ela conseguisse se camuflar, se esconder e parecer ainda mais inalcançável.
Quando chegamos perto da praia percebemos que a nossa visita já não era mais um segredo, assim que saímos do mar e encostamos na areia os Selvagens apareceram. A princípio ficamos parados na areia esperando eles fazerem alguma coisa, mas eles estavam fazendo mesmo que a gente, esperando.
Levitã tomou a frente e disse "oi", eu bato palmas para ele, porque eu poderia muito bem não aparentar, mas eu estava com muito medo, os Selvagens estavam perto da mata ao lado das árvores nos olhando um pouco de longe, mas eu conseguia ver claramente, dava para perceber que eram homens e mulheres altos, eles eram gigantes e depois que eu Levitã desse "oi" eles foram se aproximando, e pareciam crescer mais ainda.
Quando eles se aproximaram e ficaram diante de nós eu pude ver nitidamente, tanto os homens quanto as mulheres tinha orelhas pontudas uma pele bronzeada e uma cara séria que passava respeito, eu já estava tremendo com apenas alguns olhares, me sentia uma pequena formiga, não me senti importante, mas estava feliz, porque aquilo me fazia acreditar que teríamos uma chance de vencer.
Um dos homens parado diante de mim respirou fundo, quando o ar encher os seus pulmões ele arregalou os olhos.
– Você é a garota abençoada!- Aquele gigante afirmou.
– Sou, como sabe?- Se me perguntarem de onde eu tirei força e coragem para falar eu não saberei responder.
– Você tem cheiro de Guerra! Já era hora, estamos esperando vocês a tantos os séculos...!- Se aquele homem não fosse tão grande e tão amedrontador, eu podia jurar que senti um pouco de melancolia em suas palavras.
O gigante Selvagem pediu para que nós o acompanhássemos até a líder, adentramos na floresta exótica, tantas plantas que eu nunca ouvi falar, e tantos animais estranhos que eu nunca imaginei ver nos cercavam.
Andamos durante alguns minutos até chegar no centro da floresta onde lá existia uma grande vila com grandes cabanas tanto no chão quanto no topo das Árvores, a maioria no topo das Árvores, uma coisa que eu não sabia que existia e que nunca imaginei ver, foram pequenas Ilhas flutuantes, era incrível, várias ponte interligando todas as Ilhas e dezenas, não, centenas de Selvagens.
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Sem Classe
FantasiExiste um mundo dividido por Classes, e se você nasce com uma Classe ruim é impossível mudar essa realidade, você está preso em sua Classe até morrer, e seus filhos também estão condenados ao mesmo destino que o seu, quase sempre. Depois que...